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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ensinar e aprender são dois desafios e eles andam juntos. Logo, o papel do professor não é fácil de ser executado. Hoje, existe uma grande variedade de formas, nas quais diversos métodos podem ser combinados.
A escola é um dos ambientes que muitas crianças e adolescentes passam grande parte do seu dia. Porém, este lugar não é agradável para todos. Muitas vezes a sala de aula é vista como um lugar obrigatório, e poucos alunos se sentem motivados a aprender.
Mas uma coisa é certa, quando os alunos se interessam pelo conteúdo, pela forma como o professor ensina, sem dúvida, essa aula fica muito mais prazerosa. E então, fica a pergunta: como estimular a busca pelo conhecimento com criatividade e fazer da sala de aula um lugar onde os estudantes queiram ser participativos? Confira!
Não é obrigação de o professor fazer com que o aluno goste de aula, mas é a sua obrigação passar o conteúdo necessário conforme o que consta na grade curricular. Só que é importante que o professor seja paciente, inteligente, ter respostas para todas as perguntas, saber escutar e corrigir os erros dos estudantes.
Tanto quem repassa o conteúdo, precisa fazer com profissionalismo, como quem aprende que precisa estar bem disposto. Neste sentido, em sala de aula, o ensino deve ser visto como um processo dinâmico, no qual a participação do aluno nas aulas é fundamental para o seu aprendizado.
Há alunos com mais dificuldade em aprender, por isso os métodos usados em sala de aula precisam ser benéficos para todos. Logo, para auxiliar os professores nesta tarefa há uma grande variedade de formas e métodos que podem ser combinados para ensinar melhor seus alunos em sala de aula. Conheça alguns!

8 Métodos que ajudam no aprendizado dos alunos

1 – Crie associações
Este é um método muito usado por professores e que dependendo do conteúdo e da turma, o seu resultado é significativo . Sendo assim, o professor relaciona os conceitos com outros já conhecidos, criando ligações criativas que serão fáceis de lembrar.
As palavras podem ser associadas por sua fonética ou significado. Por exemplo, se o aluno precisa memorizar o nome de um historiador, faz associações com o que este historiador trabalhava ou estudava. Assim fica bem mais fácil de gravar o conteúdo e compreender.

2 – Conte histórias
Dependendo da disciplina e do conteúdo, contar histórias é relativamente bom. Isso prende os alunos e os deixam instigados. Principalmente em aula de história, o professor conta uma história sobre aquela guerra ou revolução. A aula fica mais interessante e os alunos memorizam com maior facilidade.

3 – Insira tecnologias dentro da sala de aula
Por um bom tempo alguns professores foram mais resistentes em aceitar a tecnologia em sala de aula. Só que ela pode auxiliar muito o professor.
Hoje existem jogos que facilitam este aprendizado. Sabendo o professor administrar bem o tempo e a ferramenta, ela pode ser muito útil dentro da sala de aula.

4 – Faça questionamentos
Foi-se o tempo em que o professor apenas falava e os alunos escutavam. Hoje o ensino na sala de aula é uma troca de conversa. Faça perguntas aos seus alunos, mostre-se interessado em escutar suas opinião!
Faça debate, os questione. É fundamental que o professor crie este espaço para que os alunos se sintam abertos a dialogar, questionar a opinião do colega, mas tudo com respeito! A sala de aula não pode ser uma disputa de opiniões, mas um espaço em que todos saem aprendendo de alguma forma.

5 – Fortaleça o relacionamento entre alunos
Muitas vezes ocorrem intrigas e discussões em sala de aula por questões pessoais, e até mesmo conflitos. Só que nesta hora o professor precisa fortalecer o relacionamento de todos. Uma forma é inserir atividades que ampliem o autoconhecimento dos alunos.
Muitas escolas têm buscado neste sentido as atividades extracurriculares. Seja em parceria com governo ou não, elas apresentam resultados positivos e aumentam a integração de toda a comunidade escolar.
Entre as atividades que podem ser desempenhadas estão: as artísticas, os grupos de debate, atividades culturais, cursos, oficinas e práticas esportivas são muito importantes. Esses exercícios não só proporcionam a socialização entre os alunos, como ajudam os jovens na construção do autoconhecimento! Consequentemente fortalece o relacionamento de todos.

6 – Atividades em grupo
As atividades em grupo durante as aulas podem ser uma ótima estratégia para aumentar o envolvimento dos estudantes. Isso proporciona troca de ideias e compartilhamento de ideias e informações. Logo, a aula fica mais descontraída.

7 – Mostre a importância do conteúdo
Algo muito comum entre estudantes é considerarem que inúmeras disciplinas estudadas em sala de aula, não são significativas fora das salas. Sendo assim, cabe ao professor não apenas repassar de forma obrigatória este conteúdo, mas deixar claro para o aluno como eles podem aplicar o conhecimento no cotidiano.
Se você ministra matemática, mostre a eles que dominando essa disciplina, pelo menos o básico, essa matéria pode ser útil para ter um controle da sua vida financeira. Já na disciplina de história, como pode compreender os fatos atuais, a partir de acontecimentos que ocorreram há muito tempo. E assim por diante.

8 – Promova momentos de descontração
O professor sabendo conduzir os seus alunos pode “quebrar” a rotina com assuntos interdisciplinares. E não apenas isso, pode promover, por exemplo, uma aula ao ar livre dependendo do conteúdo e comportamento dos alunos. Tudo é válido e torna o processo de aprendizado mais interessante.

Dicas para envolver os alunos em sala de aula

Hoje com a tecnologia fica mais difícil envolver os alunos. Muitas escolas limitam o uso do celular na sala de aula para o aluno não se distrair e conseguir prestar mais atenção na fala do professor.
A seguir, apresentamos algumas dicas para os professores envolverem os alunos. O mais importante é não dar a eles a oportunidade de ficarem entediados, nem períodos de tempos ociosos.

Faça resumos: você pode até desafiar os alunos com perguntas, mas é importante que no final das aulas você faça resumos. Sendo assim, toda aula deve trazer uma lição ativa.
Opte por maneiras criativas de passar o conteúdo. Se conseguir, o importante é que toda aula tenha uma lição nova.
Movimente os alunos: para que saiam da inércia de conteúdo repetido, faça até dinâmicas em sala de aula se conseguir. Movimente os alunos para que eles não se sintam desmotivados e cansados. Coloque-os em ação, assim terão mais energia para participar da aula.
Faça perguntas desafiadoras: desafiadora não quer dizer difícil, mas sim perguntas que os desafiem. Para que assim, eles se sintam com vontade de responder essas perguntas, pesquisar, discutir em grupo.
Tente fazer com que saiam da zona de conforto achando que nem todas as respostas estão no Google. Isso vai desafiar os alunos. Eles se sentirão mais motivados a buscar respostas.

Alguns recursos didáticos que podem ser usados em sala de aula

Segue exemplos de recursos didáticos que o professor pode utilizar em sala de aula:
- Álbum seriado;
- Gráficos;
- Cartazes;
- Computador;
- Datashow;
- Folders;
- Gravuras;
- Retroprojetor;
- Revistas;
- Slides;
- Jornais;
- Gravuras;
- Flanelógrafo;
- Televisão;
- Desenhos;
- Histórias em quadrinhos, entre outras.

O que levar em conta na hora de ensinar os alunos?
Vale lembrar, no entanto, que o professor deverá analisá-los conforme as características da turma. Nem sempre um método pode ser o melhor para uma turma. Então ele precisa analisar levando em consideração alguns critérios:

Adequação do recurso aos objetivos da aula: os recursos e métodos usados em sala de aula devem estar adequados ao conteúdo proposto, ao grau de desenvolvimento cognitivo dos alunos, seus interesses e necessidades;
Adequação à função que o professor pretende desenvolver: neste sentido, leva em conta ações de nível cognitivo, afetivo ou psicomotor;
Simplicidade e facilidade de operação e manejo: o professor precisa saber lidar com os recursos disponíveis. Ou seja, de baixo custo de aquisição e manutenção. Não adianta investir dinheiro em uma atividade que vai durar apenas uma hora. A criatividade neste momento é importante;
Qualidade e exatidão na apresentação das informações: deixe bem claro para os alunos, o método da aula e os recursos utilizados;
Que seja atraente: às vezes pode parecer um recurso maravilhoso para ser usado, mas quando posto em prática ele acaba não despertando a curiosidade dos alunos;
Lembre-se sempre que quando tiver dificuldades em sala de aula, converse abertamente com a turma e exponha a situação para a diretoria e coordenação.

Não fique desanimado se sentir essa dificuldade. É muito comum professores relatarem a falta de interesse de alguns estudantes em sala de aula. Não cabe a você forçar esse interesse, apenas faça o seu papel de ensinar! A rotina vai lhe fornecer mais experiência, e com cada turma você vai compreender aquilo que funciona e o que não funciona!

Publicado originalmente em Canal do Ensino

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Excelente abordagem de Liliana Ishii publicado no site da Mackenzie, sobre a Didática Cristã de Comenius. Vale a pena baixar e ler. É só CLICAR na figura abaixo:


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Para preparar uma boa aula e extrair o melhor de seus alunos, o professor da igreja infantil precisa de preparar adequadamente, com cursos, informações e treinamento. Por isso, estamos estudando um pouco sobre o comportamento infantil. Sem o devido preparo, a igreja pode estar desperdiçando uma grande oportunidade de ganhar almas e formar cristãos preparados para viver uma vida cristã plena. Infelizmente, muitas igrejas não preparam seus professores e acabam criando “classinhas” sem estímulos para as crianças, o que tornam o tempo na igreja desagradável para os pequeninos. As crianças vão crescendo com uma visão de que a igreja é chata e desestimulante. Tudo isso porque a igreja preferiu não investir em professores, não adequando seu espaço para atender o comportamento infantil em cada faixa etária.
A preparação de professores deve ser levada a séria como é feita a formação de evangelizadores, missionários ou pregadores, mas muitas vezes é considerada um apêndice da igreja, no sentido literal, o apêndice no corpo humano não serve para nada a não ser causar problemas. Infelizmente, alguns líderes de igrejas acham que o departamento infantil não serve para nada e ainda causa problemas.
Conhecer o comportamento infantil é fundamental para que o professor possa criar uma aula estimulante e proveitosa. As crianças de seis a oito anos de idade são mais perceptivas e observadoras que as mais novas, no entanto continuam ativos, o que nos leva a crer que prepara atividades de movimento pode ser melhor para aproveitarem melhor a aula. A maioria das igrejas classifica esta faixa etária como primários.

Características físicas
Assim como as crianças de quatro ou cinco anos, esta faixa etária ainda abrange crianças ativas, que gostam de atividades como correr, pular ou andar por algum tempo. No entanto, elas logo se cansam, portanto, uma dica é o professor realizar estes tipos de atividades antes de um momento que precise de silêncio ou concentração.
Como elas se cansam fisicamente, também, da mesma forma, ficam entediados com certa rapidez. Realizar atividades longas ou preparar sempre as mesmas coisas não é uma boa ideia. A ordem é não ter rotina para atividades para crianças de seis a oito anos.
Um ponto importante é que muitas deles ficam constantemente doentes. É importante o professor saber lidar com crianças gripadas, com tosse, ou alergia. A igreja precisa estar preparada para atender às necessidades médicas de uma ou outra criança nesta situação, evitando classes sem acabamento, piso de cimento ou locais sem ventilação, por exemplo.
O comportamento infantil nesta faixa etária exige professores animados e dispostos, pois lidar com crianças de seis a oito anos pode ser cansativo para algumas pessoas.

Características mentais
Como a maioria nesta idade está aprendendo a ler, a leitura oferece um mundo novo para crianças de seis a oito anos de idade. O professor do primário deve demonstrar gosto pela leitura e estimular seus alunos a lerem. Eles vão adorar.
A mente ainda é bem literal e precisam de exemplos concretos para entenderem alguma coisa. Ao dar aulas de assuntos antigos, o professor deve se preparar para perguntas. É indispensável o uso de material gráfico no primário. Mapas, cartazes, slides…
Uma oportunidade a ser explorada é que eles já aprendem novas palavras com facilidade. Diferente do pré-primário, nesta faixa etária não há tanta necessidade de repetição.

Características sociais
Talvez a classe dos primários da igreja infantil seja onde o professor possa explorar melhor a imaginação das crianças. Além disso, o conceito de turma, amigos e equipes já é compreendido por elas, o que permite atividades em grupos com resultados melhores do que na classe dos pré-primários. O comportamento infantil desta faixa etária é ideal para a formação de vínculos de amizade.
As crianças de seis a oito anos de idade gostam de crianças da mesma idade e têm facilidade em criar amizades com um amigo especial. Costuma ser nesta faixa etária que aparecem pela primeira vez o “melhor amigo”.
Nesta idade, elas já não têm medo de bichos de estimação. Um cachorro, um gato ou passarinho prendem a atenção das crianças de seis a oito anos por muito tempo e desperta muita curiosidade.
Uma boa notícia para o professor da igreja infantil que vá dar aulas no primário, é que as crianças do primário buscam aprovação do professor. Elogios e incentivos funcionam bem nesta classe.
Uma dica para o professor é realizar tarefas não competitivas. As crianças de seis a oito anos preferem se ajudar do que competir entre si, é uma característica forte de seu comportamento infantil.

Características espirituais
O conceito de certo e errado já está melhor trabalhado e o professor pode, facilmente, explicar o que é certo e o que é errado. As crianças de seis a oito anos confiam nos adultos.
Como elas gostam de atividades físicas, elas começam a demonstrar mais gosto por histórias de ação e aventura. Este estímulo condiz com o comportamento infantil delas.
Entre seis e oito anos, as crianças já entendem bem o que significa que Jesus é o salvador, filho de Deus. Alguns conceitos espirituais básicos já podem ser apresentados. Uma ótima ideia é deixa-las orar. Elas já podem muito bem orar sozinhas.
As lições podem apresentar exemplos espirituais mais sérios, mais maduros. O conceito de viver para Deus já pode ser desenvolvido nesta idade.

Dicas para o professor
O comportamento infantil das crianças de seis a oito anos de idade é bem ativo, o professor pode desenvolver atividades de movimento. Mesmo que o professor não queira que as crianças corram ou pulem, somente o fato de andarem, sair do lugar, já é proveitoso e traz uma dinâmica para a classe.
A programação deve conter atividades variadas a cada 10 ou 15 minutos. Uma história que dure mais que este tempo já vai parecer chata e as crianças vão ficar entediadas. Exemplos de outras crianças é um estímulo para que copiem. Outro exemplo que compreendem fácil é a família. Falar de pai, irmãos e mãe é uma forma de fazer com que compreendam melhor a lição.
Nesta faixa etária elas já podem começar a procurar na bíblia por versículos e livros específicos.

Publicado em Material Gospel


O professor da Escola Bíblia Dominical – EBD – deve estar preparado para lidar com crianças de todas as idades. Um erro comum nas escolas dominicais é o professor dar aula para crianças de 4 e 5 anos da mesma forma que faz para crianças de 7 e 8. Não apenas a história, mas toda a aula tem de ser preparada conforme a faixa etária das crianças. A liderança da EBD deve formar professores capazes de entender como cada criança se comporta de acordo com sua idade, isso irá proporcionar uma aula melhor e ainda vai ajudar o professor a não se frustrar, pois preparar uma aula que não seja de acordo com a idade dos alunos pode gerar uma aula desinteressante ou complexa demais.
Um professor que não sabe o tempo de concentração das crianças pode achar que ele, professor, está errado, quando na verdade é natural que as crianças da faixa etária de sua sala não se concentre mais de dez minutos, por exemplo.
É fundamental que os professores conheçam as características das crianças que está trabalhando para elaborar sua aula da EBD. Escolher os cânticos, preparar a lição, as palavras, tudo deve estar de acordo com esta faixa etária. Neste tópico, vamos apresentar as características das crianças do pré-primário, ou seja, de 4 e 5 anos de idade.

Características físicas
As crianças de 4 e 5 anos são bem ativas, gostam de atividades e até parecem que não vão parar nunca, mas na verdade, esta explosão física tende a ser por pouco tempo. Elas se cansam facilmente. Sabendo disso, o professor da igreja infantil deve estar preparado para enfrentar situações nas quais as crianças queiram falar, correr ou brincar, sem dar a menor atenção ao que está em sua volta. A boa notícia é que elas se cansam facilmente. Tendo um pouco de sabedoria e paciência, o professor pode usar isso a seu favor, dando às crianças um tempo para se cansarem.

Características mentais
As crianças de 4 e 5 anos tem uma tempo de atenção aproximado de 10 minutos, por isso, a preparação da aula da EBD deve ser segmentada. Podemos dizer que as perguntas mais frequentes das crianças de 4 e 5 anos são “como?” e “por quê?”. Praticamente tudo o que elas ouvem e veem é novidade para elas, por isso, o professor nunca deve achar que a criança já conheça alguma coisa. Ao montar a lição, o professor deve se preparar para explicar alguns detalhes, como o que é Israel, como as pessoas faziam antigamente para beber água, lavar roupa ou preparar a comida.
Nesta faixa etária, as crianças tem uma imaginação fértil e tomam quase tudo de forma literal. O professor da EBD deve tomar cuidado com algumas expressões. A memorização dos versículos deve incluir apenas versículos curtos.

Características sociais
Ao lidar com crianças de 4 e 5 anos o professor deve estar preparado para lidar com algum tipo de egoísmo, pois as crianças de 4 e 5 anos são egocêntricas. Não tão extremas como as mais novas, mas ainda apresentam alguma dificuldade em dividir. Nesta idade eles ainda estão aprendendo a dividir, compartilhar, por isso, o professor não deve se irritar quando alguma criança demonstrar mais dificuldade neste aspecto.
Além disso, eles adoram alguns jogos domésticos e brincadeiras simples, como de perguntas, carrinho e boneca.
Apesar da personalidade egoísta, as crianças de 4 e 5 anos gostam de agradar. Uma boa forma de o professor conquistar a criança é elogiá-las quando fizeram algo bom ou correto.


Características espirituais
Esta é uma ótima faixa etária para o professor da EBD ensinar sobre o Senhor, pois elas gostam de aprender e são curiosas. Como elas gostam de agradar, são mais fáceis de serem guiadas. Elas pensam em Deus de uma forma pessoal, e levam tudo para este lado, por isso, é a idade ideal para começarem a aprender a orar. Elas vão pedir sempre para Deus o que precisam e estão dispostas a agradecer, pois querem agradar ao Senhor. São facilmente ensinadas a falarem de Deus para os colegas,
Já podem compreender que errar por querer é pecado e podem ser ensinadas sobre isso.
Se você não sabe a partir de qual idade uma criança pode aceitar Jesus, é exatamente nesta faixa etária, 4 e 5 anos.

Dicas gerais
Ao responder as perguntas seja direto e curto. Evite respostas longas pois elas não vão entender, e vão facilmente perder o interesse pelo assunto.
Ao escolher os cânticos da EBD, escolha os que podem ser feitos gestos.
Você pode desenvolver trabalhos manuais.
Crie oportunidades para que eles tocam e examine as coisas. Como estão descobrindo o mundo, as crianças de 4 e 5 anos são bem curiosas. Enfatize que Deus é nosso Pai. Essa relação é mais fácil deles aprenderem.
Já é possível ensinar versículos bíblicos, mas que seja curtos e explique sempre o o significado das palavras, assim como o que o versículo ensina.
Nesta faixa etária já podem aceitar a Jesus como salvador.
Mude as atividades a cada 5 ou 10 minutos, nas aulas da EBD. Se necessário faça pausas.
Utilize material gráfico simples, visuais coloridos.
Uma ótima dica é usar jogos em grupo.
Com essas dicas simples, o professor da EBD consegue desenvolver melhor suas atividades.

Publicado em Material Gospel


terça-feira, 24 de maio de 2016

Para a maioria das igrejas evangélicas do Brasil, a classe dos Juniores reúne alunos de nove a onze anos de idade. Quando falamos sobre o desenvolvimento infantil entre nove e onze anos de idade, estamos lidando com crianças que já passaram pela idade das perguntas, pré-primário, e da ação, primário, e estão na chamada idade da energia. Os professores que lidam com os juniores devem estar preparados para lidarem com crianças que já podem desafiar o professor com perguntas mais elaboradas e exigem um pouco mais de profundidade no aprendizado, principalmente, quando falamos de crianças que já estão na igreja há anos e conhecem as históricas bíblicas de uma forma mais geral. Não adianta contar histórias superficialmente ou elaborar um plano de ação sem tanto esforço. Por outro lado, agora elas já conseguem se concentrar por mais de 15 minutos e as atividades podem demorar um pouco mais.
Vale ressaltar que toda igreja infantil deve ter apoio de seus líderes, pastores, para que exista material didático suficiente e espaço adequado de acordo com cada idade. Se, por um lado, a preparação do professor é fundamental para que as aulas sejam proveitosas, por outro lado, as igrejas devem fornecer o amparo necessário para que os professores consigam otimizar seu tempo em sala de aula.

Características físicas
Ao falarmos dos primários, crianças de seis a oito anos, vimos que eles gostam de atividades mais vigorosas, porém se cansam rapidamente; agora, ao falarmos do desenvolvimento infantil dos juniores, estamos lidando com uma faixa etária que exige constantes mudanças, novidades. De uma forma geral, são crianças mais saudáveis, permitindo que o professor realize atividades variadas, como correr, pular, sem ter que ficar se preocupando tanto com cada indivíduo, como tem que ser no pré-primário e primário. Também é interessante realizar atividades ao ar livre.
Elas gostam de passatempo e atividades fora de rotina, em locais diferentes. Se interessam por aventuras e já começam a ser independentes.
O professor deve compreender que nesta idade as crianças ainda são desordeiros, por isso, é preciso paciência. Esta característica faz parte do desenvolvimento infantil desta faixa etária.

Características mentais
Nesta idade, as crianças estão prontas para receber novos conhecimentos. O desenvolvimento infantil de 9 a 11 anos é favorável à memorização. Ao trabalhar na igreja infantil, com a classe dos juniores, o professor deve explorar ao máximo esta capacidade de memorização para ensinar assuntos novos e introduzir um conhecimento bíblico mais aprofundado.
Com a concentração mais apurada, crianças de nove a onze anos tendem a ser mais interessadas aos problemas da rotina. Gostam de piadas e truques, além de serem muito criativos.
Estas crianças também gostam de colecionar coisas. É um bom motivo para o professor se empenhar em criar lembranças e brindes.

Características sociais
Estão na melhor idade para participarem de competições, pois tendem a ser leais e justos nas brincadeiras. Além disso, já começam a ter uma percepção social mais parecida com a dos adolescentes, por isso, gostam de ser reconhecidos pelos amigos e de participar de atividades com a turma. Eles já estão desenvolvendo o conceito de imparcialidade, por isso, os jogos podem ser muito bem explorados nesta faixa etária, evidenciando o papel do árbitro, para que aprendam a tomar decisões imparciais.
Outro fator importante do desenvolvimento infantil que o professor da igreja infantil precisa saber, é que eles gostam de heróis nesta idade.

Características espirituais
Os conceitos básicos do cristianismo e as doutrinas da igreja já podem ser ensinadas a estes pequeninos. Aqui já começam a fazer perguntas mais simples sobre o cristianismo. Aqueles que já estão a algum tempo na igreja irão fazer perguntas baseadas no que viram ou ouviram na igreja.
As crianças de nove a onze anos de idade já apresentam desejo de crescimento espiritual. Orar, ler ou adorar são assuntos que já podem ser ensinado, eles vão entender sem muita dificuldade.
Em relação às pessoas, os juniores estão dispostos a ajudá-las, e podem ser testemunhas, pois desejam fazer o que é certo e sente empatia pelos demais.
A comparação das histórias e curiosidades podem ser bem exploradas, pois o desenvolvimento infantil das crianças de nove a onze anos permite este tipo de informação.

Dicas
Com uma mentalidade mais amadurecida, já podem procurar na bíblia algumas respostas para suas dúvidas. Se o professor quiser, podem dar algumas lições que exijam uma resposta baseada na bíblia. Logicamente, o professor deve indicar onde encontrar a resposta, mas o aluno dos juniores já são capazes de interpretar os textos mais simples.
Uma dica para o professor que vai lidar com esta faixa etária é a realização de jogo de perguntas e respostas, preferencialmente, que o aluno precise manusear a bíblia para saber responder.
Já conseguem realizar devocionais. O professor pode explicar, de forma clara e simples, os objetivos do devocional e já pode mostrar com fazer.
Nesta faixa etária, os líderes da igreja infantil também já podem planejar atividades fora da igreja.
Conhecendo bem as principais características do desenvolvimento infantil das crianças de nove a onze anos o professor pode explorar bem atividades físicas, lúdicas e jogos e competições de forma adequada para esta faixa etária.

Publicado em Material Gospel


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Prof. Leandro Karnal(*)

A sabedoria do mais influente legislador do Ocidente, Moisés, sintetizou uma concepção de mundo em Dez Mandamentos. Como bom educador, o ex-príncipe do Egito sabia que longos códigos são de difícil acesso. Curioso notar que constituições muito breves, como a norte-americana, passam dos dois séculos e constituições prolixas, como todas as brasileiras , caducam em prazos muito curtos.
Inspirados neste exemplo, elaboramos os Dez Mandamentos do Professor. Estes dez mandamentos são fruto de uma experiência particular e não se pretendem eternos ou válidos em qualquer ocasião. Gostaria apenas de fornecer a colegas, como você leitor, uma reflexão particular, que possa ser aprofundada, reinterpretada ou rejeitada de acordo com a sua experiência.
O que me levou a pensar nestes princípios é a mesma angústia que assola qualquer educador: como ser um bom profissional, ensinar, transformar meu aluno e fazer parte desta transformação? Como superar o tédio dos meus alunos, a indisciplina, a irrelevância de algumas coisas que faço e meu próprio cansaço? Como não considerar a sala um fardo e o relógio um inimigo? Como parar de achar que só vivo a partir do fim-de-semana? A partir destes questionamentos, você está permanentemente convidado a adensar ou criticar, fazer seus outros dez ou sintetizar a dois ou três, pois, quem acha que pode melhorar a aula que dá , já começou a viver educação. E quem não acha que pode? Bem, deixa para lá! Ensinar não é a única profissão do mundo…

-PRIMEIRO MANDAMENTO: CORTAR O PROGRAMA!
Quase todas as disciplinas foram perdendo aulas ao longo das décadas anteriores. Não obstante, os programas nem sempre acompanharam estes cortes. Pergunte-se: isto é realmente importante? Este conteúdo é essencial? Não seria melhor aprofundar mais tais tópicos e menos outros? Se a justificativa é a pressão do vestibular, ela não pode ocupar 11 anos de Ensino Médio e Fundamental. Se a justificativa é uma regra da escola ou um coordenador obsessivo, lembre-se: o Diário de Classe sempre foi o documento por excelência do estelionato. A coragem da grande tesoura é essencial. Dar tudo equivale a dar nada. Ensinar a pensar não implica esgotar o conhecimento humano.

-SEGUNDO MANDAMENTO: SEMPRE PARTIR DO ALUNO!
Chega de lamentar o aluno que não temos! Chega de lamentar que eles não lêem, a partir de uma nebulosa memória do aluno perfeito que teríamos sido (nebulosa e duvidosa). Este é o meu aluno real. Se, para ele, Paulo Coelho é superior a Machado de Assis e baile Funk é superior a Mozart, eu preciso saber desta realidade para transformá-la. Se ele é analfabeto devo começar a alfabetizá-lo. Se ele está no Ensino Médio e ainda não domina soma de frações de denominadores diferentes devo estar atento: esta é minha realidade. A partir do zero eu posso sonhar com o cinco ou seis. A partir do imaginário da perfeição é difícil produzir algo. A Utopia, desde Platão e Thomas Morus, tem a finalidade de transformar o real, nunca de impossibilitá-lo.

-TERCEIRO MANDAMENTO: PERDER O FETICHE DO TEXTO!
Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Há pessoas que pensam e nunca leram Camões e há quem saiba Os Lusíadas de cor e não pense…Lembre-se de que há outros instrumentos. A sedução das imagens deve ser uma alavanca a nosso favor, nunca contra. Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.

-QUARTO MANDAMENTO: POSSIBILITAR O CAOS CRIATIVO.
Fomos educados a um ideal de ordem com carteiras emparelhadas e, mesmo no fundo do nosso inconsciente, este ideal persiste. Qual professor já não teve o pesadelo de perder o controle total de uma sala, especialmente na noite mal dormida que antecede o primeiro dia de aula? Devemos estar preparados para o caos criador e para o lúdico. Alunos andando pela sala, trocando fragmentos de textos ou imagens dados pelo professor, discussões, encenações, o professor recitando uma poesia ou mandando realizar um desenho: tudo pode ser canal deste lúdico que detona o caos criativo. Surpreenda seus alunos com uma encenação, com um silêncio, com um grito, com uma máscara. Uma sala pode estar em ordem e ninguém aprendendo e pode estar com muitas vozes e criando ambiente de aprendizado. Lembre-se o silêncio absoluto é mais importante para nós do que para os alunos. É difícil vencer a resistência dos colegas e da própria escola a isto. Lógico que o silêncio também deve ser um espaço de reflexão, mas é possível pensar que há valor num solo gentil de flauta, numa pausa ou num toque retumbante de 200 instrumentos.

-QUINTO MANDAMENTO: INTERDISCIPLINAR!
Assim mesmo, entendido o princípio como um verbo, como uma ação deliberada. É fundamental fazer trabalhos com todas as áreas. Elaborar temas transversais como o MEC pede e, ao mesmo tempo, libertar o aluno da idéia didática das gavetas de conhecimento. Não apenas áreas afins (como História e Geografia) mas também Literatura e Educação Física, Matemática e Artes, Química e Filosofia. É preciso restaurar o sentido original de conhecimento, que nasceu único e foi sendo fragmentado até perder a noção de todo. O profissional do futuro é muito mais holístico do que nós temos sido até hoje.

-SEXTO MANDAMENTO: PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO.
Oferecer ao aluno o cerne da ciência e da arte: o problema. Não o problema artificial clássico na área de exatas, mas os problemas que geraram a inquietude que produziu este mesmo conhecimento A chama que vivou os cientistas e artistas é transmitida como um monumento inerte e petrificado. Mostrem as incoerências, as dúvidas, as questões estruturais de cada matéria. Mostrem textos opostos, visões distintas, críticas de um autor ao outro. Nunca fazer um trabalho como: “O Feudalismo” ou “O Relevo do Amapá”; mas problemas para serem resolvidos. Todo animal (e, por extensão, o aluno) é curioso. Porém, é difícil ser curioso com o que está pronto. Sejamos francos: se é tedioso ler um trabalho destes, qual terá sido o tédio em fazê-lo?

-SÉTIMO MANDAMENTO: VARIAR AVALIAÇÕES.
Provas escritas são válidas, como a vitamina A é válida para o corpo humano. Porém, avaliações variadas ampliam a chance de explorar outros tipos de inteligência na sala. As outras avaliações não devem ser vistas como um trabalhinho para dar nota e ajudar na prova, mas como um processo orgânico de diminuir um pouco a eterna subjetividade da avaliação.

-OITAVO MANDAMENTO: USAR O MUNDO NA SALA DE AULA!
O mundo está permeado pela televisão, pela Internet, pelos jornais, pelas revistas, pelas músicas de sucesso. A escola e a sala de aula precisam dialogar com este mundo. Os alunos em geral não gostam do espaço da sala porque ele tem muito de artificial, de deslocado, de fora do seu interesse. Usar o mundo da comunicação contemporânea não significa repetir o mundo da comunicação contemporânea; mas estabelecer um gancho com a percepção do meu aluno.

-NONO MANDAMENTO: ANALISAR-SE PESSOALMENTE!
A primeira pessoa que deve responder aos questionamentos da educação é o professor. Somos nós que devemos saber qual o motivo de dar tal coisa, qual a relevância, qual a utilidade de tal leitura. O professor é o primeiro que deve saber como tal ciência transformou a sua vida. Isto implica fazer toda espécie de questão, mesmo as incômodas. Se eu não fico lendo tal autor por prazer e nem o levo aos meus passeios como posso exigir que um jovem ou uma criança o façam? Qual a coerência do meu trabalho? Minha irritação com a turma indisciplinada é uma espécie de raiva por saber que eles estão certos? Minha formação permanente me indica novos caminhos? Estou repetindo fórmulas que deram certo quando eu era aluno há 20 ou mais anos? É necessário um exercício analítico-crítico muito denso para que eu enfrente o mais duro olhar do planeta: o do meu aluno.

-DÉCIMO MANDAMENTO: SER PACIENTE!
Hoje eu acho que ser paciente é a maior virtude do professor. Não a clássica paciência de não esganar um adolescente numa última aula de sexta-feira, mas a paciência de saber que, como dizia Rubem Alves, plantamos carvalhos e não eucaliptos.

Nossa tarefa é constante, difícil, com resultados pouco visíveis a médio prazo. Porém, se você está lendo este texto, lembre-se: houve uma professora ou um professor que o alfabetizou, que pegou na sua mão e ensinou, dezenas de vezes, a fazer a simples curva da letra O. Graças a estas paciências, somos o que somos.
O modelo da paciência pedagógica é a recomendação materna para escovar os dentes: foi repetida quatro vezes ao dia, durante mais de uma década, com erros diários e recaídas diárias. As mães poderiam dizer: já que vocês não querem nada com o que é melhor para vocês, permaneçam do jeito que estão que eu não vou mais gritar sobre isto (típica frase de sala de aula…) . Sem estas paciências, seríamos analfabetos e banguelas. Não devamos oferecer menos ao nosso aluno, especialmente ao aluno que não merece nem quer esta paciência  este é o que necessita urgentemente dela. O doente precisa do médico, não o sadio. O aluno-problema precisa de nós, não o brilhante e limpo discípulo da primeira carteira.
Há alguns anos eu falava de alguns destes princípios e uma senhora redarguiu dizendo que ela fazia tudo isto e muito mais e, mesmo assim, os alunos estavam cada vez piores e com menos resultados. Olhei para esta professora e senti nela o reflexo de meus cansaços também. A única coisa que me ocorreu lembrar é uma alegoria, com a qual encerro este texto: Na nossa cultura há um modelo de professor: Jesus. A maioria absoluta das pessoas no Brasil é cristã, mas a alegoria serve também para os que não são. Tomemos a história de Jesus independente da nossa orientação religiosa. Comparemos: Jesus teve 12 alunos escolhidos por ele! Eu tenho 30, 60, 100, escolhidos por um rigoroso processo de seleção: inscreveu, pagou, entrou. Jesus teve alunos em tempo integral por três anos: eu tenho por duas ou quatro aulas semanais, por um período mais curto.
Os alunos de Jesus deixaram tudo para segui-lo, o meu não deixa quase nada e não quer acompanhar nem meu pensamento, quanto mais minhas propostas existenciais. Fiel aos novo ditames do MEC, Jesus deu um curso superior em três anos. Para quem acredita, Ele fazia milagres, coisa que nós certamente não fazemos naquele sentido.
A aula, de Jesus, assim, era reforçada por work-shops. A auto estima e a confiança de Jesus era enorme: o cara simplesmente dizia que era o Filho de Deus, que ressuscitava mortos, andava sobre as águas, passava quarenta dias sem comer e não tinha medo de ninguém. Eu não tenho esta convicção. Melhor: as aulas eram ao ar livre, sem coordenação, sem direção, sem colegas e os pais dos alunos não apareciam para reclamar! Bem, após 3 anos de curso intenso com todos estes reforços, chegou a prova final.
Na agonia do Horto os três melhores alunos dormiram, quando o Mestre estava chorando sangue. O tesoureiro da turma denunciou o professor à Delegacia de Educação por 30 moedas. O líder da classe, Pedro, negou que tivesse tido aula por três vezes diante da supervisora de ensino: nunca vi este cara antes… Outros nove fugiram sem dar notícia e não compareceram à prova final: o Calvário. O mais novo e bobinho, João, foi até lá, mas não fez nada para impedir que os guardas matassem o professor. Se considerarmos João , com boa vontade, o único aprovado, teremos uma média de êxito de 8.33%, baixa demais para os padrões das Delegacias de Ensino e alvo de demissão sumária por justa causa. O professor morreu e, para quem acredita, voltou para uma recuperação de férias. Reuniu os reprovados e disse: mais uma chance. Um dos alunos , Tomé, pediu para colocar o dedo no diploma do professor para ver se era de verdade. Primeira pergunta do líder da turma, Pedro: “Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?” Ou seja, o melhor aluno não aprendeu nada! Esta pergunta mostra o oposto da aula dada, pois ele achou que o curso tinha sido sobre política e, na verdade, tinha sido sobre Teologia… Objetivos não atingidos: 100% ! Novos milagres, mais 40 dias defeedback, apostilas, recuperação, reforço de férias. Final de curso pirotécnico: subiu ao céu entre nuvens e anjos assistentes-pedagógicos disseram que o mestre tinha ido para a sala dos professores eterna e não mais voltaria. O curso estava encerrado, todas as lições tinham sido dadas para aquela nata de 11 homens. O que eles fizeram? Foram se esconder numa casa, todos apavorados.
O mestre mandou um módulo auto-instrucional de reforço, o Espírito Santo, um anabolizante. Só então, com uma força externa, eles começaram a entender, e finalmente tiveram aquela famosa reação bovina: HUMMMM… Bem, eu disse à professora que me questionava: se Jesus teve tantos insucessos apesar de condições tão boas, a senhora quer ser mais do que Ele? Hoje eu diria para qualquer profissional: faça o máximo, mas apenas o máximo, e deixem o resto por conta do resto. A frase parece autista, mas é muito importante. Nós temos um limite: a vontade do aluno, da instituição e da sociedade como um todo. Não transformamos nada sozinhos, mas transformamos. O primeiro passo é a vontade. O segundo começa daqui a pouco, naquela sala difícil, com aquela turma sentada no fundo e naqueles angustiantes dez minutos que você vai levar para conseguir fazer a chamada… Vamos lá?

Publicado em DocSlide

(*)Leandro Karnal é um historiador brasileiro, atualmente professor da Universidade Estadual de Campinas na área de História da América.Wikipédia


terça-feira, 21 de julho de 2015

A criança tímida pode ser tudo, menos um problema de indisciplina. Na verdade, ela é exatamente o oposto.

Enquanto muitos de seus colegas trabalham duro para conseguir atenção, às vezes de forma turbulenta, a criança tímida batalha igualmente, no sentido de evitar o tumulto ou a bagunça.

Temerosos de chamar a atenção para si mesmas, elas preferem se misturar com o grupo.

Mais espectador que participante, ela tende a sair de cena ao invés de encarar um confronto. Uma criança tímida pode ser mal interpretada pelos colegas, que geralmente a vê como hostil e conclui que ela não quer brincar ou relacionar-se com eles.

Na realidade, a criança tímida geralmente quer se envolver com seus colegas, mas não sabe como começar ou manter uma conversação.

Os professores também podem interpretar mal a criança tímida, confundindo sua relutância em interagir com o grupo como uma escolha. Os professores podem concluir que uma criança tímida é academicamente lenta, ou ainda que, por serem bem comportadas, precisam de pouca atenção.

Embora seja verdade que uma criança tímida muitas vezes seja um aluno aplicado, esta criança ou jovem frequentemente precisa de atenção do professor para estimulá-la e dar-lhe a confiança para amadurecer em seus relacionamentos.

O fato é que muitas vezes apenas nos concentramos naqueles que nos dão trabalho e trazem problemas, e negligenciamos os demais que estão quietinhos, sem darmos conta de que esses alunos estão enfrentando sérios problemas ligados a relacionamento e autoestima.

O que a Professora pode fazer:

1. Coloque o aluno tímido perto da sua mesa, pois isso permitirá que o aluno possa falar com mais facilidade sem preocupar-se com os demais colegas que estão atrás dele.
2. Coloque o aluno tímido ao lado de outro colega tímido, pois facilitará a ambos iniciar uma amizade e a interação.
3. Estabeleça constante contato com o aluno tímido. Quanto mais você for bem sucedida no desenvolvimento de uma relação de confiança com o aluno, mais provável será que ele desenvolva a confiança necessária para relacionar-se com os seus pares. Tente encontrar tempo para fazer algumas atividades que a criança goste.
4. Fale reservadamente com o aluno tímido. Crianças tímidas precisam de prática em conversar com as pessoas. Mesmo pequenas conversas semanais acerca dos seus interesses os auxiliam a desenvolver habilidades sociais em uma zona de conforto segura.
5. Ensine sobre interação social. O ponto fraco das crianças tímidas é justamente a péssima interação social. Eles não sabem o que dizer, como se aproximar, como devem se portar, sobre o que e como devem falar sem parecerem ridículos . Assim, é preciso que eles sejam ensinados a praticarem pequenos gestos que os ajudem a desinibir e fazê-los sentirem-se seguros na presença de outras pessoas tais como: olhe sempre para o rosto da pessoa que estiver conversando, sempre sorria, ofereça ajuda, agradeça, faça elogios, não tema aproximar-se.
6. Fazendo Amigos. A falta de traquejo social faz com que os alunos tímidos tenham poucos ou nenhum amigo. Por essa razão estão sempre isolados e são sempre vistos sozinhos. Esses alunos querem se envolver com os demais colegas, mas preferem isolar-se e preservarem-se de serem ridicularizadas, pois assim é menos doloroso.

Se você tem alunos nesta condição está na hora de começar a dar uma mãozinha e promover a interação entre os alunos para que as famosas "panelinhas" sejam quebradas e todos tenham chances iguais de se conhecerem e se relacionarem.

Organize os grupos de forma que esses alunos possam interagir com outros colegas que tenham os mesmos interesses.

Agrupe pares com um aluno tímido e um mais descolado para desenvolver atividades mais divertidas, assim o tímido tem a chance de ser auxiliado pelo parceiro e vice versa. Atividades assim reforçam a cumplicidade e companheirismo.

Dando um empurrão extra
É fato que crescemos quando somos desafiados a sair da nossa zona de conforto.
Assim, será necessário, uma vez ou outra, submeter esses alunos a situações com certo limite de desconforto e ansiedade. Alunos tímidos não gostam de realizar apresentações em público porque não se sentem confortáveis em falar para uma plateia. No entanto, depois que você tiver desenvolvido todas as dicas acima, é o momento de começar a propor desafios desse tipo. Afinal, o propósito é ajudar essas crianças a superarem a barreira do medo e da insegurança.

Quando os Amigos isolam o colega que é tímido
Todas as crianças precisam de uma conexão com seus pares. Para aqueles que estão à margem da sociedade, a escola traz amargas lembranças de um período em que foram rejeitados e sofreram isolamento social .
Você já teve dificuldade em encontrar um parceiro para um trabalho em grupo? Nunca era escolhida para uma brincadeira ou um jogo? Tinha apenas alguns poucos colegas para brincar no intervalo? Costumava tomar o lanche sozinha?
Além do efeito que tal isolamento tem sobre a autoestima da criança, ele também pode ter um impacto significativo sobre a sua adaptação escolar.
A criança que fica isolada tem negadas não apenas as oportunidades de aprender as habilidades necessárias para desenvolver e manter amizades, mas também tem o seu desempenho escolar afetado, já que sua saúde emocional fica comprometida.
Não é de surpreender que as crianças que se sentem isoladas de seus pares tendem a ter cada vez mais problemas sociais e acadêmicos à medida que envelhecem.

O que o(a) Professor(a) pode fazer:

1. Procure saber porque a criança está isolada.
Encontre tempo para observar o aluno em diferentes contextos, como no horário do lanche, na entrada, na saída, na quadra, no pátio, corredores, etc. Converse com os pais e professores do ano anterior. A informação que você recebe pode ajudá-la a determinar se as dificuldades do aluno estão relacionadas a questões de timidez, prepotência, agressividade, aparência, higiene.

Você não faz ideia de como as crianças e jovens podem ser cruéis e isolar um colega por motivos banais e até mesmo inexplicáveis.

2. Crie intervenções junto aos Colegas.

  • Ofereça atividades para integração de todos os alunos
  • Crie projetos onde seja trabalhada a cooperação
  • Levante os pontos fortes, talentos e habilidades de todos os alunos e faça-os compartilhar. Assim todos verão uns aos outros sob outra perspectiva


3. Crie intervenções junto ao Aluno.

  • Converse com o aluno e ofereça ajuda
  • Peça para o aluno listar os pontos fortes e
  • Listar as situações em que utilizou os pontos fortes
  • Peça para o aluno listar os pontos fracos e
  • os problemas que está enfrentando devido a isso
  • Peça para o aluno listar que tipo de ajuda gostaria de receber
  • Dê orientações, dicas, sugestões


4. Crie intervenções junto aos Pais.
Encoraje os pais dos alunos tímidos para estimular e ajudar a nutrir os relacionamentos do filho com os colegas.
Você pode sugerir aos pais que abram o lar para receber os colegas do filho. Dê-lhes ideias de como estruturar essas visitas, inclusive convidando apenas uma criança de cada vez e proporcionando uma atividade atraente para a primeira visita. Exemplo: Passar um final de semana, ir assistir a um vídeo (sessão Pipoca), Fazer uma Noite do Pijama (para as meninas). Depois essas visitas podem ser transformadas em Passeios, Festas, Viagens.

Alunos quietinhos não dão problemas, então porque ater-se tanto a eles? Por não causarem transtornos, ou nunca estarem envolvidos em questões de indisciplina, esses alunos são comumente invisíveis aos nossos olhos, mas são esses que se tornam desajustados socialmente.

Alerto que essas situações de isolamento levam várias crianças e jovens a desgostarem de si mesmas ou da vida, encaminhando-as a praticarem a auto mutilação e até mesmo a cometerem o suicídio. Por isso fique atenta aos sinais de ferimentos nos braços, pulsos e pescoço.

Por isso, na próxima vez que você ver um aluno quietinho em um canto, sozinho, afastado dos demais, lembre-se de que ele não dá trabalho na sala de aula, mas precisa que alguém se dê ao trabalho de importar-se com ele.

Recebido por E-Mail

sexta-feira, 8 de maio de 2015


Professor na frente da sala e alunos apenas escutando soa chato? Não é o único problema: esse tipo de aula também pode ser menos efetivo.
Quantas vezes durante uma aula entediante tudo o que você mais quis era estar na sua cama dormindo? Talvez o problema estivesse na metodologia de ensino. Pelo menos é o que defende um novo estudo de pesquisadores norte-americanos.
A análise revela que universitários submetidos a aulas tradicionais, em formato de palestras, são mais propensos à reprovação do que alunos em contato com métodos de aprendizado mais ativos e estimulantes.
"As universidades foram fundadas na Europa Ocidental em 1050 e aulas tradicionais tem sido a forma predominante de ensino desde então", diz o biólogo Scott Freeman, da Universidade de Washington. Ele e um grupo de colegas analisaram 225 estudos sobre métodos de ensino.
Abordagens de ensino que transformam os alunos em participantes ativos reduzem taxas de reprovação Os resultados foram publicados nesta quarta-feira, 12, na Proceedings of the National Academy of Sciences, e mostram que abordagens de ensino que transformam os alunos em participantes ativos, em vez de apenas ouvintes, reduzem taxas de reprovação e impulsionam notas em cerca de 6%.
"A mudança nas taxas de insucesso é enorme", diz Freeman. Para Eric Mazur, físico da Universidade de Harvard, que fez campanha contra aulas tradicionais por 27 anos, esse é "realmente um artigo importante". "A impressão que tenho é que é quase antiético dar palestras, se você tem esses dados", avalia.
Freeman diz que ele começou a usar as novas técnicas, mesmo com turmas grandes. Segundo a Science, embora ainda utilize slides do Power Point, apresenta apenas perguntas e interage com os alunos, inclusive chamando de forma aleatória. "Meu curso de biologia introdutório ganhou 700 alunos", afirma.

Publicado na Galileu/Sociedade

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  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia