domingo, 4 de março de 2012

Professores desnecessários à Igreja: o vocacionado iludido



O conceito que torna o professor leigo, aquele que carece de formação profissional, uma pessoa autorizada para ensinar pelo “dom” que possui; e o que dispensa a formação bíblica e a vocação ministerial em troca da experiência e capacitação profissional são reducionistas e um perigo para a educação cristã dominical
Porém, o ideal é que o professor carismático exerça a docência cristã sem excluir a formação técnica, e que o educador profissional desempenhe o munus docendi no magistério eclesiástico sem dispensar a capacitação teológica e pneumatológica.
A vocação e a capacitação técnica são necessárias e indispensáveis para o completo desempenho da docência cristã dominical.
Outro grave problema em torno da hipervalorização da “vocação” ou do “dom” para o ensino em detrimento à formação técnica é a completa ausência de comprometimento da liderança: (1) na formação e capacitação de professores; (2) em preparar as condições materiais para o exercício do magistério cristão; e (3) no acompanhamento sobre o que se ensina, como se ensina e por que se ensina. Certa vez, percebi que havia muitas conversões em nossa igreja local, entretanto, esses novos convertidos não recebiam qualquer instrução a respeito de sua nova vida em Cristo.
Solicitei, então, ao pastor para que fizéssemos uma classe de discipulado, antes mesmo de a CPAD organizar as lições para o discipulado (projeto que tive a honra de participar escrevendo duas lições: “O céu verdadeiramente existe?”, e, “O inferno verdadeiramente existe?”).
Contudo, o estimado líder disse-me: – Irmão Esdras, não há espaço na igreja para organizar mais uma classe, mas como o irmão é “vocacionado”, dará um jeito. E de fato, a solução surgiu, mas com algumas contestações. Havia nas dependências da igreja uma sala com instrumentos velhos e aparelhos eletrônicos defeituosos. Solicitei o espaço, mas o pedido foi rejeitado.
Depois de muito insistir, o espaço foi liberado, mas com uma condição: às 7hr30m eu e minha esposa deveríamos tirar os objetos do lugar, transformar o espaço numa sala de aula e, depois de concluído a aula, recolocar as tralhas no lugar.
Isto fizemos durante seis meses ininterruptos, até que fui chamado para trabalhar na sede. Eu era diácono na ocasião. Bom, essa história não é diferente daquelas que ouço toda vez que viajo pelas igrejas do Brasil dando cursos e palestras para professores da ED.
Talvez você tenha se identificado com ela.Mas o que de fato aprendemos com essa experiência? Aprendemos que, com a argumentação de que os vocacionados já estão preparados por Deus para a tarefa, certos líderes jogam toda responsabilidade e fardo “nas costas” do professor, crendo que o fato de serem “chamados” é suficiente para o completo desempenho do ministério de ensino. Todavia, é responsabilidade da liderança, seja da igreja, seja do superintendente da ED, dispor aos professores os aparatos e recursos necessários para o pleno desenvolvimento de suas tarefas educacionais.
Como o educador pode se preocupar em atender adequadamente o alunato se está preocupado com o local, com o giz, com o quadro, enfim, com os recursos didáticos? Muitos professores paladinos, no entanto, tiram de seu próprio provento para prover as urgências e demandas da Escola Dominical.
Outrossim, perpassa também pelo conceito de “professor vocacionado” a ideia de que ele não necessita de uma formação técnica, pois o “dom espiritual” é suficiente para o exercício docente. Mais uma vez o problema hermenêutico serve de esteio para fundamentar essa distorção.
Citam-se os textos de Sl 81.10: “abre bem a tua boca, e ta encherei”;Jo 14.26: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”; ou ainda 1Jo 3.27, entre outras passagens. Todavia, se esquecem de que o dom de ensino é encarnacional.
O pastor e professor de Teologia da Assembleia de Deus em Cingapura, David Lim, afirma que entre as várias teorias concernentes à natureza dos carismas, três se destacam:
(1) a que afirma que os dons são capacidades naturais; a que
(2) os descrevem como totalmente sobrenaturais, e a
(3)  bíblica, chamada encarnacional [1].
Uma entende que os dons espirituais são capacidades ou talentos naturais santificados.
Outra erradica qualquer responsabilidade humana nos exercícios dos carismas. A última, entretanto, pressupõe uma ação cooperativa tanto do Espírito quanto do homem.

De acordo com David Lim
Os dons são encarnacionais. Isto é, Deus opera através dos seres humanos. Os crentes submetem a Deus sua mente, coração, alma e forças. Consciente e deliberadamente, entregam tudo a Ele. O Espírito, então, os capacita de modo sobrenatural a ministrar acima de suas próprias capacidades humanas e, ao mesmo tempo, expressar cada dom através de sua experiência de vida, caráter, personalidade e vocabulário. [2] 
De modo geral, Lim quer dizer que todo dom pode e deve ser exercido na igreja, levando-se em consideração as idiossincrasias individuais dos crentes e, pelo fato de ser encarnacional, com amor, todo e qualquer dom deve ser avaliado pela comunidade cristã.
Admitindo-se o posicionamento teológico de que os dons são encarnacionais, podemos compreender o que Paulo afirmou em Romanos 12.7 a respeito do carisma do ensino: εἲτε ὁ διδάσκων ἑν τή διδασκαλία (lit. “o que ensina, no ensino”).
A maioria dos tradutores entende que se trata de uma forma intensificada e subentendida de se referir à diligência no exercício do carisma de ensino, acrescentando os termos “dedicação” (ARC,TB); e “esmero” (ARA). Traduções mais literais preferem manter “ensino, ensinando” (BJ); “ensinar, que ensine” (ECP); “ensinamento, para ensinar” (BP); “ensinar, ensine” (NVI).[3]

Russel Champlin, ao interpretar essa perícope, afirma

Aquele cujo ofício consiste em ensinar, deveria esforçar-se por aprimorar os seus conhecimentos, por melhorar a eficácia dos seus métodos de ensino, aumentando o seu interesse pessoal por aqueles que são os seus alunos. Um dos mais graves escândalos das modernas igrejas evangélicas é que a grande maioria dos seus mestres em nada melhora com a passagem dos anos, incluindo nisso tanto o conhecimento como os métodos empregados [...].[4]
Conforme Lim e Champlin, o dom de ensino não é apenas uma capacidade sobrenatural que o Espírito Santo concede ao cristão para o desempenho do magistério eclesiástico, mas também um carisma que deve ser exercido por meio do aprendizado pedagógico constante, da aquisição de técnicas didáticas, e de seu emprego eficiente por parte do professor. É um dom espiritual, no entanto, seu pleno exercício depende da cooperação, esforço e diligência do crente.
O cristão coopera com o Espírito Santo para que o dom, espiritual e potencializado pelo Espírito, desenvolva-se eficientemente e sem nenhum embaraço ou impedimento. O professor é o canal inteligente e discernente pelo qual o Espírito de Cristo ministra aos crentes o conhecimento dos mistérios do Evangelho.
Pelo fato de o dom de ensino ser encarnacional, a igreja deve insistir e investir no desenvolvimento pessoal e profissional de seus professores, a maioria carente de formação adequada. Chama-se a esse processo de educação ou formação continuada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novos Professores para uma Nova Igreja

Não haverá uma nova safra de crentes se não houver uma nova classe de professores da Escola Dominical! Não se pode imaginar um futuro para a igreja sem educadores. Muitos acreditam que o professor da Escola Dominical é dispensável. E de fato o é, mas de qual docente estamos falando?
Certos professores são dispensáveis, assim como certos pregadores também o são. É claro que assim como não posso generalizar o último também não devo fazê-lo em relação ao primeiro. A falácia de que os professores dominicais são desnecessários à igreja é uma tentativa malsã de, parafraseando Paulo Freire, “retirar a boniteza do sonho de ser professor de tantos jovens cristãos nesse Brasil”.
Em um país que ideologicamente aprendeu a escamotear e a desvalorizar o professor, não ignoro que muitos líderes cristãos também desprezem esse importante e insubstituível ofício na igreja. Nalgumas vezes, eles parecem ter razão. Alguns docentes há muito deveriam ter pendurado a batuta:

- Ainda continuam lendo integralmente a revista da Escola Dominical;
- Não usam qualquer tipo de método;
- São incapazes de comentar com profundidade teológica o tema da lição;
- Reclamam que o assunto é repetido;
- Além de se colocarem nos holofotes de seus cargos eclesiásticos.

Sim, esse é o perfil do professor desnecessário, substituível, que não quero para a igreja deste novo milênio. Tal ensinante é inútil à renovação da igreja.
Ele é:

- Monocultural, como afirma Luiza Cortesão [1], incapaz de abrir-se ao novo, à renovação;
- Taciturno, perdeu a alegria de ensinar e, por pouco, não perde a satisfação de viver.
- Dogmático, protege os erros teológicos do sistema para preservar sua própria posição na denominação.
- Iludido, pensa estar cumprindo os propósitos do Reino de Deus. Na verdade, ele se colocou na porta da EBD e não permite que ninguém mais a atravesse.
- Resistente, não admite qualquer mudança de paradigma na educação cristã, embora ele mesmo não saiba explicar suas práticas de ensino-aprendizagem.

Não resta dúvida, essa classe de professor perdeu o rumo, o telos, o sentido daquilo que faz e não consegue uma resposta às perguntas: por que ensino? por que sou professor?
Entendo que professores renovados produzirão uma igreja viva e saudável. Livre das enfermidades da religião, que nada mais são do que fábricas de parasitas e cruzados, esses educadores resgatariam toda riqueza que o carisma e o ofício de mestre possuem.
Mas para que isso ocorra, urge uma profunda mudança (metanóia) nos paradigmas educacionais que sustentam, à quase cem anos, a educação dominical. A Formação dos professores dominicais nas Assembleias de Deus no Brasil pouco mudou desde as cruzadas incansáveis de nosso paladino e mestre, Pr. Antonio Gilberto. O árduo trabalho desenvolvido por ele e sua equipe em todo Brasil melhoraram quantitativa e qualitativamente o perfil do professor das Assembleias de Deus.
A nossa denominação pode e deve se orgulhar de sua marcha incansável, e dos heróis e heroínas que se ofereceram como libação a favor de uma igreja madura e comprometida com o Reino de Deus.
Todavia, não podemos viver relembrando as glórias do passado se nos esquecemos dos desafios do presente e inquietações do futuro. O mundo mudou! Não é mais o monobloco de antigamente. E, isto, companheiros (as) exige uma nova classe de professores, um novo paradigma educacional, e uma nova forma de lidar com os desafios da modernidade líquida.

Notas:
[1] CORTESÃO.L. Ser professor: um ofício em risco de extinção. São Paulo: Cortez, 2002.
[2] FREIRE, P. Educação e mudança. 31.ed., São Paulo: Paz e Terra, 2008.

Do Blog Teologia e Graça de Esdras Costa Bentho

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dez processos para preparação de uma aula da EB

“E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes”. Tiago 1.22b

Lecionar no ensino bíblico é um verdadeiro desafio para qualquer professor que deseja ver em seus alunos transformações significante, geradas pelo poder da palavra de Deus, entretanto para que isso ocorra e propicie resultados espirituais, o professor deve preparar bem a sua aula, do começo ao fim.
Analisaremos 10 itens relevantes para que o professor possa se basear durante á preparação de sua aula, tais como:

1. Preparo espiritual: É de sua importância o professor separar um tempo no decorrer da semana para oração e consagração, no intuído de Deus lhe conduzir com sabedoria e discernimento bíblico durante o preparo da aula.

2. Interseção: É fundamental o professor interceder pelo pastor, o Gestor da EB, e principalmente pelos seus alunos e seus familiares, para que todo impedimentos e ciladas satânicas sejam aniquilados pelo poder de Deus.

3. Leia o material: O professor deve ler toda revista todos os dias, em sintonia com as passagens bíblicas, em prol de obter uma dimensão da temática da aula, e possíveis formas para ministra - lá.

4. Material de apoio: Durante o processo de elaboração da aula, o professor se depara com muitos termos bíblicos e passagens geográficas desconhecidas, por isso é de grande valia o professor consultar um bom dicionário bíblico e secular, mapas geográficos e bíblias com outras traduções, para sanar possíveis objeções.

5. Objetivos: O professor após estudar a matéria deve determinar quais os objetivos e resultados que pretende transmitir e alcançar na vida do aluno, e a partir dessa meta, conduzir toda sua aula para o atingimento desse propósito.

6. Recursos: O professor deve separar todo recurso didático e pedagógico que pretende utilizar em aula como: jornais, mapas, dicionários, dinâmicas, flip chart, projetor de imagem, vídeo, livros, entre outros.

7. Durabilidade: O professor deve separar no mínimo 2 horas por dia dedicadas exclusivamente ao estudo sistemático da palavra, para consagração e escolha dos recursos didáticos e pedagógicos que serão utilizados em sua aula.

8. Aplicabilidade: o professor deve escolher o método de aula que mais se encaixe no contexto da lição, e, por conseguinte, determinar o momento adequado que  os recursos didático-pedagógico serão aplicados na aula.

9. Revisão: o professor deve revisar toda sua lição, verificando possíveis informações não vistas, adequando métodos ou alterando recursos.

10. Direcionamento: a sintonia com Deus deve ser meta constante do professor, ele deve depender exclusivamente da sabedoria e discernimento de Deus, para que por intermédio da sua grandeza conduzir a sua aula com eficácia.

Estas são algumas dicas dentre centenas que existe, entretanto destacamos aquelas cuja importância é fundamental, portanto professor se você deseja ter crescimento e maturidade espiritual na vida de seus alunos, deve seguir com disciplinas estas recomendações, e acima de tudo ter a direção de Deus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pedagogia adequada para adolescentes

1 – DEFININDO A PEDAGOGIA

Pedagogia é a arte e ciência de ensinar e educar. A palavra PEDAGOGIA tem origem em 03 vocábulos gregos;
  • PAIDOS : CRIANÇA
  • AGEIN : CONDUZIR
  • LOGIA : TRATADO
São processos e técnicas de ensino que fazem uso das leis psicológicas que regem o crescimento e o comportamento do ser humano.

2 – DEFININDO A ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período da vida que se estende entre a fase da infância e a fase adulta. Ela é um processo dinâmico e não um estado. É um estágio onde acontece um período radical de transição que deve ser vivido com naturalidade e intensidade pelo adolescente e um tempo especial onde os adultos precisam compreendê-los em suas inquietações.
A adolescência é considerada um fenômeno de caráter psicológico e social com diferentes particularidades que variam de acordo com o contexto no qual o adolescente está inserido.
A palavra adolescência deriva do latim ad (a, para) e olescer (crescer), caracterizando, portanto, o processo dinâmico que o indivíduo apresenta na sua aptidão de crescer. A adolescência também tem raízes na palavra adolescer, de onde origina a palavra adoecer. Temos, pois, uma dupla etimológica: crescer no sentido físico e psíquico e adoecer com as transformações biológicas e mentais que se sucedem nesta fase da vida.

3 – CONHECENDO AS NECESSIDADES DO ADOLESCENTE NO PROCESSO PEDAGÓGICO

Ensinar é mais do que transmissão de conhecimentos. È despertar a mente do aluno, promovendo a aprendizagem por parte do mesmo, fazendo-o pensar e agir por si próprio. O ensino bíblico deve visar o homem em todo o seu aspecto, ou seja, espírito, alma e corpo, promovendo a formação de um caráter verdadeiramente cristão.
O educador de Adolescentes, para que alcance os objetivos do processo pedagógico, precisa conhecer as diversas necessidades e inúmeros conflitos que cercam suas vidas. Vejamos alguns aspectos dessas necessidades;
  • Aspectos Físicos : Estão se desenvolvendo rapidamente e tanto podem estar bem dispostos quanto não querendo fazer absolutamente nada. Tornam-se desajustados por causa das transformações físicas que estão ocorrendo em seu corpo.
  • Aspectos Mentais : A capacidade de raciocínio do adolescente está em pleno desenvolvimento. Ele busca novidades, novas descobertas, especula, obstrui, analisa, e critica. “é uma verdadeira transformação na inteligência que afeta todos os aspectos da sua vida”.
  • Aspectos Sociais : O adolescente quer ser adulto e independente. Ele gosta de grupos fechados, fica encabulado facilmente e tem consciência de seus problemas. Cultua heróis, é leal ao seu grupo e tem interesse pelo sexo oposto.
  • Aspectos Psicológicos : A adolescência é a época das emoções profundas, intensas e duradouras, os acordes do sentimento respondem ao maior número de estímulos, gerando sentimentos inconstantes, deixando o adolescente vulnerável aos apelos que lhe são feitos através da mídia. Durante a adolescência a vida emocional não encontra equilíbrio. O desenvolvimento físico transtorna o controle nervoso. O alargamento do horizonte intelectual e a nova consciência social apresenta um vasto campo para conflitos emocionais. O adolescente geralmente flutua entre a alegria e a tristeza. A histeria é uma das fraquezas típicas do período.
  • Aspectos Espirituais : O adolescente está pronto para a salvação. Estudos mostram que a maioria das conversões que ocorrem antes dos 17 anos é permanente. Com a ampliação da vida mental e social do adolescente, a atração pela personalidade eleva-se ao máximo. Conhecendo Cristo, o adolescente encontra Nele a mais alta expressão de personalidade. Com uma direção compreensiva ele pode ser levado a fazer uma entrega pessoal como Salvador e Senhor. Contra a opinião de muitos adultos, o adolescente quer uma fé que seja prática. Suas emoções em desenvolvimento o conduzem àquelas atitudes fundamentais na verdadeira fé em Cristo.
4 – AS BASES MENTAIS DO EDUCADOR NO PROCESSO PEDAGÓGICO PARA ADOLESCENTES

Existem quatro coisas básicas que devem nortear a mente do dirigente/orientador a fim de que haja um aproveitamento necessário quanto à aprendizagem do adolescente:

  • Por que ensino? É de fundamental importância que o dirigente/orientador tenha convicção de que é vocacionado para esse honroso trabalho, bem como pela consciência de ensino por amor e gratidão a Deus e também em obediência.
  • Para que ensino? O maior propósito do dirigente /orientador quanto ao ensino deve ser alcançar a mente e o coração do adolescente através da Palavra de Deus, e contribuir para a criação de bons hábitos cristãos, proporcionando a formação de um caráter ideal ( Hb 10.6 ).
  • O que ensino? O dirigente/orientador deve ter em mente que é o ensino da Palavra, sob a unção do Espírito Santo que proporcionará o desenvolvimento de um caráter cristão.
  • A quem ensino? É importante o dirigente/orientador ter consciência de que o adolescente não é mais uma criança, também não é um adulto, mas um ser que sofre as consequências de um processo de transformação em relação ao corpo, idéias, emoções e comportamento.
5 – A DIDÁTICA APLICADA AO ADOLESCENTE

Normalmente somos bem informados e preparados teoricamente sobre o tópico anterior, mas muito limitados sobre como fazer, ou seja, a maneira prática de transmitir o ensino. Vejamos alguns procedimentos que farão diferença na nossa maneira de transmitir a Palavra de Deus para os adolescentes:
  1. Ensinar a partir das necessidades do adolescente (espirituais, emocionais, sociais e físicas).
  2. Ensinar de maneira informal, deixando-os assim à vontade para formular perguntas.
  3. Ensinar vida e não apenas conteúdo.
  4. Dar atenção personalizada, sem jamais discriminar.
  5. Procurar conhecer, aceitar e valorizar cada adolescente.
  6. Ensinar preparando vidas para o presente, para o futuro e para eternidade.
  7. Aplicar as várias metodologias de ensino.
6 – REQUISITOS BÁSICOS PARA O EDUCADOR DE ADOLESCENTES

  • Preparo Intelectual : Conhecimento técnico (pedagógico/psicológico) e teológico.
  • Preparo Emocional : Equilíbrio, autocontrole, motivação. Não trazer para a sala problemas pessoais, nem deixar transparecê-los.
  • Preparo Espiritual : Oração, jejum, dependência do Espírito Santo.
  • Preparo Interpessoal : Bom relacionamento e trato com o adolescente.



BIBLIOGRAFIA
  • Cláudio Rogério, Congresso Nacional de E.B.D., CPAD.
  • Eliezer Moraes, Congresso Nacional de E.B.D., CPAD
  • Antonio Gilberto, Manual da Escola Bíblica Dominical, CPAD.
  • Jamiel de Oliveira Lopes, Aprendendo a Lidar com o Adolescente, CANDEIA.




Elaborado pelo Pastor Altair Germano

sábado, 19 de março de 2011

Dicas de educação do Dr. Içami Tiba

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não
haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve "abandoná-lo".

13. A mãe é incompetente para "abandonar" o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem "vidas", e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. "Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador." Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro "a rodo" para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: "A mãe (ou o pai) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia."

(UOL Mais)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Você é a Chave da Motivação em Sala de Aula

(autor desconhecido)

Suas atitudes, decisões e ações em sala de aula são essenciais para criar um ambiente motivador. Ao responder com a máxima honestidade esse teste, da pedagoga Madza Edmir você vai descobrir se está pondo lenha na fogueira da motivação dos alunos ou despejando nela baldes de água fria.

ATENÇÃO: Selecione, no máximo, duas alternativas em cada item, com exceção do item 4, no qual você poderá escolher todas as alternativas verdadeiras para o seu caso. Ao final, consulte o gabarito, some os pontos que você fez e veja em qual faixa você se encontra.

1 - A aula vai começar. Assinale a frase que melhor traduz o seu estado de espírito.
a -"Será que vou ter forças para sobreviver?"
b - "O primeiro aluno que bancar o engraçadinho na sala de aula vai se ver comigo. Eles querem guerra? Pois vão ter!"
c - "Tomara que seja bem melhor que a anterior."
d - "Preparei um monte de desafios interessantes.. Estou louco(a) para ver como eles vão reagir".

2 - Marque os comentários que mais correspondem ao que você, em geral, sente por seus alunos.
a - "Adoraria se fossem raptados coletivamente por um disco voador."
b - "A maioria é boa, mas alguns não querem nada com nada."
c - "São muito diferentes, fazem coisas que às vezes me emocionam e outras me deixam de cabelos em pé, mas gosto muito de todos eles".
d - "Procuro compreendê-los."

3 - Assinale as afirmações que você poderia fazer , em relação à(s) disciplinas(s) que ensina.
a - "Domino completamente o conteúdo e a metodologia e não preciso aprender mais.
b - " Interesso-me bastante e procuro, no dia a dia, aperfeiçoar o domínio do conteúdo e da metodologia.
c - "Muitas vezes preciso ensinar coisas que estão no livro, mas não me interessam e não sei ao certo para que servem na vida real ."

4 - Assinale todas as afirmações que você poderia fazer em relação às suas atitudes durante as aulas.
a - Procuro estimular os alunos a questionar as minhas idéias.
b - Estou sempre disposto(a) a ajudar.
c - Tenho dificuldades em criar um ambiente descontraído.
d - Faço com que os alunos compreendam que errar faz parte da aprendizagem.
e - Não costumo aceitar decisões da classe.
f - Antes de dar a minha opinião, escuto as dos alunos.
g - Na maior parte do tempo, a palavra está comigo. Raramente faço perguntas, desafio os alunos com problemas ou os estimulo a agir.

5 - O que você sabe sobre os seus alunos ?
a - O nome dos que mais se destacam.
b - Características gerais, como nível sócio-econômico e cultural das famílias.
c - Seus principais interesses, sonhos e preocupações.

6 - Um(a) colega conta que, antes de iniciar a aula, reserva alguns minutos para uma "roda da conversa", para que os alunos tenham a oportunidade de contar alguma novidade, comentar uma notícia, dizer como estão se sentindo e planejar com o(a) professor(a ) o que vão fazer . Você...
a - …pensa : "Quanta perda de tempo! Desse jeito ele(a) nunca vai vencer o conteúdo".
b - ...pergunta: "E como você utiliza, na sua aula, as informações que os alunos trazem para essa roda da conversa?".
c - ...avalia os resultados obtidos pelo colega e pensa se pode aplicar a idéia também.

7 - Você vai começar a trabalhar um novo tema com os alunos. Como procede?
a - Explico o assunto da forma mais clara possível.
b - Faço perguntas para descobrir o que os alunos já sabem sobre o assunto.
c - Procuro relacionar o assunto com a vida cotidiana e com os interesses da turma.

8 - Assinale o tipo de estratégia que você usa mais freqüentemente em sala de aula.
a - Exposições orais, cópias e ditados.
b - Trabalhos em grupo e estudos do meio.
c - Projetos que encorajam os alunos a resolver problemas reais, a fazer algo que seja interessante para eles, utilizando os conhecimentos adquiridos.

9 - Ao entrar na sala, você percebe que o ambiente está sujo e muito bagunçado. Que atitude toma?
a - Nenhuma. O importante é começar a aula o quanto antes.
b - Chama alguém da diretoria para ver o estado deplorável da sala e tomar providências.
c - Pergunta aos alunos o que aconteceu e, depois de ouvi-los, convida-os a, junto com você, rapidamente organizar o espaço antes de iniciar a aula.

10 - Assinale os recursos que estão à disposição dos alunos e que você utiliza regularmente.
a - Quadro negro e giz.
b - "Cantinhos" com materiais relativos a diferentes áreas do conhecimento, computador, oportunidades de participar de excursões, visitas a museus, teatros…
c - Livros, dicionários, jornais e revistas.

11 - Você utiliza os resultados das avaliações
a - …verificando quais alunos estão com desempenho abaixo da média e providenciando medidas de recuperação.
b - …elogiando os melhores alunos e deixando bem claro aos demais o quanto são incapazes.
c - …mostrando o quanto os alunos avançaram e convidando cada um a comparar os resultados que obteve com as metas que havia estabelecido para si mesmo.

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RESPOSTAS:
1) a-0 b-0 c-1 d-2
2) a-0 b-0 c-2 d-1
3) a-0 b-1 c-0
4) a-1 b-1 c-0 d-1 e-0 f-1 g-0
5) a-0 b-1 c-2
6) a-0 b-1 c-2
7) a-0 b-1 c-2
8) a-0 b-1 c-2
9) a-0 b-1 c-2
10) a-0 b-2 c-1
11) a-1 b-0 c-2

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Menos de 13 pontos
Água Gelada: Alerta vermelho! A desmotivação está colocando em perigo sua realização pessoal e a aprendizagem dos alunos

Entre 14 e 21 pontos
Vento na Fogueira: Você faz o possível para estar atento(a) às necessidades dos alunos e apresentar a eles objetivos e tarefas que lhes permitam satisfazê-las.

Mais de 21 pontos
Gasolina Pura: Parabéns! Você adora o que faz, e seus alunos estão descobrindo o prazer de nunca perder a motivação de aprender.


Motivação é a chave para ensinar a importância do estudo na vida de cada um de nós. (por Luciana Zenti)

(...) Embora todos os educadores saibam a importância da educação para o desenvolvimento do ser humano, fazer com que crianças e adolescentes compreendam isso é certamente mais difícil. Mas está longe de ser impossível. Ao contrário. Experiências de sucesso têm como base uma palavra-chave: motivação.

"Não se pode esperar que todos os alunos queiram estudar e se interessem, pois muitos acham a escola chata e a freqüentam por obrigação", afirma Antonio Santos, professor de Psicologia Educacional da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP).

A indisciplina excessiva, a falta de interesse constante e a apatia dos estudantes são, sim, um problema enorme. E é preciso muita disposição para superá-las. Infelizmente, não existe uma receita mágica para transformar as aulas em foco de atração, mas com sensibilidade e energia para enfrentar o desafio você pode conquistar seus alunos, ganhar tempo e, o que é melhor, trabalhar com mais prazer.

Nesse aspecto, os especialistas são unânimes: é fundamental mostrar que estudar também é divertido. "Não existe aluno sem solução. De um jeito ou de outro se descobre algo de que ele goste", diz Olgair Gomes Garcia, professora de Didática da PUC-SP e coordenadora pedagógica da rede municipal de ensino de São Paulo. "O profissional atento valoriza o estudante quando ele participa e, assim, consegue trazê-lo para o grupo."

Como explica Olgair, a maior dificuldade é planejar a aula de forma a interessar a todos. "Cada jovem traz em si características muito diferentes. Por isso é tão complicado criar um clima de aprendizagem", destaca. Isso acontece porque a motivação não é apenas algo natural, mas depende de fatores externos.

Na linguagem dos especialistas, há uma divisão entre a motivação intrínseca — quando o próprio conteúdo basta para gerar um interesse — e a extrínseca — quando se recorre a elogios, notas ou prêmios. "As pesquisas mostram que quanto mais idade o aluno tem mais se torna imprescindível a motivação intrínseca", explica Antonio Santos. Para trabalhar essa motivação, o mais importante é estimular o progresso do grupo e criar um ambiente agradável em sala. "O estudante precisa perceber que o que ele faz é valorizado. Para a sua auto-estima isso é essencial."

Segundo Santos, o aluno é naturalmente motivado para tudo aquilo que esteja ligado ao momento de vida pelo qual está passando. Ocorre que muitos professores planejam as atividades apenas de acordo com seu ponto de vista, sem definir os desafios a partir da perspectiva da classe. "Uma boa dica é inverter os papéis. Se o educador descobrir o que a classe quer, com certeza vai atrair sua atenção", ensina.

Dicas:

Estabeleça metas individuais. Isso permite que os alunos desenvolvam seu próprio critério de sucesso.
Emoções positivas melhoram a motivação. Se você pode tornar alguma coisa engraçada ou emocionante, sua turma tende a aprender muito mais.
Demonstre por meio de suas ações que o aprendizado pode ser agradável.
Desperte na criança o desejo de aprender.
Dê atenção. Mostre ao aluno que você se importa com o progresso dele. Ser indiferente a uma criança é um poderoso desmotivador.
Negocie regras para o desenvolvimento do trabalho.
Mostre como o conteúdo pode ser aplicado na vida real.
Explique sempre os objetivos da atividade.
Em vez de recriminar respostas ou atitudes erradas, reconheça o trabalho bem-feito.
Sempre que possível ofereça opções de atividades.
Seja flexível ao ensinar. Apresente exemplos para estimular a reflexão.
Use recursos visuais, como desenhos, fotos, gráficos, objetos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pedagogia de Projetos - Uma nova proposta de aprendizagem para a Escola Dominical

Marcos Tuler

INTRODUÇÃO

A Pedagogia de Projetos surgiu no início do século passado com o americano John Dewey. Este renomado educador, baseou-se na concepção de que a “educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura”. Em outras palavras, a escola deve representar a vida prática, presente, do cotidiano.
No âmbito da educação cristã, os ensinamentos bíblicos ministrados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. O professor precisa estar ciente de que todo o ensinamento bíblico ministrado na ED está, naturalmente, carregado de realidade e senso prático: “Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações…” (Fp 4.9 ARA).

O que é Pedagogia de Projetos
Pedagogia de Projetos pode ser definida como um método no qual a classe se ocupa em atividades proveitosas e com propósitos definidos. Em outras palavras, é o ensino através da experiência. Este método coloca o aluno em contato com algum projeto concreto em que esteja interessado e em que planeje o empreendimento, colha as informações, e finalmente, leve a efeito os seus planos.
É necessário que o projeto vise um propósito real, e tenha valor prático para o ensino. Na Escola Dominical, o método de projetos assume um aspecto extracurricular, isto é, não é feito totalmente dentro do período de aula. Muitos trabalhos são iniciados em casa e concluídos na sala de aula.

Considerações importantes
No trabalho com projetos o próprio aluno constrói o conhecimento. O professor apenas propõe situações de ensino baseadas nas descobertas espontâneas e significativas dos alunos.
Com o trabalho de projetos, aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos. Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.

Objetivos
Em virtude de as atividades educativas serem elaboradas por alunos e professores, um dos principais objetivos da Pedagogia de Projetos é promover a integração e a cooperação entre docentes e discentes em sala de aula.
Os projetos devem visar também a resolução de algum problema ou algum empreendimento que esteja em harmonia com os interesses dos alunos, e relacionados às suas próprias experiências.

Principais características

Uma das principais características de um trabalho educativo realizado por projetos é a intencionalidade. Todo projeto deve ser orientado por objetivos claros e bem definidos. O que pretendo com a realização deste trabalho? Quais resultados posso esperar? Em que sentido meus alunos serão modificados?
A flexibilidade é outra característica importante. O planejamento de trabalho deve ser flexível, de modo que o tempo e as condições para desenvolvê-lo sejam sempre reavaliados em função dos objetivos inicialmente propostos, dos recursos à disposição do grupo e das circunstâncias que envolvem o projeto.
A originalidade do projeto demonstra que cada grupo é único, isto é, possui características próprias. Seus participantes têm ritmos e estilos diferentes. Portanto, o trabalho de um grupo não deve ser comparado com o de outro ou contestado. A resolução do problema proposto pelo projeto de trabalho, se dará em função das experiências e expectativas dos componentes de cada grupo. O projeto de trabalho deve se desenvolver apoiado na realidade de cada grupo.

Mudanças de paradigmas necessárias ao trabalho com projetos

O que precisa ser modificado numa proposta de ensino voltada para projetos?

1. O conceito e a metodologia de ensino.
a) Ensinar não é somente transmitir conhecimentos. Ensinar não é somente transferir conhecimento de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar, é estimular para a identificação e resolução de problemas, é ajudar a criar novos hábitos de pensamento e ação.

b) O ensino deve ser centrado no aluno e não no professor ou conteúdo. O ensino centrado no aluno tem por objetivo criar condições favoráveis que facilitem a aprendizagem e liberar a capacidade de auto-aprendizagem do aluno, visando o seu desenvolvimento intelectual e emocional.

c) O ensino deve ser participativo e não unilateral. O aluno participa ativamente do processo ensino-aprendizagem, em vez de comportar-se passivamente como receptáculo do conhecimento alheio.

d) O ensino deve visar o contato do aluno direto com a realidade. A maioria dos professores utiliza-se da preleção (exposição oral) para ministrar suas aulas: explanações, informações, definições, enumerações, comentários, tudo transmitido oralmente. O professor precisa evitar o excesso de verbalismo em suas aulas. Precisa mostrar aos alunos os elementos relacionados às palavras a que se referem. O professor deve trabalhar com recursos didáticos visuais e audiovisuais: ilustrações, cartazes, gráficos, fotos, desenhos, figuras, gravuras, mapas, objetos, materiais tridimensionais etc.

O professor não deve apenas narrar um fato para que se chegue aos ouvidos, mas representá-lo graficamente para que se imprima na imaginação por intermédio dos olhos.

2. O tratamento do conteúdo de ensino.
a) O conteúdo dever ser contextualizado; aplicado à realidade dos alunos. Os ensinamentos bíblicos ministrados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. Nenhum educador cristão deverá limitar-se ao conteúdo de uma matéria de ensino disposta em livro ou revista didática. Antes, deve ele em sua prática docente, considerar suas próprias experiências de vida como singular fonte de material útil ao bom êxito do ensino. Os livros que o professor lê, as pessoas com quem tem contato diariamente e cada experiência pessoal poderão constituir excelentes materiais para auxiliá-lo na suprema tarefa de esclarecer a Palavra de Deus a seus alunos.
Apesar de o material didático especializado ser de suma importância, nunca deverá o mestre desperdiçar a oportunidade de enriquecer suas aulas com sua prática de vida.

b) As informações devem ser transformadas em conhecimento. O professor não deve valoriza-las excessivamente.
Com o advento da globalização, a informação e o conhecimento estão à disposição de todos. Hoje uma pessoa pode ter acesso num só dia a um número equivalente de informações que um sujeito teria a vida inteira na Idade Média. A massa de conhecimento da humanidade que hoje dobra a cada dois anos, dobrará a cada 80 dias nos próximos 10 a quinze anos.
É quase impossível para o professor da classe de Escola Dominical competir com seus alunos, principalmente os jovens, em termos de quantidade de informação. Isto em função de os jovens passarem a maior parte do tempo conectados à Internet. O que fazer?
Os professores deverão ajudá-los a selecionarem e priorizarem as melhores informações para transformá-las em conhecimento útil às suas vidas em todas as áreas.

3. O conceito de aprender
Até o séc. XVI aprender era memorizar. A partir do séc. XVII Comenius considerou que aprender implica: compreender, memorizar e aplicar. Atualmente sabe-se que aprender é um processo lento, gradual e complexo. Envolve mudança de comportamento.
“Fixar, compreender e exprimir verbalmente um conhecimento não é tê-lo aprendido. Aprender significa ganhar um modo de agir”. (Anísio Teixeira)
O processo de ensinar tem como conseqüência obrigatória, o processo de aprender. Se o professor ensinou e o aluno não aprendeu, não houve verdadeiro ensino.

Planejamento
Quais atividades serão propostas? De quais materiais e ferramentas irão precisar? Quanto vai custar? Quais disciplinas serão envolvidas? Como conduzirá o projeto? Quantas aulas disporá para executá-lo? Quais estratégias usará para manter seus alunos interessados?
Os participantes deverão conhecer antecipadamente todas as etapas do trabalho. Deve-se considerar a quantidade de pessoas envolvidas, os recursos disponíveis, a metodologia utilizada, as fases e o prazo de execução (cronograma), os critérios de avaliação etc.
É imprescindível que a elaboração do planejamento seja realizada coletivamente pelos participantes.

No planejamento o professor deverá fazer aos alunos o seguinte questionamento:

O que? – Sobre o que falaremos/pesquisaremos? O que faremos neste projeto?

Por que? – Por que estaremos tratando deste tema? Quais são os objetivos?

Como? – Como realizaremos este projeto? Como operacionalizaremos? Como poderemos dividir as atividades entre os membros do grupo? Como apresentaremos o projeto?

Quando? – Quando realizaremos as etapas planejadas?

Quem? – Quem realizará cada uma das atividades? Quem se responsabilizará pelo
que?

Recursos? – Quais serão os recursos – materiais e humanos – necessários para a execução do projeto?

Etapas de um projeto

. Escolher o tema

· Planejar e organizar as ações (divisão dos grupos, definição dos assuntos a serem pesquisados, objetivos, recursos, procedimentos e delimitação do tempo de duração)

· Partilhar periodicamente os resultados obtidos ao longo da execução do trabalho

· Estabelecer com o grupo os critérios de avaliação

. Avaliar cada etapa do trabalho, realizando os ajustes necessários

· Fazer o fechamento do projeto

A escolha do tema

O tema poderá ser escolhido pelo professor, por um aluno ou em comum acordo com a classe. O importante é que ele seja de interesse de todos os que nele estarão trabalhando. Exemplos de temas: Vocação, drogas, sexualidade, temas bíblicos, teológicos, comportamento social etc.
Pode-se trabalhar com um único tema para todos os grupos, ou com um único tema onde cada equipe trabalha com uma particularidade, ou ainda com diversos temas.
É necessário que alguns questionamentos sejam feitos na escolha do tema: Até que ponto ele vai despertar e manter a atenção dos seus alunos? Quanto contribuirá para ampliar o conhecimento deles? Quais as vantagens e desvantagens de escolher este ou aquele tema?

Os objetivos
O que você pretende alcançar com este projeto? O que gostaria que seus alunos aprendessem com ele?

Problematização
Nesse momento os alunos irão expressar suas idéias, conhecimentos e questões sobre o tema escolhido. Neste momento, suas experiências, saberes e história de vida deverão ser bastante valorizados.

Pesquisa e produção
Nesta fase é fundamental a atuação do professor no acompanhamento da execução do trabalho. Suas intervenções devem levar os alunos a confrontarem suas idéias, informações e conhecimentos com outras visões de mundo, ou seja, outras maneiras de ver e analisar o problema que deu origem ao projeto. A diversidade de visões traz maior riqueza às discussões e o seu confronto favorece o exercício da autonomia e da responsabilidade do aluno sobre sua própria aprendizagem.
O professor poderá contribuir com o trabalho, trazendo para a sala de aula diferentes fontes de informações tais como: jornais, revistas, livros, documentos, textos colhidos na Internet, organogramas, mapas etc., tudo de acordo com a proposta do trabalho.
O trabalho deverá integrar-se com ações pedagógicas tais como: visita a bibliotecas, entrevistas com pessoas da comunidade, vinda de pessoas de outros lugares para trocar idéias e experiências sobre o tema em questão.

Na hora de formalizar o projeto oriente-se pelo seguinte esquema:

· Turma a que se destina (faixa etária)

· Duração

· Justificativa (por que escolheu o tema)

· Objetivos

· Conteúdos trabalhados (disciplinas e assuntos que serão abordados)

· Estratégias/procedimentos (como alcançar os objetivos)

· Material necessário (relacione os recursos necessários)

· Avaliação (como pretende avaliar os alunos)

Avaliação
A avaliação da ação pedagógica deve contar com a participação de todos os envolvidos, tendo sempre um olhar direcionado aos objetivos propostos e aos papéis desempenhados.
O professor, ao acompanhar o desenvolvimento do Projeto, pode não só avaliar sua atuação, como também ser avaliado pelos alunos.
A avaliação do aluno deverá ocorrer durante todo o processo e servir como parâmetro para o replanejamento das atividades em novos projetos. O próprio aluno pode se auto-avaliar considerando sua atuação e desenvolvimento no processo educativo.

Conclusão
Apesar de definidas as etapas de desenvolvimento de um Projeto de Trabalho, elas têm de ser consideradas como parte de um processo contínuo, sujeito a mudanças e recontextualizações de acordo com as necessidades que surgem no grupo durante a sua execução: jamais poderão ser reduzidas a uma lista de objetivos e etapas estanques a serem seguidas passo a passo. O planejamento deve ser suficientemente flexível para incorporar as modificações que se façam necessárias no decorrer de seu desenvolvimento.
Os conteúdos, as habilidades, a criatividade, por serem trabalhados em um contexto que dá a eles significado, são construídos de forma que os alunos não os vêem como compartimentos fechados do conhecimento, utilizáveis apenas na situação discutida em sala de aula. Ao contrário, essa metodologia possibilita aos educandos estabelecer relações em outras situações a partir do conhecimento apreendido, habilidade extremamente necessária e valorizada na sociedade atual.
Em sua prática docente, o professor de Escola Dominical cônscio de suas responsabilidades, deve preocupar-se não apenas em ampliar o cabedal teórico de seus alunos, mas em orientá-los quanto à necessidade de traduzirem seus conhecimentos em ação dinâmica e eficaz. A pedagogia de projetos é uma excelente aliada do professor no cumprimento desse propósito.

do Blog Ensino Dominical

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Material para aula infantil sobre os 12 Espias de Josué - Dois exemplos

1) Vivenciando a história bíblica


Envolver as crianças em uma história interativa para que respondam com gestos quando a palavra for mencionada:


Palavras
Ações
Deus
apontam para cima
Espias
tapam os ouvidos
Calebe/Josué
polegares para cima
Frutos/uvas/leite/mel
esfregam o estômago


Se a classe for grande, escolher 12 crianças para serem “espias”. Vesti-las com roupas dos tempos bíblicos e pedir-lhes que caminhem com o cacho de “uvas” e alguns figos e romãs no momento certo da história.
Para fazer um cachão de uvas, utilize bexigas roxas. Amarre-o num cabo de vassoura para colocar no ombro dos espias.
As demais crianças participam da história interativa.
O povo hebreu tinha alcançado as fronteiras de Canaã e se preocupava com muitas perguntas.

Como era a Terra Prometida?
E as pessoas como seriam?
Eram muitas ou poucas?
Fortes ou fracas?
Em que espécie de cidades elas moravam?
Como era o solo do país? O que se produzia ali?

Assim, Deus [apontar para cima] disse a Moisés que escolhesse um líder de cada tribo para explorar a terra. “Escolher” as doze crianças vestidas de espias.] “Vejam como é a terra”, lhes disse Moisés, “e se esforcem para trazer alguns frutos [esfregar o estômago] de lá. (As dozes crianças partem.]

Os líderes ficaram fora quarenta dias. Os israelitas devem ter ficado emocionados quando viram os homens retornando ao acampamento. [Os “espias” entram na sala com um grande cacho de “uvas” e alguns figos e romãs.] para fazer um cachão de uvas, utilize bexigas roxas. O povo se apressa em saudar os exploradores. Tão logo a multidão se aquieta, os homens começam a falar.

“A terra flui leite e mel [esfregar o estômago]”, eles relataram. [Ditas crianças que carregam o cacho de “uvas”.] “Aqui estão os frutos.” [Esfregar o estômago.] Eles mostraram aos israelitas o cacho de uvas [esfregar o estômago], tão grande que foram precisos dois homens para carregá-lo! [Neste momento, pedir que algumas outras crianças levantem as romãs e figos.] E eles também tinham romãs e figos! Os israelitas ficaram muito entusiasmados. Era justamente o que eles esperavam ouvir.
“Mas”, os espias [tampar os ouvidos continuaram, “o povo que mora lá é muito poderoso, e as cidades são muito fortes, e muito grandes.”
“O quê?!”, Calebe [polegares para cima] não podia crer no que ouvia! O que os outros espias [polegares para baixo 1 estavam dizendo? Calebe [polegares para cima] tinha sido um dos exploradores! Ele havia visto a terra por si mesmo, e sabia que Deus [apontar para cima] daria a terra a eles. “Nós devemos ir e tomar posse da terra”, ele rapidamente encorajou. “Com certeza podemos fazer isso!”

Mas os dez espias polegares para baixo] rapidamente começaram a argumentar com ele:
“Nós não podemos atacar essa gente. Eles são gigantes! São mais fortes do que nós! Em comparação com eles, nós parecemos gafanhotos.”
Dentro de pouco tempo, o desencorajamento tomou conta do acampamento e as pessoas começaram a chorar.
“Teria sido melhor morrer no Egito do que aqui no deserto!”, lamentava o povo. “Vamos voltar para o Egito!”
Moisés e Arão se prostraram, com o rosto em terra. Calebe [polegares para cinza] e um dos outros exploradores, Josué, [polegares para cima 1 rasgaram suas roupas em frustração e ergueram as mãos, pedindo silêncio. “A terra é excelente!’, argumentaram eles. “Deus [apontar para cima] a dará a nós. Não tenham medo das pessoas dali, nós as venceremos. Deus [apontar para cima] está conosco. Não tenhamos medo deles.”
Mas a multidão não quis ouvir Calebe e Josué [polegares para cima]. O povo ficou cada vez mais exaltado. Um murmúrio começou a elevar através da multidão. “vamos apedrejá-los!”, eles gritavam, apontando para Moisés e Arão, Calebe e Josué polegares para cinza]. “Joguem pedras neles! Joguem pedras neles! Joguem pedras neles!”
Naquele momento, uma luz brilhante apareceu sobre o tabernáculo, a tenda do Senhor. As pessoas se afastaram, temerosas, tremendo e tapando os olhos com as mãos.
Então, o Senhor falou: “Como este povo ainda recusa crerem Mim, a despeito dos milagres e sinais que tenho feito a favor dele? Nenhum dos adultos que viram os milagres que realizei no Egito e no deserto verá a Terra Prometida. Eles morrerão no deserto. Mas a seus filhos, Eu lhes darei a alegria de entrar na terra que os pais rejeitaram.”
Deus [apontar para cima] poupou Calebe e Josué [polegares para cima] porque eles encorajaram o povo a seguir ao Senhor.

Analisando
Quantos exploradores ou espias havia? (12) Por que dez dos espias temeram apossar-se da terra? (Eles não confiavam em Deus.) Por que Calebe e Josué estavam certos de que poderiam conquistar a terra? (Eles sabiam que Deus os ajudaria.) O que Deus pensava daqueles que espalharam desencorajamento? (Ele sabia que eles não estavam prontos para entrar na Terra Prometida.) O que acontece quando pessoas espalham desencorajamento? (Eu também começo ficar desencorajado.) Quão importante é ser um encorajador? (É muito importante.) Vamos ler Hebreus 10:25, parte central, e depois vamos dizer juntos nossa mensagem: ENCORAJAMOS UNS AOS OUTROS A SEGUIR AO SENHOR.



 2) Os Doze espias



1- Objetivo: Ensinar às crianças que devemos confiar em Deus e não ter medo de nada, Ele é a nossa proteção!

2- Quebra-Gelo: Você tem medo de alguma coisa? Do que? Líder, depois que as crianças responderem, peça para dizerem o versículo, e quando vier o medo elas deverão falar este versículo, declará-lo com fé.

3- Versículo para Memorizar: “O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” Hebreus 13:6

4- Leitura da Bíblia: Números 13 e 14

5- Mensagem: O SENHOR Deus disse a Moisés: Mande alguns homens para espionar a terra de Canaã, a terra que eu vou dar aos israelitas. Separe o líder de cada uma das doze tribos do povo de Israel. Quando Moisés os mandou espionar a terra de Canaã, disse a esses homens o seguinte: — Vejam se o povo que mora nela é forte ou fraco, se são poucos ou muitos. Vejam se a terra onde esse povo mora é boa ou ruim. Tenham coragem e tragam algumas frutas da terra . Eles subiram pela região sul e foram até Hebrom. Passados 40 dias, voltaram para o deserto, onde estavam Moisés, Arão e todo o povo de Israel. Da terra que foram espiar cortaram e trouxeram um cacho de uvas, que dois homens carregaram pendurado numa vara. Eles pegaram também romãs e figos. E contaram a eles e a todo o povo o que tinham visto. Eles disseram a Moisés: — Nós fomos até a terra aonde você nos enviou. De fato, ela é boa e rica, como se pode ver por estas frutas. Mas os que moram lá são fortes, e as cidades são muito grandes e têm muralhas. Não podemos atacar aquela gente, pois é mais forte do que nós. Também vimos ali gigantes, os descendentes de Anaque. Perto deles, nós nos sentíamos tão pequenos como gafanhotos; e, para eles, também parecíamos gafanhotos. Mas Calebe os fez calar e disse: Vamos atacar agora e conquistar a terra deles; nós somos fortes e vamos conseguir isso! Mas o povo começou a reclamar contra Moisés:— Seria melhor se tivéssemos morrido no Egito ou mesmo neste deserto! Por que será que o SENHOR Deus nos trouxe para esta terra. Seria bem melhor voltarmos para o Egito! E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dois dos líderes que haviam espionado a terra, rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza e disseram ao povo: — A terra que fomos espionar é muito boa mesmo. Se o SENHOR Deus nos ajudar, ele fará com que entremos nela e nos dará aquela terra, uma terra boa e rica. Porém não sejam rebeldes contra o SENHOR e não tenham medo do povo daquela terra. O SENHOR está com a gente! Por causa da murmuração do povo, Deus disse: nenhum de vocês entrará naquela terra, a não ser Calebe e Josué. Nenhum desses homens viverá para entrar naquela terra. Eles viram a minha glória e os milagres que fiz no Egito e no deserto. Mas não quiseram me obedecer. Quarenta anos vocês vão sofrer por causa dos seus pecados. Na terra prometida entrarão os que tem menos de 20 anos.Os israelitas ficaram tristes ao ouvirem isto e se arrependeram. Disseram a Moisés: Agora estamos prontos para ir até o lugar que o SENHOR nos havia prometido. De fato, nós pecamos. Porém Moisés respondeu: —Não entrem na região montanhosa. O SENHOR não está com vocês, pois vocês o abandonaram, e os seus inimigos vão derrotá-los. Mesmo assim os israelitas teimaram em querer entrar na região montanhosa, mas nem a arca da aliança de Deus, o SENHOR, nem Moisés saíram do acampamento. Então os amalequitas e os cananeus que moravam naquela região montanhosa atacaram, e derrotaram os israelitas, e muitos foram mortos.

6-Aplicação: Deus realizou tantos milagres entre os israelitas, mas eles continuaram murmurando, cheios de medo, não confiando em Deus, por isso morreram antes de entrar na terra prometida, Canaã. Não tenha medo de fazer o que Deus manda. Ele estará contigo e te protegerá! Não tenha medo de falar de Jesus aos seus colegas, não tenha medo de dizer não para quem te mandar fazer coisas erradas. Não tenha medo de repreender o diabo quando ele atacar a sua família, provocando brigas. O Senhor te protegerá e dará coragem para enfrentar o inimigo. Você não é um gafanhoto, é um vencedor, porque o Senhor está contigo em todos os momentos! Vamos repetir o versículo!

7- Exercício de fixação: Brinque de “cobra cega” com as crianças. Coloque as vendas em algumas delas e coloque outras crianças como guias. Ensinar o princípio de que o Senhor nos guia por lugares certos, não devemos temer nenhum mal.

8-Comunhão/ Encerramento

Roteiro das Gravuras: Doze Espias

Números 13 e 14

Gravura 1
O SENHOR Deus disse a Moisés: Mande alguns homens para espionar a terra de Canaã, a terra que eu vou dar aos israelitas. Em cada tribo escolha um homem que seja líder. Moisés escolheu doze espias de acordo com as ordens de Deus: um líder de cada uma das doze tribos do povo de Israel.




Gravura 2
Quando Moisés os mandou espionar a terra de Canaã, disse a esses homens o seguinte: — Vão pela região sul e subam pelas montanhas. Vejam bem que terra é essa. Vejam também se o povo que mora nela é forte ou fraco, se são poucos ou muitos.
Vejam se a terra onde esse povo mora é boa ou ruim, se as suas cidades têm muralhas ou não.
Examinem também a qualidade da terra, se é boa para plantar ou não. Vejam se há matas. Tenham coragem e tragam algumas frutas da terra (Estava na época da primeira colheita de uvas.).

Gravura 3
Assim, os homens saíram e espionaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, perto da subida de Hamate.
Eles subiram pela região sul e foram até Hebrom. Ali viviam descendentes de uma raça de gigantes chamados anaquins.



Gravura 4

Eles voltaram a Cades, no deserto de Parã, onde estavam Moisés, Arão e todo o povo de Israel.
Da terra que foram espiar cortaram e trouxeram um cacho de uvas, que dois homens carregaram pendurado numa vara. Eles pegaram também romãs e figos
E contaram a eles e a todo o povo o que tinham visto e mostraram as frutas que haviam trazido da terra.

Gravura 5
Eles disseram a Moisés: — Nós fomos até a terra aonde você nos enviou. De fato, ela é boa e rica, como se pode ver por estas frutas.





Gravura 6
Mas os que moram lá são fortes, e as cidades são muito grandes e têm muralhas. Além disso, vimos ali os descendentes dos gigantes. Não podemos atacar aquela gente, pois é mais forte do que nós.
Assim, por causa do medo, espalharam notícias falsas entre os israelitas a respeito da terra que haviam espionado. Eles disseram: — Aquela terra não produz o suficiente nem para alimentar os seus moradores. E os homens que vimos lá são muito altos.
Também vimos ali gigantes, os descendentes de Anaque. Perto deles nós nos sentíamos tão pequenos como gafanhotos; e, para eles, também parecíamos gafanhotos.
Mas Calebe os fez calar e disse: — Vamos atacar agora e conquistar a terra deles; nós somos fortes e vamos conseguir isso!

Gravura 7
Aí o povo começou a reclamar contra Moisés:— Seria melhor se tivéssemos morrido no Egito ou mesmo neste deserto!
Por que será que o SENHOR Deus nos trouxe para esta terra? Nós vamos ser mortos na guerra, e as nossas mulheres e os nossos filhos vão ser presos. Seria bem melhor voltarmos para o Egito!
E diziam uns aos outros: — Vamos escolher outro líder e voltemos para o Egito!

Gravura 8
E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dois dos líderes que haviam espionado a terra, rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza e disseram ao povo: — A terra que fomos espionar é muito boa mesmo.
Se o SENHOR Deus nos ajudar, ele fará com que entremos nela e nos dará aquela terra, uma terra boa e rica.
Porém não sejam rebeldes contra o SENHOR e não tenham medo do povo daquela terra. Nós os venceremos com facilidade. O SENHOR está com a gente e derrotou os deuses que os protegiam. Portanto, não tenham medo.
Por causa da murmuração do povo, Deus disse: nenhum de vocês entrará naquela terra, a não ser Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Nenhum desses homens viverá para entrar naquela terra. Eles viram a minha glória e os milagres que fiz no Egito e no deserto. Mas não quiseram me obedecer
Quarenta anos vocês vão sofrer por causa dos seus pecados, conforme os quarenta dias que os espias espionaram a terra, um ano para cada dia. Na terra prometida entrará os que tem menos de 20 anos.
Os israelitas ficaram tristes ao ouvirem isto e se arrependeram. Disseram a Moisés: Agora estamos prontos para ir até o lugar que o SENHOR nos havia prometido. De fato, nós pecamos.

Gravura 9
Porém Moisés respondeu: — Então por que vocês estão querendo desobedecer à ordem de Deus, o SENHOR? Isso não vai dar certo. Não entrem na região montanhosa. O SENHOR não está com vocês, e os seus inimigos vão derrotá-los.
Os amalequitas e os cananeus estão ali para enfrentá-los e matá-los na batalha. O SENHOR não estará com vocês, pois vocês o abandonaram.
Mesmo assim os israelitas teimaram em querer entrar na região montanhosa, mas nem a arca da aliança de Deus, o SENHOR, nem Moisés saíram do acampamento.

Gravura 10
Então os amalequitas e os cananeus que moravam naquela região montanhosa atacaram, e derrotaram os israelitas, e muitos foram mortos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aulas Teológicas ou práticas na EBD?

Um erro freqüente que vivenciamos na escola bíblica é a dicotomia entre teoria e prática. Por muito tempo se tem dito (incoerentemente, é verdade) que nossos professores falham porque desenvolvem aulas "teóricas", significando com isso que os alunos da EBD não se engajam em atividades práticas. Será?
Convém apresentar neste artigo, para esclarecermos a situação-problema de nossas atividades educativas na EBD, (1) o significado de aula teórica (ou melhor, o processo de teorização); (2) o significado de aula prática (que não é somente o momento de aplicar o que foi aprendido previamente pela aula teórica) e (3) mostrar a relação orgânica teoria-prática que deve reger nossos empreendimentos educacionais na escola bíblica dominical.

O processo de teorização na EBD

Uma aula teórica na EBD é aquela em que todos os alunos são convidados a uma reflexão própria sobre um problema comum, com ajuda das ferramentas da pesquisa científica. Para subsidiar este conhecimento advindo das ciências bíblicas como a hermenêutica (ciência da interpretação), a história (principalmente, a do povo de Israel – AT e do primeiro século – NT), a lingüística (que esclarece para o estudioso da Bíblia o significado das palavras originais: em hebraico e grego), por exemplo, a Escola Bíblica Dominical faz uso de uma revista, que por sua vez é um comentário de um texto bíblico.
A revista deve ser instrumento de auxílio e não o instrumento de ensino. A aula teórica deve partir da situação-problema enfocada no estudo em pauta. É o caso, por exemplo, na lição de 4 de janeiro da revista Atitude, destinada aos jovens, que tem por título UMA DIFÍCIL CHAMADA. Em vez de ensinar de modo descritivo sobre a chamada do profeta Oséias, o professor deveria levar o aluno a encarar as seguintes questões (situações-problema): O que dá legitimidade à minha relação com Deus? Como devo melhorar a qualidade de minha relação com Deus? Ao fazer isto, o professor instiga a curiosidade dos alunos, leva-os a pensar e a buscar soluções.
É interessante notar, a esta altura, que o processo de teorização não elimina necessariamente a possibilidade do trabalho prático. A aula teórica deve ser planejada para conseguir a participação ativa dos alunos. A fim de exemplificar esta afirmação, por que não pedir aos alunos que formulem um questionário, contendo possíveis respostas às questões principais da reflexão teórica proposta? Há muitas outras técnicas de pesquisa que podem servir a este propósito: biblioteca, dados estatísticos, correspondência, debates, discussões etc.
O próximo passo seria pedir que eles apresentem os resultados, comparando-os com a LIÇÃO EM FOCO (seção da revista em que o aluno se vê diante da aplicação prática do estudo). É nesse momento que os alunos organizam suas descobertas e demonstram o domínio dos conteúdos propostos pela aula. Os resultados, porém, devem levar a classe de volta ao processo de teorização, num ciclo educativo, pela formulação de novas questões (situações-problema).

Planejando a aula prática
O conceito de aula prática que se tem difundido envolve dois aspectos: fazer coisas e aplicar o que foi aprendido. Pode-se afirmar, entretanto, que estes aspectos acabam por reduzir a abrangência proposta por este processo de ensino.
Uma aula pode ser chamada ‘prática’ quando os alunos são levados ao contato direto com a realidade. Infere-se daí que ela não tem fundamentalmente que vir após a problematização (reflexão, teorização), podendo antecipá-la.
Para servir de exemplo, usemos a lição 2, de 11 de janeiro, da revista Atitude, UMA CONTENDA COM DEUS, que apresenta o texto bíblico de Oséias 4 a 6. O tema do estudo focaliza a indignação divina contra o pecado do povo, especificamente, pela desobediência aos mandamentos divinos contra a prática da idolatria.
O professor poderia começar com a seguinte atividade: Dividir a turma em equipes. Entregar a cada equipe massa de modelar e pedir que construam um ídolo. O professor, então, organizaria sua aula teórica para mostrar os resultados da prática da idolatria na vida da nação. Seria importante, também, perguntar aos alunos por que deram aquele formato específico ao seu ídolo? O que esperavam dele? Na aplicação, toda a classe chegaria à conclusão que há necessidades espirituais a serem preenchidas na vida de cada ser humano e, não oferecendo a Deus a oportunidade de preencher este vazio, surge a ocasião para o ídolo, o substituto para Deus.

A relação orgânica teoria-prática
Teoria e prática são partes do mesmo processo de ensino-aprendizagem. Não devemos teorizar sem levar os alunos a viver experiências práticas que modifiquem sua percepção de mundo. Devemos fazer com que os contatos dos alunos com a realidade provoquem questionamentos que devem ser respondidos no processo de teorização.
Não seria fantástico fazer com que nossas escolas bíblicas superassem a dicotomia teoria x prática e tivéssemos aulas que promovessem a interação destes elementos essenciais da aprendizagem?
Então, mãos à obra!

Davi Freitas de Carvalho
é pastor da PIB da Fazenda Botafogo, RJ,
e membro do corpo editorial da Juerp

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Ciência do Slide Perfeito


Publicado originalmente no site da Revista Superinteressante.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Idiossincrasia

sábado, 8 de agosto de 2009

Dicas para uma boa apresentação




· Tamanho do texto grande e visível a uma boa distância da tela (2 metros).
· O texto deve ser escrito a tamanho 24 e o título a 44 (aproximadamente).
· O tipo de letra adequado para ser visto com nitidez é o Arial ou Verdana.
· Deve-se utilizar poucas cores e não demasiados tipos de letra.
· Utilizar a regra de 6 x 7, ou seja até 6 linhas por diapositivo e 7 palavras por linhas.
· O texto não deve ser muito comprido, ou seja, não deve ter nem muitos detalhes, mas sim simples e curto.
· O espaçamento entre linhas deve ser de 1,5 cm.
· As tabelas e os gráficos devem ter espaço com tamanho adequado e com fundos simples.
· Não se devem usar muitas imagens no mesmo slide, pois pode distrair.
· Deve-se usar efeitos sonoros apenas para quando é necessário
· Não usar o excesso de maiúsculas e de itálico e sublinhados
· Cor para chamar a atenção mas só uma!
· E espaçamento é importante, não muito pequeno!
· Utilizar numeração para listas ordenadas
· Se não for uma lista ordenada deve-se utilizar marcas
· Utilizar cores de letras claras e fundo escuro e vice-versa
· Cor com muito contraste!!!!!
· Tamanho de imagem conforme a sua capacidade de tamanho.
· Os conteúdos deve aparecer a medida que vamos falando
· Evitar demasiada informação num só click – chamada uma apresentação progressiva.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Apresentação em Powerpoint da aula ministrada pelo aluno Jamerson Dias sobre Graça e Salvação - Julho/2009

Apresentação em Powerpoint da aula ministrada pelo aluno Fernandes Silver sobre Santa Ceia - Julho/2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Seus slides comunicam ou atrapalham?

Fazer (ou mandar fazer) apresentações usando slides eletrônicos é uma realidade do dia-a-dia das organizações. Alguma vez você já terminou uma apresentação com a sensação de que:

- as pessoas nada entenderam?
- as pessoas dormiram?
- as pessoas não conseguiam acompanhar sua mensagem pela rapidez na apresentação dos slides?
- os slides não refletiam o que você estava querendo comunicar?

Você tem idéia de quantos slides deveria mostrar em uma apresentação de 30 minutos? Normalmente slides em apresentações representam um grande desperdício:

- Desperdício de tempo porque as apresentações são muito longas e as pessoas prefeririam estar trabalhando. Ou estar em qualquer outro lugar, menos ali na frente daquele telão.
- Desperdício de oportunidades porque um slide bem feito deveria ser uma ótima ferramenta de argumentação e exposição de idéias, mas poucos aproveitam a chance.
- Desperdício de motivação, já que uma boa apresentação, uma apresentação de fato EFICAZ, deveria fazer as pessoas AGIREM! E o máximo de reação normalmente é uma consulta ao relógio. Uma não, várias!

Então, o que é uma boa apresentação? Ao criar slides eletrônicos é preciso levar em conta três pontos igualmente importantes: conteúdo, layout e apresentação.

1) O conteúdo

Menos é mais! Quando for produzir um slide, considere:

* Uma boa apresentação deve ter pouquíssimos slides. Quanto menos, melhor! 10 slides é um bom número, QUALQUER QUE SEJA A DURAÇÃO DA APRESENTAÇÃO! Ninguém agüenta ficar olhando muito tempo para um telão. Se sua apresentação durar muito tempo, digamos 4 ou 8 horas, poupe os olhos da platéia. Crie dinâmicas, converse, debata, mas TIRE A IMAGEM DA TELA!
* O primeiro slide deve ser impactante. O último, inesquecível.
* Você quer estruturar bem sua apresentação? Não comece pelos slides, rascunhe em papel ou digite no Word os tópicos principais que você precisa abordar. E também os objetivos que você precisa atingir. Só aí pense em criar seu primeiro slide. Ah, se você usar o Word para estruturar sua apresentação, ele próprio pode depois criar – sozinho – seus slides PowerPoint. Mas este é assunto para outro artigo.
* Um bom slide deve exibir no máximo 6 informações. Um bom slide deve ser lido em até 9 segundos. É como se fosse um outdoor, você precisa ler tudo rapidamente enquanto passa de carro por ele.
* Em vez de frases, use palavras-chave. Elas auxiliam o apresentador a se lembrar do que falar e – mais importante – facilitam a memorização, pela platéia, dos conceitos mais importantes.
* Não corra o risco de ser insistente e chato: para que ficar repetindo o título da apresentação em TODOS os slides? Ora, se ali pelo terceiro ou quarto slide ninguém souber o assunto de sua apresentação, tem algo errado, concorda? Título deve aparecer só no primeiro slide, o de abertura. E talvez no último! Além do mais, sem o título, seu slide fica mais perto do limite recomendado de seis informações por slide.

2) O layout

Slide não foi feito para ser lido, slide foi feito para ser VISTO:

* Prefira figuras ou gráficos, EVITE TABELAS OU PLANILHAS! Ninguém consegue ler aqueles números minúsculos que muitos insistem em exibir!
* Não use marcadores (bullets), experimente colocar as informações em AutoFormas.
* Não use letras maiúsculas. Nem em títulos! A não ser quando você quer mesmo CHAMAR A ATENÇÃO sobre um assunto muito importante.
* Prefira fontes redondas, como Verdana, Arial ou Tahoma. Esqueça o Times New Roman, que dificulta a leitura em telão. Você sabia que o Verdana foi criado especialmente para telas e telões?
* Letras pequenas? Jamais! A fonte em um slide deve ter no mínimo 18pt. Mas este é um tamanho que você deveria usar uma única vez por ano. Ano bissexto! Que tal usar fonte 30 ou 40? Muito grande? Na verdade não, experimente! Até porque seus slides daqui para frente terão pouco texto, não é mesmo?
* Use e abuse de espaços em branco. Slides limpos proporcionam excelentes resultados.
* Deixe o layout falar. Em vez de tradicionais aspas, experimente negritos e tamanhos diferentes de palavras para separar título e detalhes, por exemplo.
* A TV tem horário nobre? O slide também tem! Não horário propriamente dito, claro, mas o local que todos enxergam primeiro: O canto superior esquerdo. É lá que devem ficar as informações mais importantes!

3) A apresentação

Anime a platéia, ANIME os slides! Mas, cuidado, ninguém agüenta mais aquelas animações primárias do tipo título que entra correndo ao som de um carro freando. Ou uma palavra entrando com piruetas no slide. Em vez disso, use animações de contexto, que ajudam na exposição de idéias:

* Exiba os elementos do slide por partes.
* Considere ocultar, e não esmaecer, os elementos já abordados, assim a platéia fica focada só naquilo que você está falando no momento.
* Estimule a participação das pessoas. Prepare slides que criem oportunidades de interação.
* Nunca, JAMAIS, leia o que está escrito no slide. A platéia sabe ler! Dê um tempo para que ela leia tudo antes e só depois converse sobre o que foi lido. Apresentadores que insistem em ler slides estão sublinarmente dizendo que a platéia não sabe ler. E você não vai querer passar esta mensagem, vai?
* Fique sempre atento ao tempo da apresentação: nem mais nem menos do que o planejado. Nada mais ineficaz do que correr no final só para exibir os slides restantes. Ou acabarem os slides e você ficar sem assunto...

Fazer apresentações é um desafio! E muito estimulante! Experimente colocar em prática estas sugestões. Você certamente colherá excelentes resultados!

Lembre-se de que tudo o que foi dito vale para quem vai fazer o slide, bem como para quem vai mandar fazer um slide.

Original em Instituto Jetro

terça-feira, 16 de junho de 2009

Apresentação em Powerpoint da aula ministrada pela aluna Verônica Lúcia sobre Arrependimento - Junho/2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Apresentação em powerpoint da Aula ministrada pelo aluno Carlos Alberto sobre A Nova Aliança - Junho/2009

Apresentação em powerpoint da Aula ministrada pela aluna Márcia Maria sobre Santidade - Junho/2009

Apresentação em powerpoint da Aula ministrada pela aluna Maria de Fátima sobre Adoração - Maio/2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

Dinâmica: Perguntas com Bexiga-Quente na EBD

Bexiga Quente
Participantes: Recomendável menos de 20 participantes.
Duração: Até o fim da lista de perguntas.
Material: 4 bexigas, 2 de cadas cor, música, prêmios para os ganhadores.
Realização:
Realizar após a aula.
1 - Preparar uma lista de perguntas sobre a lição.
2 - Dispor as pessoas em um circulo fechado.
3 - Fornecer as bexigas de forma intercala, ou seja, Ex: Preta, pula algumas pessoa e fornece uma bexiga branca, depois pula algumas pessoa e fornece uma bexiga preta...
4 - Usar a música para iniciar e parar a brincadeira de passar bexiga um para o outro no sentido horário ou anti-horário.

Os pares de bexiga de cores diferente servem para que uma cor dê o direito da pessoa consultar o material que tenha disponivel ou não.
Por exemplo: A pessoa que ficou com a bexiga branca tem o direito de consultar o material para responder, a pessoa que ficou com a bexiga preta não tem o direito de consultar o material.
Inicia-se a brincadeira com a música, as bexigas são passadas de mãos em mãos, se uma bexiga branca se chocar uma preta a pessoa que recebeu as duas bexigas é retirada da brincadeira.
Pare-se a música e as pessoa que ficaram com as bexigas nas mãos tem responder as perguntas: Com bexiga branca pode-se consultar, com bexiga reta não pode-se consultar.
Segue-se na brincadeira até que todas as perguntas tenham sido feitas.
Em parelelo se faz a soma dos pontos de cada participante e no final os que obtiveram mais pontos tem o direito de escolher o prêmio primeiro.
Você pode colocar como prêmios: Bombons de vários tipos, chicletes, balas e etc...
Está dinâmica é ótima para ser realizada em uma aula de EBD e sair da rotina...

Raiz de Davi

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