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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ensinar e aprender são dois desafios e eles andam juntos. Logo, o papel do professor não é fácil de ser executado. Hoje, existe uma grande variedade de formas, nas quais diversos métodos podem ser combinados.
A escola é um dos ambientes que muitas crianças e adolescentes passam grande parte do seu dia. Porém, este lugar não é agradável para todos. Muitas vezes a sala de aula é vista como um lugar obrigatório, e poucos alunos se sentem motivados a aprender.
Mas uma coisa é certa, quando os alunos se interessam pelo conteúdo, pela forma como o professor ensina, sem dúvida, essa aula fica muito mais prazerosa. E então, fica a pergunta: como estimular a busca pelo conhecimento com criatividade e fazer da sala de aula um lugar onde os estudantes queiram ser participativos? Confira!
Não é obrigação de o professor fazer com que o aluno goste de aula, mas é a sua obrigação passar o conteúdo necessário conforme o que consta na grade curricular. Só que é importante que o professor seja paciente, inteligente, ter respostas para todas as perguntas, saber escutar e corrigir os erros dos estudantes.
Tanto quem repassa o conteúdo, precisa fazer com profissionalismo, como quem aprende que precisa estar bem disposto. Neste sentido, em sala de aula, o ensino deve ser visto como um processo dinâmico, no qual a participação do aluno nas aulas é fundamental para o seu aprendizado.
Há alunos com mais dificuldade em aprender, por isso os métodos usados em sala de aula precisam ser benéficos para todos. Logo, para auxiliar os professores nesta tarefa há uma grande variedade de formas e métodos que podem ser combinados para ensinar melhor seus alunos em sala de aula. Conheça alguns!

8 Métodos que ajudam no aprendizado dos alunos

1 – Crie associações
Este é um método muito usado por professores e que dependendo do conteúdo e da turma, o seu resultado é significativo . Sendo assim, o professor relaciona os conceitos com outros já conhecidos, criando ligações criativas que serão fáceis de lembrar.
As palavras podem ser associadas por sua fonética ou significado. Por exemplo, se o aluno precisa memorizar o nome de um historiador, faz associações com o que este historiador trabalhava ou estudava. Assim fica bem mais fácil de gravar o conteúdo e compreender.

2 – Conte histórias
Dependendo da disciplina e do conteúdo, contar histórias é relativamente bom. Isso prende os alunos e os deixam instigados. Principalmente em aula de história, o professor conta uma história sobre aquela guerra ou revolução. A aula fica mais interessante e os alunos memorizam com maior facilidade.

3 – Insira tecnologias dentro da sala de aula
Por um bom tempo alguns professores foram mais resistentes em aceitar a tecnologia em sala de aula. Só que ela pode auxiliar muito o professor.
Hoje existem jogos que facilitam este aprendizado. Sabendo o professor administrar bem o tempo e a ferramenta, ela pode ser muito útil dentro da sala de aula.

4 – Faça questionamentos
Foi-se o tempo em que o professor apenas falava e os alunos escutavam. Hoje o ensino na sala de aula é uma troca de conversa. Faça perguntas aos seus alunos, mostre-se interessado em escutar suas opinião!
Faça debate, os questione. É fundamental que o professor crie este espaço para que os alunos se sintam abertos a dialogar, questionar a opinião do colega, mas tudo com respeito! A sala de aula não pode ser uma disputa de opiniões, mas um espaço em que todos saem aprendendo de alguma forma.

5 – Fortaleça o relacionamento entre alunos
Muitas vezes ocorrem intrigas e discussões em sala de aula por questões pessoais, e até mesmo conflitos. Só que nesta hora o professor precisa fortalecer o relacionamento de todos. Uma forma é inserir atividades que ampliem o autoconhecimento dos alunos.
Muitas escolas têm buscado neste sentido as atividades extracurriculares. Seja em parceria com governo ou não, elas apresentam resultados positivos e aumentam a integração de toda a comunidade escolar.
Entre as atividades que podem ser desempenhadas estão: as artísticas, os grupos de debate, atividades culturais, cursos, oficinas e práticas esportivas são muito importantes. Esses exercícios não só proporcionam a socialização entre os alunos, como ajudam os jovens na construção do autoconhecimento! Consequentemente fortalece o relacionamento de todos.

6 – Atividades em grupo
As atividades em grupo durante as aulas podem ser uma ótima estratégia para aumentar o envolvimento dos estudantes. Isso proporciona troca de ideias e compartilhamento de ideias e informações. Logo, a aula fica mais descontraída.

7 – Mostre a importância do conteúdo
Algo muito comum entre estudantes é considerarem que inúmeras disciplinas estudadas em sala de aula, não são significativas fora das salas. Sendo assim, cabe ao professor não apenas repassar de forma obrigatória este conteúdo, mas deixar claro para o aluno como eles podem aplicar o conhecimento no cotidiano.
Se você ministra matemática, mostre a eles que dominando essa disciplina, pelo menos o básico, essa matéria pode ser útil para ter um controle da sua vida financeira. Já na disciplina de história, como pode compreender os fatos atuais, a partir de acontecimentos que ocorreram há muito tempo. E assim por diante.

8 – Promova momentos de descontração
O professor sabendo conduzir os seus alunos pode “quebrar” a rotina com assuntos interdisciplinares. E não apenas isso, pode promover, por exemplo, uma aula ao ar livre dependendo do conteúdo e comportamento dos alunos. Tudo é válido e torna o processo de aprendizado mais interessante.

Dicas para envolver os alunos em sala de aula

Hoje com a tecnologia fica mais difícil envolver os alunos. Muitas escolas limitam o uso do celular na sala de aula para o aluno não se distrair e conseguir prestar mais atenção na fala do professor.
A seguir, apresentamos algumas dicas para os professores envolverem os alunos. O mais importante é não dar a eles a oportunidade de ficarem entediados, nem períodos de tempos ociosos.

Faça resumos: você pode até desafiar os alunos com perguntas, mas é importante que no final das aulas você faça resumos. Sendo assim, toda aula deve trazer uma lição ativa.
Opte por maneiras criativas de passar o conteúdo. Se conseguir, o importante é que toda aula tenha uma lição nova.
Movimente os alunos: para que saiam da inércia de conteúdo repetido, faça até dinâmicas em sala de aula se conseguir. Movimente os alunos para que eles não se sintam desmotivados e cansados. Coloque-os em ação, assim terão mais energia para participar da aula.
Faça perguntas desafiadoras: desafiadora não quer dizer difícil, mas sim perguntas que os desafiem. Para que assim, eles se sintam com vontade de responder essas perguntas, pesquisar, discutir em grupo.
Tente fazer com que saiam da zona de conforto achando que nem todas as respostas estão no Google. Isso vai desafiar os alunos. Eles se sentirão mais motivados a buscar respostas.

Alguns recursos didáticos que podem ser usados em sala de aula

Segue exemplos de recursos didáticos que o professor pode utilizar em sala de aula:
- Álbum seriado;
- Gráficos;
- Cartazes;
- Computador;
- Datashow;
- Folders;
- Gravuras;
- Retroprojetor;
- Revistas;
- Slides;
- Jornais;
- Gravuras;
- Flanelógrafo;
- Televisão;
- Desenhos;
- Histórias em quadrinhos, entre outras.

O que levar em conta na hora de ensinar os alunos?
Vale lembrar, no entanto, que o professor deverá analisá-los conforme as características da turma. Nem sempre um método pode ser o melhor para uma turma. Então ele precisa analisar levando em consideração alguns critérios:

Adequação do recurso aos objetivos da aula: os recursos e métodos usados em sala de aula devem estar adequados ao conteúdo proposto, ao grau de desenvolvimento cognitivo dos alunos, seus interesses e necessidades;
Adequação à função que o professor pretende desenvolver: neste sentido, leva em conta ações de nível cognitivo, afetivo ou psicomotor;
Simplicidade e facilidade de operação e manejo: o professor precisa saber lidar com os recursos disponíveis. Ou seja, de baixo custo de aquisição e manutenção. Não adianta investir dinheiro em uma atividade que vai durar apenas uma hora. A criatividade neste momento é importante;
Qualidade e exatidão na apresentação das informações: deixe bem claro para os alunos, o método da aula e os recursos utilizados;
Que seja atraente: às vezes pode parecer um recurso maravilhoso para ser usado, mas quando posto em prática ele acaba não despertando a curiosidade dos alunos;
Lembre-se sempre que quando tiver dificuldades em sala de aula, converse abertamente com a turma e exponha a situação para a diretoria e coordenação.

Não fique desanimado se sentir essa dificuldade. É muito comum professores relatarem a falta de interesse de alguns estudantes em sala de aula. Não cabe a você forçar esse interesse, apenas faça o seu papel de ensinar! A rotina vai lhe fornecer mais experiência, e com cada turma você vai compreender aquilo que funciona e o que não funciona!

Publicado originalmente em Canal do Ensino

Daniel Zemuner Barbosa (*)

"Eu te encorajo solenemente, na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, por ocasião da sua manifestação pessoal mediante o seu Reino: Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina." (2 Timóteo 4.1-2 KJ)

Um dos pilares da Reforma Protestante é resumido pela expressão "Somente a Escritura". Os reformadores entenderam que somente as Escrituras Sagradas têm livros inspirados por Deus para serem a regra de fé e prática do cristão (2 Tm 3.16-17). Esse registro escrito é capaz de acender e reacender o coração para perceber a obra de Cristo e seu poder regenerador pela ação do Espírito Santo. Todo avivamento registrado na história passa pelo anúncio fiel e corajoso da Palavra de Deus. Lutero estudou, ensinou e colocou as Escrituras na mão do povo ao traduzir a Bíblia para o alemão. A popularização da leitura da Bíblia trouxe avivamento e esperança ao povo naqueles dias e isso nos desafia a continuarmos sendo claros e ousados no ensino bíblico.
No texto lido, o apóstolo Paulo encontrava-se preso e orientou seu discípulo Timóteo a perseverar no anúncio da sã doutrina. Esta carta de incentivo ecoa até os nossos dias, pois estamos, mais uma vez, sendo fortemente bombardeados com questionamentos acerca da relevância e da veracidade da Bíblia. Diante dessa realidade surgem-nos algumas perguntas:
Por que ensinar? Porque é mandamento. Paulo disse a Timóteo: Pregue com insistência (2 Tm 4.2). Esse mesmo mandamento foi deixado também por Jesus: Ide e pregai (Mc 16.15). Paulo aos Romanos escreve: Como crerão se não há quem pregue? (Rm 10.14). Assim, pregamos e ensinamos por obediência.

O que devemos ensinar? A Palavra! Todos estes mandamentos nos mostram isso claramente. Prega a palavra (2 Tm 4.2). Ide e pregai o evangelho (Mc 16.15). Paulo adverte, ainda, que haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas (2 Tm 4.3-4).

A quem ensinar? A todas as pessoas. Ide e pregai a toda criatura (Mc 16.15); Fazei discípulos de todas as nações (Mt 28.19). Paulo aos Romanos escreve: Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (Rm 1.16). Havia uma expectativa de que o Messias viria salvar apenas os judeus, mas Cristo nos legou o anúncio a todas as pessoas.

Como ensinar? Corrigindo, repreendendo e exortando com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2). Paulo insiste: Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério (2 Tm 4.5). Toda a Escritura é inspirada e útil, e devemos ensiná-la com clareza e insistência, corrigindo, repreendendo e exortando para que todas as pessoas sejam amadurecidas e perfeitamente habilitadas para toda a boa obra (2 Tm 3.16-17).

Quando ensinar? O tempo todo (2 Tm 4.2). Paulo não se preocupou com o fato de Timóteo ser inconveniente e inoportuno. Essa orientação mexe conosco, pois, muitas vezes, temos nos calado diante das oportunidades. Os incrédulos necessitam de salvação (kerigma) e os crentes de amadurecimento (didaquê). O anjo, assentado na pedra removida do sepulcro vazio, disse: Ele não está aqui; ressuscitou... Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós (Mt 28.6-7).

Não há tempo a perder. Somos os responsáveis por ensinar com amor, clareza e insistência que há salvação em Cristo Jesus. Que grande privilégio! Aleluia!

(*) Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Rev. Antônio de Godoy Sobrinho e em Administração pela Universidade Estadual de Londrina. Trabalhou 6 anos na 9ª IPI de Londrina e 6 anos na 1ª IPI de Sorocaba. É pastor na Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Londrina.

Publicado originalmente no site da www.ipilon.org.br

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

Eunice Mendes (*)

Todo apresentador fica muito exposto. Do primeiro ao último momento, tudo nele é observado e avaliado.
Reunimos aqui as principais gafes cometidas por apresentadores. Elas acabam destruindo as apresentações, enfraquecendo o poder da mensagem e impedindo uma sintonia efetiva com o público.

Todo comunicador deve evitá-las a qualquer custo.

a) Na comunicação oral

- Falar muito baixo ou muito alto.
- Falar muito depressa ou muito devagar.
- Falar com voz estridente.
- Falar em tom monótono, sem modulação.
- Diminuir o volume da voz no final de frases.
- Falar como um ‘robô’.
- Omitir “s” e “r” finais.
- Usar muitos termos estrangeiros.
- Pronunciar incorretamente os termos estrangeiros.
- Ser repetitivo(a) ou monossilábico(a).
- Expressar-se sem objetividade e clareza.
- Usar termos técnicos para um público leigo.
- Usar argumentos inconsistentes e genéricos.
- Perder-se em detalhes.
- Abusar das citações.
- Utilizar vícios de linguagem: ‘Tá?’; ‘Né?’; ‘Ok?’; ‘Certo?’; ‘Entendeu?’; ‘Percebe?’; ‘É isso aí!’; ‘Tipo assim... ’; ‘A gente’; ‘Acho que... ’; ‘A nível de...’ - Repetir as mesmas coisas, mesmo que de formas diferentes ou usar pleonasmos tais como: ‘elo de ligação’; ‘novo lançamento’; ‘acabamento final’; ‘certeza absoluta’, ‘sintomas indicativos’; ‘detalhes minuciosos’; ‘encarar de frente’; ‘multidão de pessoas’; ‘retornar de novo’; ‘surpresa inesperada’; ‘escolha opcional’ e ‘planejar antecipadamente’.
- Usar diminutivos que reduzam a força da mensagem.

Alguns erros de pronúncia muito comuns:


CERTO
ERRADO
sobrancelha
sombrancelha
desequilíbrio
desiquilíbrio
meteorologia
metereologia
asterisco
asterístico
aura
áurea
interveio
interviu
invocar
evocar
meio cansada
meia cansada
os óculos
o óculos
beneficente
beneficiente
empecilho
impecilho
invólucro
envólucro
privilégio
previlégio
frustrado
frustado
vultoso
vultuoso
advogado
adevogado

b) Na comunicação não-verbal

- Manipular objetos (caneta, chaveiro, crachá, gravata etc.).
- Ajeitar os cabelos e os óculos.
- Coçar-se.
- Prender as mãos nas costas.
- Roer unhas.
- Cruzar os braços.
- Enfiar as mãos nos bolsos.
- Apoiar as mãos na cintura.
- Apoiar-se nos móveis.
- Olhar para o chão ou para o teto.
- Olhar muitas vezes para o relógio.

c) Na comunicação interpessoal

- Ser egocêntrico.
- Usar a comunicação como forma de poder.
- Ignorar as perguntas da platéia.
- Ser impaciente.
- Fornecer informações incorretas.
- Interromper o interlocutor, desrespeitando a sua vez de falar.
- Revelar preconceitos.
- Chegar atrasado(a) para a apresentação.
- Demonstrar preferências pessoais.
- Receber as perguntas da platéia como se fossem uma ofensa pessoal.
- Ignorar a linguagem corporal dos espectadores.

Faça, agora, sua auto-análise.

(*) Consultora Sênior do Instituto MVC em Técnicas de Apresentação, Atendimento, Comunicação Verbal e Não Verbal e Marketing Pessoal. Autora de três livros, sendo o mais recente "Falar bem é Fácil".

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Em pouco tempo a mídia se transformou e se reinventou como não poderíamos imaginar há algumas décadas. Com isso, as famílias ainda não tiveram tempo de estudar, analisar e compreender exatamente como trabalhar mídia e educação em seu lar. Mitos, verdades e informações controversas deixam o assunto ainda mais confuso. Com este texto, queremos que o leitor analise um pouco o poder que a mídia exerce em sua família para conseguir traçar estratégias para otimizar seu uso e também para diminuir seus efeitos negativos. Televisão, rádio, internet, celular e novas formas de informar se tornam parte de nossa vida quando menos esperamos e precisamos orientar e capacitar nossos filhos a lidarem com essa realidade, pois quando chegarem à fase adulta, independente das novidades tecnológicas, eles saberão fazer bom usos destes acessórios da vida moderna. Embora este texto seja mais voltado para os pais, famílias, acreditamos que os educadores também podem aproveitar as opiniões e informações deste texto.
Assim como toda novidade, muita barreira foi, e ainda é, criada a cada nova tecnologia que surge para as mídias. Quando relacionamos mídia e educação de seu filho, precisamos ser mais criterioso e não cair no erro de apenas repassar informações que, na verdade, não passam de opiniões isoladas. Basta lembrarmos que quando a internet surgiu, muitos cristãos “demonizaram” esta nova ferramenta de comunicação. Para muitos, a sigla WWW era uma alusão ao código da besta 666. Logo se viu que essa ferramenta poderia trazer muito mais benefícios do que malefícios ao cristão, desde que usada corretamente. Por isso, dizer apenas que este desenho ou aquele programa infantil vai “abrir brecha para o diabo” não tem sentido. Precisamos analisar o assunto com cautela, sob a Palavra sim, mas sob falsas “profetadas” não.

Para iniciar, efetivamente, o assunto mídia e educação, vamos definir o que sãos as mídias. Resumidamente, toda ferramenta que nos informa é um tipo de mídia. Jornal, tv, rádio, revista e celular são as mais comuns hoje em dia. Tecnicamente, as mídias se diferem em três categorias, eletrônicas, digitais e impressas. As impressas, obviamente, são as que passam pelo processo de impressão, como jornais e revistas. As eletrônicas são as mídias que nos comunicam de forma unidirecional, ou seja, não há interação com o receptor. É o caso do rádio, tv e cinema. Também podemos incluir dvd’s, por exemplo. Já as mídias digitais são aquelas que oferecem algum grau de interatividade, ainda que pequeno como compartilhar ou comentar. Basicamente, a internet é o principal item desta categoria. Os vídeo games, por exemplo, também estão incluídos nesta categoria. Celulares, tablete, computador e o que mais inventarem nesta “família” fazem parte das mídias digitais.

A mídia e o relógio
Talvez, a melhor forma de lidarmos com o assunto é analisarmos o tempo que nosso filho utiliza de mídias. É evidente que uma criança que utiliza as mídias por duas horas por dia será menos influenciada (positivamente ou negativamente) que uma criança que fica de cinco a seis horas por dia utilizando essa ferramenta. Portanto, o primeiro passo para analisarmos os reais efeitos da mídia na formação de seu filho é pensar quanto tempo ele utiliza as mídias. Se você acha que desenhos, programas, músicas e jogos podem ter influências negativas em seu filho, o primeiro passo é definir um tempo que seu filho terá acesso a estes conteúdos.
O grande problema da vida moderna é que tanto o pai como a mãe ficam muito tempo fora de casa e os filhos são incentivados a se distraírem com as mídias. O principal argumento é que “é melhor estarem em casa do que na rua”. O que não deixa de ser verdade para a maioria das famílias, mas estar em casa não pode se resumir a ver televisão, ficar na internet ou celular e jogar games. Além disso, mesmo quando estão em casa, pai e mãe preferem deixar seus filhos nas mídias eletrônicas e digitais a passar um tempo efetivo com eles, conversando, fazendo devocional, jogando um jogo de tabuleiro ou qualquer outra atividade como essas. O tempo escasso para administrar o tempo com os filhos se torna ainda menos produtivo porque os pais preferem priorizar o tempo para si do que para seu filho.

Mal uso da mídia
Um grande fator que faz que muitos jovens e crianças utilizem mal as mídias é que os próprios pais não sabem bem utilizar esta ferramenta. Se os próprios pais ficam mais tempo na tv e computador do que com outras tarefas, os filhos seguirão este modelo. Se os pais falam uma coisa e praticam outra, com o tempo, a criança vai seguir este mesmo molde. Discussões por causa de qual canal assistir, de quem é a vez de ficar no computador ou uso excessivo do celular tornam o relacionamento entre família e mídias ainda mais problemático.
Basicamente, como descrito anteriormente, a pior associação que podemos fazer entre mídia e educação é não definir tempo de uso e/ou utilizar mal este tempo. Deixar as crianças e adolescentes livres para usar as mídias é um desserviço na formação desta pessoa. Os pais precisam saber tomar as rédeas destas ferramentas em seu lar. Não apenas em relação ao tempo de uso, mas também à forma de uso. Quando definimos um tempo para as mídias, automaticamente, as crianças vão aprendendo a administrar melhor seu tempo utilizando estes recursos. Quando uma pessoa sabe que vai ter uma hora para ficar na internet, ela vai saber aproveitar melhor este tempo e não vai ficar ocioso na frente do computador. Sejam adultos ou crianças, a definição de um tempo melhor nosso foco.

Bom uso da mídia
Por outro lado, os exemplos de bom uso da mídia são incontáveis e faremos um outro texto apenas sobre o bom uso da mídia. Aqui vamos apenas apontar algumas direções para que o leitor comece a utilizar bem as mídias, tanto para si como para sua família.
Ao falarmos especificamente de mídia e educação, podemos lembrar que podemos começar a ensinar nossos filhos sobre o bom uso das mídias com alguns passos simples. Em primeiro lugar, como mencionado antes, o tempo é fundamental. Orientar e disciplinar nossa família sobre quanto tempo passaremos usando o computador, a tv ou o celular já é um bom início. Outra dica essencial é evitar o uso de celular em ambientes como escola e restaurante.
Algumas ferramentas para ensinar seu filho a começar a usar as mídias digitais com responsabilidade. Dependendo da idade de seu filho, você não precisa abordar todos os assuntos, mas algumas de nossas dicas são:
  • Como usar e-mail. O que é spam, perigos de vírus etc.
  • Fornecimento de informações. Perigos de repassar dados pessoais. Perigos de preencher formulários de sites.
  • Fóruns e comentários. Como comentar com educação e respeitosamente. Quando vale a pena fazer um comentário. Evitar discussões frívolas.
  • Diferenciar opinião e informação. Ensinar o que são blogs, portais de notícias e sites privados. Ensinar seu filho a diferença de um texto de opinião de um texto de informação.
  • Sites confiáveis. Ensinar sobre sites seguros. Sites de jornalismo que prestam informações confiáveis. Saber evitar sites com notícias sensacionalistas.
  • Sites de colaboração. Mostrar que sites como Wikipédia não são totalmente confiáveis porque todos podem mudar os textos.
  • Redes sociais. Não aceitar amizades de quem não conhecemos. Fazer publicações públicas, particular ou para grupo de amigos.
  • Pesquisas na internet. Como procurar em sites confiáveis e como fazer resumo de um texto da internet (não copiar e colar).
Como podemos ver, a mídia não precisa ser demonizada se usada com sabedoria. Para realizarmos uma correta utilização de mídia e educação basta compreendermos como essa ferramenta tem grande potencial para levar nossos filhos a conhecerem informações úteis e práticas, que lhes garantirão um desenvolvimento de vida saudável e equilibrado.

Publicado e copiado de Material Gospel


quarta-feira, 25 de maio de 2016

O professor da Escola Bíblia Dominical – EBD – deve estar preparado para lidar com crianças de todas as idades. Um erro comum nas escolas dominicais é o professor dar aula para crianças de 4 e 5 anos da mesma forma que faz para crianças de 7 e 8. Não apenas a história, mas toda a aula tem de ser preparada conforme a faixa etária das crianças. A liderança da EBD deve formar professores capazes de entender como cada criança se comporta de acordo com sua idade, isso irá proporcionar uma aula melhor e ainda vai ajudar o professor a não se frustrar, pois preparar uma aula que não seja de acordo com a idade dos alunos pode gerar uma aula desinteressante ou complexa demais.
Um professor que não sabe o tempo de concentração das crianças pode achar que ele, professor, está errado, quando na verdade é natural que as crianças da faixa etária de sua sala não se concentre mais de dez minutos, por exemplo.
É fundamental que os professores conheçam as características das crianças que está trabalhando para elaborar sua aula da EBD. Escolher os cânticos, preparar a lição, as palavras, tudo deve estar de acordo com esta faixa etária. Neste tópico, vamos apresentar as características das crianças do pré-primário, ou seja, de 4 e 5 anos de idade.

Características físicas
As crianças de 4 e 5 anos são bem ativas, gostam de atividades e até parecem que não vão parar nunca, mas na verdade, esta explosão física tende a ser por pouco tempo. Elas se cansam facilmente. Sabendo disso, o professor da igreja infantil deve estar preparado para enfrentar situações nas quais as crianças queiram falar, correr ou brincar, sem dar a menor atenção ao que está em sua volta. A boa notícia é que elas se cansam facilmente. Tendo um pouco de sabedoria e paciência, o professor pode usar isso a seu favor, dando às crianças um tempo para se cansarem.

Características mentais
As crianças de 4 e 5 anos tem uma tempo de atenção aproximado de 10 minutos, por isso, a preparação da aula da EBD deve ser segmentada. Podemos dizer que as perguntas mais frequentes das crianças de 4 e 5 anos são “como?” e “por quê?”. Praticamente tudo o que elas ouvem e veem é novidade para elas, por isso, o professor nunca deve achar que a criança já conheça alguma coisa. Ao montar a lição, o professor deve se preparar para explicar alguns detalhes, como o que é Israel, como as pessoas faziam antigamente para beber água, lavar roupa ou preparar a comida.
Nesta faixa etária, as crianças tem uma imaginação fértil e tomam quase tudo de forma literal. O professor da EBD deve tomar cuidado com algumas expressões. A memorização dos versículos deve incluir apenas versículos curtos.

Características sociais
Ao lidar com crianças de 4 e 5 anos o professor deve estar preparado para lidar com algum tipo de egoísmo, pois as crianças de 4 e 5 anos são egocêntricas. Não tão extremas como as mais novas, mas ainda apresentam alguma dificuldade em dividir. Nesta idade eles ainda estão aprendendo a dividir, compartilhar, por isso, o professor não deve se irritar quando alguma criança demonstrar mais dificuldade neste aspecto.
Além disso, eles adoram alguns jogos domésticos e brincadeiras simples, como de perguntas, carrinho e boneca.
Apesar da personalidade egoísta, as crianças de 4 e 5 anos gostam de agradar. Uma boa forma de o professor conquistar a criança é elogiá-las quando fizeram algo bom ou correto.


Características espirituais
Esta é uma ótima faixa etária para o professor da EBD ensinar sobre o Senhor, pois elas gostam de aprender e são curiosas. Como elas gostam de agradar, são mais fáceis de serem guiadas. Elas pensam em Deus de uma forma pessoal, e levam tudo para este lado, por isso, é a idade ideal para começarem a aprender a orar. Elas vão pedir sempre para Deus o que precisam e estão dispostas a agradecer, pois querem agradar ao Senhor. São facilmente ensinadas a falarem de Deus para os colegas,
Já podem compreender que errar por querer é pecado e podem ser ensinadas sobre isso.
Se você não sabe a partir de qual idade uma criança pode aceitar Jesus, é exatamente nesta faixa etária, 4 e 5 anos.

Dicas gerais
Ao responder as perguntas seja direto e curto. Evite respostas longas pois elas não vão entender, e vão facilmente perder o interesse pelo assunto.
Ao escolher os cânticos da EBD, escolha os que podem ser feitos gestos.
Você pode desenvolver trabalhos manuais.
Crie oportunidades para que eles tocam e examine as coisas. Como estão descobrindo o mundo, as crianças de 4 e 5 anos são bem curiosas. Enfatize que Deus é nosso Pai. Essa relação é mais fácil deles aprenderem.
Já é possível ensinar versículos bíblicos, mas que seja curtos e explique sempre o o significado das palavras, assim como o que o versículo ensina.
Nesta faixa etária já podem aceitar a Jesus como salvador.
Mude as atividades a cada 5 ou 10 minutos, nas aulas da EBD. Se necessário faça pausas.
Utilize material gráfico simples, visuais coloridos.
Uma ótima dica é usar jogos em grupo.
Com essas dicas simples, o professor da EBD consegue desenvolver melhor suas atividades.

Publicado em Material Gospel


terça-feira, 24 de maio de 2016

Para a maioria das igrejas evangélicas do Brasil, a classe dos Juniores reúne alunos de nove a onze anos de idade. Quando falamos sobre o desenvolvimento infantil entre nove e onze anos de idade, estamos lidando com crianças que já passaram pela idade das perguntas, pré-primário, e da ação, primário, e estão na chamada idade da energia. Os professores que lidam com os juniores devem estar preparados para lidarem com crianças que já podem desafiar o professor com perguntas mais elaboradas e exigem um pouco mais de profundidade no aprendizado, principalmente, quando falamos de crianças que já estão na igreja há anos e conhecem as históricas bíblicas de uma forma mais geral. Não adianta contar histórias superficialmente ou elaborar um plano de ação sem tanto esforço. Por outro lado, agora elas já conseguem se concentrar por mais de 15 minutos e as atividades podem demorar um pouco mais.
Vale ressaltar que toda igreja infantil deve ter apoio de seus líderes, pastores, para que exista material didático suficiente e espaço adequado de acordo com cada idade. Se, por um lado, a preparação do professor é fundamental para que as aulas sejam proveitosas, por outro lado, as igrejas devem fornecer o amparo necessário para que os professores consigam otimizar seu tempo em sala de aula.

Características físicas
Ao falarmos dos primários, crianças de seis a oito anos, vimos que eles gostam de atividades mais vigorosas, porém se cansam rapidamente; agora, ao falarmos do desenvolvimento infantil dos juniores, estamos lidando com uma faixa etária que exige constantes mudanças, novidades. De uma forma geral, são crianças mais saudáveis, permitindo que o professor realize atividades variadas, como correr, pular, sem ter que ficar se preocupando tanto com cada indivíduo, como tem que ser no pré-primário e primário. Também é interessante realizar atividades ao ar livre.
Elas gostam de passatempo e atividades fora de rotina, em locais diferentes. Se interessam por aventuras e já começam a ser independentes.
O professor deve compreender que nesta idade as crianças ainda são desordeiros, por isso, é preciso paciência. Esta característica faz parte do desenvolvimento infantil desta faixa etária.

Características mentais
Nesta idade, as crianças estão prontas para receber novos conhecimentos. O desenvolvimento infantil de 9 a 11 anos é favorável à memorização. Ao trabalhar na igreja infantil, com a classe dos juniores, o professor deve explorar ao máximo esta capacidade de memorização para ensinar assuntos novos e introduzir um conhecimento bíblico mais aprofundado.
Com a concentração mais apurada, crianças de nove a onze anos tendem a ser mais interessadas aos problemas da rotina. Gostam de piadas e truques, além de serem muito criativos.
Estas crianças também gostam de colecionar coisas. É um bom motivo para o professor se empenhar em criar lembranças e brindes.

Características sociais
Estão na melhor idade para participarem de competições, pois tendem a ser leais e justos nas brincadeiras. Além disso, já começam a ter uma percepção social mais parecida com a dos adolescentes, por isso, gostam de ser reconhecidos pelos amigos e de participar de atividades com a turma. Eles já estão desenvolvendo o conceito de imparcialidade, por isso, os jogos podem ser muito bem explorados nesta faixa etária, evidenciando o papel do árbitro, para que aprendam a tomar decisões imparciais.
Outro fator importante do desenvolvimento infantil que o professor da igreja infantil precisa saber, é que eles gostam de heróis nesta idade.

Características espirituais
Os conceitos básicos do cristianismo e as doutrinas da igreja já podem ser ensinadas a estes pequeninos. Aqui já começam a fazer perguntas mais simples sobre o cristianismo. Aqueles que já estão a algum tempo na igreja irão fazer perguntas baseadas no que viram ou ouviram na igreja.
As crianças de nove a onze anos de idade já apresentam desejo de crescimento espiritual. Orar, ler ou adorar são assuntos que já podem ser ensinado, eles vão entender sem muita dificuldade.
Em relação às pessoas, os juniores estão dispostos a ajudá-las, e podem ser testemunhas, pois desejam fazer o que é certo e sente empatia pelos demais.
A comparação das histórias e curiosidades podem ser bem exploradas, pois o desenvolvimento infantil das crianças de nove a onze anos permite este tipo de informação.

Dicas
Com uma mentalidade mais amadurecida, já podem procurar na bíblia algumas respostas para suas dúvidas. Se o professor quiser, podem dar algumas lições que exijam uma resposta baseada na bíblia. Logicamente, o professor deve indicar onde encontrar a resposta, mas o aluno dos juniores já são capazes de interpretar os textos mais simples.
Uma dica para o professor que vai lidar com esta faixa etária é a realização de jogo de perguntas e respostas, preferencialmente, que o aluno precise manusear a bíblia para saber responder.
Já conseguem realizar devocionais. O professor pode explicar, de forma clara e simples, os objetivos do devocional e já pode mostrar com fazer.
Nesta faixa etária, os líderes da igreja infantil também já podem planejar atividades fora da igreja.
Conhecendo bem as principais características do desenvolvimento infantil das crianças de nove a onze anos o professor pode explorar bem atividades físicas, lúdicas e jogos e competições de forma adequada para esta faixa etária.

Publicado em Material Gospel


terça-feira, 10 de novembro de 2015

1) Tomar 2 litros de água diariamente para evitar a desidratação e comer maçã para “limpar” o trato vocal;
2) Não gritar ou cochichar; manter a intensidade normal da voz e articular bem;
3) Evitar bebidas alcoólicas. Não fumar ou usar drogas ilícitas;
4) Evitar receitas caseiras, balas fortes, gengibre para a voz. Essas soluções dão uma sensação de conforto apenas momentaneamente, pois mascaram a real problemática da voz;
5) Manter uma postura correta;
6) Evitar a competição com o ruído ambiental. Feche as janelas ou abaixe o volume do som e do televisor, se for conversar;
7) Ao invés de tossir (tosse seca) e pigarrear, produza saliva e engula como se fosse engolir algum alimento. Tossir e pigarrear constantemente machuca as pregas vocais;
8) Aquecer a voz antes de usa-la por muito tempo profissionalmente (atenção, professores!). Cinco minutos de aquecimento vocal enquanto você se dirige para a sua escola, pode fazer uma grande diferença!!;
9) Após uma aula, palestra, apresentação, onde se usou muito a voz, é necessário fazer um desaquecimento vocal, que pode ser apenas permanecer cinco minutos sem falar;
10) Não hesite em procurar um profissional quando tiver rouquidão, dor, ardor, sensação de corpo estranho, pigarro, tosse improdutiva por mais de 14 dias, ou perda de voz sem quadro gripal associado. A sua voz pode estar em jogo. E mesmo você não sentindo nenhum desses sintomas e sendo um profissional da voz, também é recomendável procurar um fonoaudiólogo, que irá lhe orientar sobre esses cuidados e avaliar o seu caso para um atendimento especifico e eficaz.

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  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia