domingo, 11 de maio de 2008

“Uma previsão bem-feita do que será realizado em classe melhora muito o aprendizado dos alunos e aprimora a sua prática pedagógica” (Márcio Ferrari)

Por mais experiente que o professor seja, ele não deverá entrar em classe sem antes planejar a aula. Por mais formal que a elaboração de um plano de aula pareça, ele não dispensa a oração nem a direção do Espírito em sua elaboração. Agindo assim, tem-se uma garantia de que as aulas vão ganhar qualidade e eficiência.
1. O que é um Plano de Aula
O plano de aula pode ser definido como a previsão dos conteúdos e atividades de uma ou de várias aulas que compõem uma unidade de estudo (trimestres, no caso das lições bíblicas). Dessa forma, “ele limita-se à previsão do desenvolvimento a ser dado ao conteúdo da matéria (lição) e as atividades de ensino-aprendizagem proposta de acordo com os objetivos no âmbito de cada aula”. (GIL, 2007, p. 40)
2. Elaboração do Plano de Aula
Não existe um padrão único na elaboração de um plano de aula. É preciso, no entanto, que um mínimo de coerência seja percebido na seqüência dos elementos a serem considerados no processo ensino-aprendizagem.
Buscando uma forma simples e funcional, adotaremos os componentes abaixo, como partes integrantes do plano de aula a ser implementado nas Escolas Bíblicas Dominicais da AD em Abreu e Lima. São eles:
a) Identificação do Plano. Nesta parte são indicados os seguintes dados:
NOME DA ESCOLA:
NÚMERO DA CLASSE:
NOME DO PROFESSOR:
TRIMESTRE:
NÚMERO E DATA DA LIÇÃO BÍBLICA:
TEMA DA LIÇÃO BÍBLICA:
b) Objetivos. Os objetivos apontam para o elemento central do plano. Define aonde se quer chegar, o que deseja ser alcançado. Os objetivos devem ser claros e bem definidos. As lições bíblicas de mestre, para facilitar a vida dos professores, trazem os objetivos já definidos, o que não impede que os mesmos possam ser redefinidos, à medida que o professor perceba tal necessidade.
c) Conteúdo. Os conteúdos neste caso, já são previamente estabelecidos, mediante uma análise criteriosa de uma equipe devidamente qualificada, que compõem o setor de educação cristã da CPAD, editora responsável pela publicação e distribuição das lições bíblicas. Envolvem de forma geral, temas relacionados à Bíblia sagrada, que vão incluem o estudo teológico sistemático, introdução e comentários dos livros da Bíblia, Família Cristã, vida cristã e outros.
d) Estratégia ou Método de Ensino-Aprendizagem. Estratégias ou métodos são caminhos a serem percorridos pelo professor, visando o alcance dos objetivos estabelecidos. Os procedimentos a serem utilizados para facilitar o fazer pedagógico são aqui esclarecidos. Dentre os vários métodos ou estratégias previstas, podemos citar:
- Aulas expositivas
- Perguntas e Respostas
- Seminários
- Júri Simulado
- Estudo de Caso
- Discussão
Para um melhor conhecimento destes métodos de ensino, sugerimos consultar as referências no final dessa abordagem.
e) Recursos Didáticos. Podem ser definidos como os meios que “servem para estruturar conceitos necessários à compreensão do que está sendo estudado. Isto é, são recursos auxiliares do ensino que facilitam a assimilação da mensagem que se pretende comunicar” (TULER, 2003, p. 39). Existe uma grande variedade destes recursos, que vão desde o quadro branco com marcador, até o uso de computadores e projetores de última geração. A previsão para o uso dos recursos didáticos, precisa estar dentro da realidade e disponibilidade de cada escola e professor.
f) Avaliação. Como podemos verificar a eficácia do processo-ensino aprendizagem, de que formar podemos comprovar se os objetivos foram alcançados? A resposta é: avaliando os alunos. A avaliação pode ser feita através da elaboração dos questionários (o da lição bíblica pode ser utilizado), perguntas diretas, avaliação no final do trimestre, observação etc. No caso do ensino cristão, uma vida transformada, que resulta numa mudança de caráter, comportamento, envolvimento no serviço cristão e maior comunhão com Deus e com o próximo, é sem dúvida alguma, a prova cabal que os objetivos de nossa prática pedagógica foram alcançados.
3. Referências Bibliográficas
GIL, Metodologia do ensino superior. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
GILBERTO, Antonio. Manual da escola bíblica dominical: pela excelência do ensino da palavra de Deus. 17. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
TULER, Marcos. Manual do professor de escola dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
______. Recursos didáticos para a escola dominical: ferramentas indispensáveis ao ensino bíblico infanto-juvenil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

quarta-feira, 19 de março de 2008


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terça-feira, 11 de março de 2008



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sábado, 23 de fevereiro de 2008


Excelente Material para uso em sala de aula.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008



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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O cristão precisa ter sua biblioteca particular. O professor e líder muito mais.
O grande apóstolo Paulo tinha suas fontes de consulta, 2 Tm 4.13. Sempre houve muitos livros no mundo. Salomão no seu tempo já dizia: "Não há limite para fazer livros", Ec 12.12.
Não se trata de ter muitos livros, mas tê-los bons, sadios, abrangendo cultura secular e cultura Bíblica em geral. Livros há que só servem para alimentar o fogo, At 19.19. Aqui estão algumas boas fontes de consulta:
A Bíblia - Se possível, todas as versões em português e versões em outras línguas.
Dicionário de Português - E em outras línguas também, principalmente grego e hebraico se conhecer os idiomas, claro.
Dicionário Bíblico - Dicionário Bíblico On line: Dicionário Bíblico Online; Também sugiro o Dicionário Bíblico que se encontra AQUI NO BLOG para download
Gramática da Língua Portuguesa
Concordância Bíblica
Chave Bíblica
Comentários Bíblicos
Manuais de Doutrina
Atlas Bíblico - No portal http://www.biblemap.org/, temos uma excelente ferramenta.
Didática Aplicada - O tratado de Comenius, Didática Magna, pode ser baixado AQUI no Blog
Apontamentos individuais (caderno ou fichário) ou ainda em meio digital: Computador, CDs, DVDs, etc.


Observações sobre fontes de consulta:
• Os livros são bons, mas não substitutos da Bíblia.
• Há pessoas que após lerem determinado livro, passam a ser um mero eco ou reflexo dele. Devemos ser cautelosos nisso.
• Há divergência entre autores de livros, dado as diferentes escolas e correntes teológicas; mas na Bíblia não há divergência! Portanto Ela é sempre a autoridade suprema e principal; a pedra de toque.
• Devemos estudar a Bíblia não pela luz deste ou daquele teólogo, mas pela Luz do Espírito de Deus, sentindo sempre Seu toque, direção e prumo.
• Não devemos levar mais tempo com os livros do que com a Bíblia mesma.
• É notável que o Novo Testamento inicia com o vocábulo livro, Mt 1.1. Os que não gostam de livros como se situarão aqui?!

Fonte: Manual da Escola Dominical / CPAD
Autor: Antonio Gilberto, com alterações e sugestões de Márcio Melânia
Pr. Elinaldo Renovato de Lima

INTRODUÇÃO
A Bíblia é a Palavra de Deus enviada aos homens. Nela, encontramos a Didática divina, desde o Velho Testamento até o Novo Testamento. Vemos Deus tratando com o homem, ensinando-lhe, treinando-lhe e testando ou avaliando seu comportamento ante os seus sábios ensinamentos. Com Jesus Cristo, encontramos a perfeição do ensino , em seus discursos, nas parábolas, nas interrogações, nos diálogos e na prática de sua doutrina. Neste trabalho, tentamos fazer alguma ligação entre a didática do ensino e a Bíblia.

1. CONCEITOS
1.1. DIDÁTICA. 1."A técnica de dirigir e orientar a aprendizagem; técnica de ensino"..2."O estudo desta técnica". (Dic. Aurélio). "É a ciência, a arte e a técnica de ensinar". Como ciência, baseia-se em princípios científicos, chamados de "leis do ensino"; como arte, envolve a prática e a habilidade em comunicar conhecimentos; como técnica, utiliza métodos e recursos que facilitam o processo ensino-aprendizagem.

1.2. EDUCAÇÃO. "Podemos dizer que a educação é um processo contínuo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da vida".(EETAD, p.6); GREGORY (p. 11,12) vê dois conceitos de educação: "Primeiro, o desenvolvimento das capacidades; segundo, a aquisição de experiência". "É a arte de exercitar e a arte de ensinar". Com isso, o resultado esperado é "uma personalidade bem desenvolvida física, intelectual e moralmente, com recursos tais que tornem a vida útil e feliz, e habilitem o indivíduo a continuar aprendendo através de todas as atividades da vida".
1.3. EDUCAÇÃO CRISTÃ. É o processo de ensino-aprendizagem proporcionado por Deus, através de sua Palavra, pelo Poder do Espírito Santo, transmitindo valores e princípios divinos. É diferente da educação secular, que só transmite instruções e conhecimentos, deixando de lado os valores éticos, morais e espirituais. Por isso, a base da Educação Cristã é a Bíblia Sagrada.
1.4. EDUCAÇÃO RELIGIOSA. "...é um programa de ensino bíblico, cuja finalidade visa à integração da pessoa na igreja, seu desenvolvimento espiritual e maturidade cristã" (DIRETRIZES da Ed. Religiosa nas Ass. de Deus, p. 1). A educação religiosa é desenvolvida:
1) NA IGREJA (No ministério pastoral)
2) NA ESCOLA DOMINICAL
3) NO LAR (Culto Doméstico, atitudes, exemplo dos pais, etc)

1.5. PEDAGOGIA. Originariamente, pedagogia significava "a ciência de dirigir crianças". A palavra vem de PAIDOS (Criança), AGEIN (conduzir) e LOGIA (tratado, ciência, estudo); 1."Teoria e ciência da educação e do ensino; 2.conjunto de doutrinas, princípios e métodos de educação e instrução que tendem a um objetivo prático" (Dic.). Enquanto a Didática (prática) se volta para o ensino propriamente dito, a pedagogia volta-se para a Educação (Ciência, doutrina).


2 - OS OBJETIVOS DO ENSINO NA IGREJA
De acordo com GILBERTO (P. 153-4), os objetivos do ensino bíblico são:
1) O aluno e suas relações com Deus (Is 64.8);
2) O aluno e suas relações com o Salvador Jesus (Jo 14.6);
3) O aluno e suas relações com o Espírito Santo (Ef 5.18);
4) O aluno e suas relações com a Bíblia (Sl 119.105);
5) O aluno e suas relações com a Igreja (At 2.44; Ef 4.16);
6) O aluno e suas relações consigo mesmo (Fp 1.21; 3.13,14);
7) O aluno e suas relações com os demais alunos e com as demais pessoas (Mc 12.31).

O PAPEL DO PROFESSOR
Sendo a Didática a arte e a técnica de transmitir o ensino ou os conhecimentos, o professor tem papel fundamental, no sentido de "estimular, dirigir e auxiliar a aprendizagem..."(CGADB, P. 11). O Professor cristão deve ser um instrumento nas mãos do Espírito Santo, para transmitir a Palavra de Deus. Jesus disse: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 19.28).
Segundo GRIGGS (p. 18-20), o professor cristão deve ser amigo, procurando relacionar-se bem com os alunos; deve ser intérprete, traduzindo para os alunos aquilo que lhes é ensinado; planejador, procurando adaptar as lições, os currículos às necessidades dos alunos; aprendiz, estando disposto a colocar-se no lugar dos que querem sempre aprender mais para ensinar melhor.
Além disso, o professor cristão deve ser um EXEMPLO para seus alunos. "Assim falai, assim procedei..."(Tg 2.12). Na escola secular, o professor pode ser um mero transmissor de conhecimentos. Na Igreja, é diferente. O professor tem que ser didático e exemplar.

Há dois tipos de docentes:
DOCENTE TRADICIONALDOCENTE MODERNO
Possui o saber e o dá já feito, "mastigado"Promove o saber, ensina a aprender
Possui autoridade (tendência autocrática)Cria a responsabilidade (tend. democr.)
Toma decisões por siEnsina a tomar decisões
Faz-se escutarEscuta, faz falar
Aplica normas rígidas, estabelecidas por ele mesmoFaz o grupo estabelecer suas próprias normas
Fixa objetivos e faz planosPropõe objetivos e planifica com o grupo
Preocupa-se com a disciplinaPreocupa-se com o processo grupal
Avalia sóTrabalha com o grupo
Trabalha com indivíduosTrabalha com o grupo
Sanciona, intimidaEstimula, orienta e tranqüiliza
 VILARINHO, P. 70

Na maioria das igrejas, o professor típico possui muitas das qualidades do docente tradicional.

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o texto publicado originalmente no sítio FrancoWO Web Site (www.francowo.org) ou clique na figura acima

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

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Jan Amos Komenský

Jan Amos Komenský
Comenius
  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia