sexta-feira, 8 de maio de 2015


Professor na frente da sala e alunos apenas escutando soa chato? Não é o único problema: esse tipo de aula também pode ser menos efetivo.
Quantas vezes durante uma aula entediante tudo o que você mais quis era estar na sua cama dormindo? Talvez o problema estivesse na metodologia de ensino. Pelo menos é o que defende um novo estudo de pesquisadores norte-americanos.
A análise revela que universitários submetidos a aulas tradicionais, em formato de palestras, são mais propensos à reprovação do que alunos em contato com métodos de aprendizado mais ativos e estimulantes.
"As universidades foram fundadas na Europa Ocidental em 1050 e aulas tradicionais tem sido a forma predominante de ensino desde então", diz o biólogo Scott Freeman, da Universidade de Washington. Ele e um grupo de colegas analisaram 225 estudos sobre métodos de ensino.
Abordagens de ensino que transformam os alunos em participantes ativos reduzem taxas de reprovação Os resultados foram publicados nesta quarta-feira, 12, na Proceedings of the National Academy of Sciences, e mostram que abordagens de ensino que transformam os alunos em participantes ativos, em vez de apenas ouvintes, reduzem taxas de reprovação e impulsionam notas em cerca de 6%.
"A mudança nas taxas de insucesso é enorme", diz Freeman. Para Eric Mazur, físico da Universidade de Harvard, que fez campanha contra aulas tradicionais por 27 anos, esse é "realmente um artigo importante". "A impressão que tenho é que é quase antiético dar palestras, se você tem esses dados", avalia.
Freeman diz que ele começou a usar as novas técnicas, mesmo com turmas grandes. Segundo a Science, embora ainda utilize slides do Power Point, apresenta apenas perguntas e interage com os alunos, inclusive chamando de forma aleatória. "Meu curso de biologia introdutório ganhou 700 alunos", afirma.

Publicado na Galileu/Sociedade

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Educar e dar educação são tarefas opostas: educar é ensinar como encontrar a verdade; dar educação, como escondê-la. Mas como lidamos com essa contraditória tarefa diariamente imposta de educar e dar educação?

Daniel Martins de Barros(*)

Dar educação é algo muito diferente de educar. Na verdade, é o oposto. Educar é ensinar como encontrar a verdade; dar educação é ensinar como escondê-la. Educar é promover o desenvolvimento do raciocínio, estimular a capacidade crítica, encorajar o aprofundamento nas questões. Dar educação é ensinar a não falar o que se está pensando, não apontar o que se está vendo, não se alongar em assuntos impertinentes. Educar cria gente incômoda. Dar educação cria gente acomodada. Mas ambos são necessários.
Não seria possível – ou de meu ponto de vista, desejável – criarmos uma sociedade de gente “sem educação”. Não gosto que soltem pum na minha frente, mas se acontecer de eu soltar, não quero que comentem. Nem todas as verdades podem ser ditas para o bem da harmonia entre as pessoas. Não é prudente andarmos desafiando as leis de trânsito. Mas paradoxalmente, um bando de gente absolutamente educada teria dificuldade de promover avanços na sociedade. A lei, a ordem, as regras, são essencialmente conservadoras: por definição, elas existem para manter as coisas como estão. A obediência total seria paralisante. E perigosa: é famoso o exemplo dos carrascos nazistas levados a julgamento que se defendiam dizendo que estavam apenas cumprindo ordens, sendo obedientes. Mesmo os juízes alemães que condenaram judeus baseados em leis que hoje nos parecem absurdas alegavam, posteriormente, que só estavam cumprindo a lei – não para isso que serve um juiz? – perguntavam. Veja como também é preciso saber desobedecer.
Os pais e professores sabemos muito bem disso tudo. Mas como lidamos com a contraditória tarefa diariamente imposta de educar e dar educação ao mesmo tempo? Tentamos desesperadamente desviar o olhar dos nossos filhos e alunos do ponto essencial – a possibilidade de questionamento – para a questão colateral de qual é a fonte das regras. Mais ou menos assim: se sou “eu” ou alguma “autoridade” que está falando, obedeça; se são as “suas companhias”, questione. Claro que isso se sustenta por pouco tempo. Uma vez que a objeção se torna uma ferramenta, seu alcance deixa de ser controlável.
Existe uma solução, mas ela é trabalhosa. Em primeiro lugar poderíamos aceitar a realidade desse paradoxo, ensinando aos jovens desde logo que tudo pode ser questionado. O medo que nos assola nesse momento é o da perda de poder: e se eles resolverem questionar tudo? Seremos capazes de justificar todas as regras? Será a anarquia? Não necessariamente, se também transmitirmos os fundamentos da vida em sociedade: a dignidade absoluta da vida humana, o exercício da empatia, o consequente respeito ao próximo. Esses aspectos, contudo, não são simplesmente “ensináveis”; antes, são assimilados pela observação. Então, só mesmo construindo esse “ethos educado” é que podemos “dar educação”. O escritor americano Alfie Kohn chama essa postura de “rebeldia reflexiva” – quer se rebelar? Tudo bem, mas justifique racionalmente o porquê.
Difícil, não é? Tão mais fácil dizer “Porque eu estou mandando”, ou “Porque senão a polícia prende”. Tão mais complicado buscar o discernimento do certo e do errado, para além das normas, mantendo o foco no outro. Mas não vejo outra saída. Pois como disse Jean Jaurès: “Ninguém ensina o que sabe. Ninguém ensina o que quer. Só se ensina o que se é”.

(*) é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor). Doutor em Ciências e bacharel em Filosofia, ambos pela Universidade de São Paulo (USP).

Publicado em Estadão

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Algumas técnicas podem aumentar a sua compreensão de texto, tornando os estudos mais produtivos e eficientes; confira quais são elas.

A leitura é um hábito indispensável na rotina de qualquer pessoa, sobretudo na dos estudantes. Seja na escola ou na universidade, os livros estão sempre presentes, e uma boa interpretação de textos é essencial para compreender o conteúdo estudado. Quando o aluno entende o que lê, ele torna a assimilação da matéria muito mais fácil, e, consequentemente, ele irá garantir um bom desempenho nas provas.

Confira a seguir 4 atitudes fundamentais para facilitar a sua leitura:

1 - Mantenha o foco nas partes mais importantes do texto
Ao ler um texto, priorize as partes mais relevantes e, em seguida, destaque-as.

2 - Faça um resumo
Durante a leitura, procure escrever um breve resumo para que você possa identificar quais são os principais argumentos do autor, o contexto e a descrição do texto (nomes e datas importantes, por exemplo).

3 - Reserve um tempo suficiente para a leitura
Não leia com pressa. Procure reservar pelo menos uma hora para a leitura, de modo que você possa tirar um bom aproveitamento da leitura, compreendendo os principais assuntos abordados ao longo do texto.

4 - Pesquise informações complementares relacionadas ao texto
Procure realizar pesquisas paralelas que estejam relacionadas com a sua leitura. Busque informações relevantes, identificando as principais características do autor: quais são as suas principais ideias, qual é o contexto abordado por ele, seus argumentos, entre outras.

Aplique essas dicas em 2015 e torne a sua leitura muito mais eficiente!

Publicado no Universia Brasil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

É também necessário reconhecer que os estudantes podem estar com problemas e, por isso, fazer ajustes podem ser necessários para que eles continuem acompanhando as aulas
Quem assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos” sabe que o personagem de Robin Williams é tido pelos seus alunos como um bom professor. Se você deseja ser visto assim pelos estudantes da sua classe, conheça algumas atitudes que todo bom professor tem e reflita sobre seus métodos.

1 – Dar exemplo
Imagine a seguinte situação: os alunos começaram a usar muito as redes sociais na sala de aula e, por isso, o desempenho da turma caiu. Diante disso, o professor decidiu que a melhor maneira de lidar com isso seria proibir o uso de aparelhos durante a aula. Contudo, ele mesmo continua usando o celular na escola, inclusive durante suas exposições, ainda que seus objetivos não tenham relação com a aula. Num cenário como esse, as chances dos alunos respeitarem esta regra são mínimas. O professor deve ser o exemplo para os alunos, mostrando o caminho para que eles desenvolvam as competências necessárias. Portanto, se ele decidiu colocar em vigor uma medida como essa, ele também deve segui-la.

2 – Adaptar-se
Muitas vezes, a linha de raciocínio tradicional transmitida nos livros não é compreendida pelos estudantes imediatamente. Por isso, o professor deve saber aproximar o conteúdo didático do universo dos estudantes. Aulas práticas, músicas, filmes, atividades em grupo. São muitas as possibilidades para fazê-lo de modo eficiente, basta que o docente saiba como se adaptar e relacionar o tema a cada situação. É também necessário reconhecer que os estudantes podem estar com problemas e, por isso, fazer ajustes podem ser necessários para que eles continuem acompanhando as aulas. Pense "fora da caixa" para que ele consiga na escola encontrar motivação para seguir em frente.

3 – Dedicar-se
Educar crianças e jovens é um trabalho que exige dedicação. Preparar-se para as aulas, buscar materiais de apoio de fácil acesso aos estudantes, disponibilizar tempo para que eles tirem suas dúvidas. Embora seja cansativo em alguns momentos, o resultado compensa. Além disso, ao demonstrar dedicação com seu trabalho, seus alunos se sentirão motivados a fazer o mesmo, já que você está dando o exemplo.

4 – Continuar aprendendo
Embora seu ofício seja ensinar, os professores estão continuamente aprendendo, seja com seus alunos, seja se inscrevendo em cursos e palestras. É importante ter esta atitude diante da sua profissão, afinal a cada dia tecnologias são desenvolvidas e descobertas são feitas, de modo que o que você sabe também sofre alterações. Somado a isto, investir no seu crescimento intelectual e profissional apenas contribui para a sua carreira e para o aprendizado dos seus alunos. Então, continue a aprender.

Publicado em Universia Brasil

terça-feira, 25 de novembro de 2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fazer uma boa apresentação no Microsoft PowerPoint pode não ser uma tarefa trivial, pois para projetar e preparar uma apresentação que seja eficaz, se requer algum esforço e prática para aqueles que não costumam criar apresentações, e até para um apresentador mais experiente, que necessite fazer uma apresentação mais destacada.
Aqui vamos dar algumas dicas para conseguir fazer uma boa apresentação em PowerPoint.

Primeiro de tudo, a apresentação deve contar uma história, transmitir uma mensagem e ter um objetivo.
Se for uma apresentação sobre vendas, então devemos demonstrar aos interessados "vendendo" alguma coisa, um serviço, um produto ou uma ideia.
Se for uma apresentação de negócios para demonstrar o equilíbrio e desempenho dos gerentes de negócios da empresa, devemos tentar transmitir como foi o desempenho do último período.
Se se trata de uma apresentação de tese final na Universidade, então, provavelmente, temos que traduzir para uma mesa acadêmica, conceitos aprendidos, o resultado da pesquisa e a defesa da tese.

Então vamos conversar.
Para criar uma boa apresentação em PowerPoint é preciso criar um segmento.
Por isso é ideal ficar claro qual a duração total que você tem para a apresentação e diagramar a mesma com base no tempo disponível.
Se for uma apresentação de 20 minutos, se for de 1 hora, deve-se levar em conta o período de tempo para uma introdução e conclusão. e muitas vezes é preciso deixar um tempo para perguntas.

O design desempenha um papel importante, mas não é tudo.
Mais importante é o conteúdo da apresentação. Preste atenção para não usar modelos padrão que podem tornar a apresentação muito chata.
Para resolver isto, existem sites que oferecem modelos originais com com design atraente para um tema específico e que podem ser baixados gratuitamente.

Use diagramas, auxílios visuais, imagens
Eles podem ajudar a compreender a mensagem que queremos transmitir.
Por exemplo, em vez de apresentar tabelas com dados em um slide, podemos usar gráficos atraentes ou quadros que resumem as informações e tornam mais fácil a compreensão à primeira vista.
Um gráfico tipo "torta" ajuda a compreender como os conceitos foram alocados.
Isto é ideal, por exemplo, para exibir as vendas por categoria em uma empresa, bem como outros dados por item.
Você pode baixar gráficos e diagramas para apresentações em PowerPoint gratuitamente como este excelente diagrama de funil abaixo:



Pesquisando, você pode encontrar gráficos diferente e atraentes, como gráficos de pizza, gráficos 2D e 3D para uso em suas apresentações. Por exemplo, este atraente torta é ideal para mostrar uma linha do tempo. Veja como é graficamente atraente.


Finalmente, os slides do final da apresentação devem ser cuidadosamente projetados para completar com sucesso a apresentação, levantar questões se necessário ou para exibir informações de contato, bem como do apresentador.

Liz Evans, no Brasil Post

Esse ano, Simon está na quarta série e Grace na primeira, e me pego fazendo a mesma pergunta todo dia quando chegam da escola: “Então, como foi a escola hoje?”
E todo dia eu recebo uma resposta tipo “legal” ou “tudo bem”, que não me diz muita coisa.

E EU QUERO SABER BASTANTE COISA!!!

Ou pelo menos ouvir uma frase completa. Então a outra noite, eu sentei e fiz uma lista de perguntas mais estimulantes para fazer aos meus filhos sobre a escola. As perguntas não são perfeitas, mas pelo menos meus filhos respondem com frases completas e algumas até renderam boas conversas… e respostas hilárias… e me fizeram entender melhor como os meus filhos pensam e sentem sobre a escola.
1. Qual foi a melhor coisa que aconteceu na escola hoje? (Qual foi a pior coisa que aconteceu na escola hoje?)
2. Me conte sobre alguma coisa que te fez rir hoje.
3. Se pudesse escolher, do lado de quem gostaria de sentar na classe? (Ao lado de quem NÃO gostaria de sentar? Por quê?
4. Qual é o lugar mais legal na escola?
5. Me diga uma palavra esquisita que você ouviu hoje. (Ou uma coisa estranha que alguém disse hoje.)
6. Se eu ligasse para a sua professora hoje a noite, o que ela me diria sobre você?
7. Como você ajudou alguém hoje?
8. Como alguém lhe ajudou hoje?
9. Me diga uma coisa que você aprendeu hoje.
10. Em que momento você se sentiu mais feliz hoje?
11. Quando ficou com tédio hoje?
12. Se uma espaçonave alienígena chegasse para abduzir alguém da sua sala, quem você gostaria que eles levassem?
13. Com quem você gostaria de brincar no recreio e nunca brincou antes?
14. Conte uma coisa boa que aconteceu hoje.
15. Que palavra a professora mais falou hoje?
16. O que você acha que deveria fazer/aprender mais na escola?
17. O que você acha que deveria fazer/aprender menos na escola?
18. Com quem você poderia ser mais legal na sua classe?
19. Onde você mais gosta de brincar no recreio?
20. Quem é a pessoa mais engraçada na sua classe? E porque ele/ela é tão engraçado(a)?
21. Do que você mais gostou na hora do almoço (ou lanche)?
22. Se você fosse o professor/professora amanhã, o que você faria?
23. Tem alguém na sua classe que precisa ficar de castigo?
24. Se você pudesse trocar de lugar com alguém na classe, com quem trocaria? Por quê?
25. Me conte sobre três vezes diferentes em que você usou o seu lápis hoje na escola.

Até agora, as minhas respostas favoritas foram as das perguntas 12, 15 e 21. Perguntas como a do “alienígena” deixa a criança expressar de forma não-ameaçadora quem eles preferiam não ter na classe e abre o caminho para um diálogo sobre o por quê desse sentimento, possivelmente revelando questões das quais você não fazia ideia antes.
E as respostas que ouvimos são realmente surpreendentes, as vezes. Quando eu fiz a pergunta 3, eu descobri que um dos meus filhos não queria mais sentar do lado de um melhor amigo na classe – não por um desejo de ser maldoso ou chato, mas pela vontade de ter a chance de interagir com outras pessoas.
À medida que os meus filhos ficarem mais velhos, eu sei que vou ter que me esforçar cada vez mais para manter a conexão com eles – mas sei que o meu empenho vai valer a pena.

BrasilPost via Livros só mudam as pessoas (altamente recomendado)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014


Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII; já no século 17, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas. Entre essas idéias estavam : o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado. Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico. Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: coerência de propósitos educacionais entre família e escola, desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.
Jan Amos Komenský, nome original de Comenius, nasceu em 28 de março de 1592, na cidade de Uherský Brod (ou Nivnitz), na Moravia, região da Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia (atual República Tcheca). Com a morte dos pais, vence muitas adversidades e estudou Teologia na Faculdade Calvinista de Herbon (Nassau) onde foi aluno de Alsted e se familiarizou com a obra de Ratke sobre o ensino das Línguas. Começou nessa época a elaboração de um Glossário Latino-Checo no qual trabalhou cerca de 40 anos e que perdeu quando Leszno, cidade em que então vivia (1656) foi invadida por um exército católico e incendiada. Com 26 anos de idade, regressa à Morávia. Foi professor na sua antiga escola e tornou-se pastor religioso em Fulnek. Assume então o encargo de dirigir as escolas do Norte da Morávia. Mas a insurreição da Boemia, que praticamente dá início à guerra dos 30 anos, vai marcar em definitivo a sua vida.
A guerra político-religiosa e que foi também uma guerra civil com brutal perseguição aos não católicos, obrigou Comenius a deixar a sua igreja e a entrar em clandestinidade.
As perseguições religiosas acentuam-se e Comenius trabalha para ajudar os seus irmãos na fé. Expulso da Boemia em 1628, refugiou-se em Leszno, na Polonia.
A partir daí, e durante 42 anos, percorre a Europa (não católica) trabalhando sem descanso pelo seu país e pelos projetos científicos e educacionais que o movem. Alimenta e divulga o seu sonho reformista de, por meio da Pansophia, promover a harmonia entre os indivíduos e as nações. Desenvolve então suas principais idéias sobre educação e aprofunda um dos grandes problemas epistemológicos do seu tempo – que era o do método.
Escreveu a Janua Linguarum Reserata e a Didactica Magna (1633-38), sempre buscando seus objetivos fundamentais de uma reforma radical do conhecimento humano e da educação – unidos e sistematizados numa ciência universal.
Alguns amigos tentaram fazê-lo sair de Leszno e fizeram chegar o seu trabalho ao conhecimento de Luis de Geer, filantropo sueco de origem alemã. Foram esses mesmos amigos que publicaram uma obra sua, com o título Prodomus Pansophiae, livro esse que mereceu a atenção do próprio Descartes. Em 1641, vai para Londres com a missão de estabelecer algum entendimento entre o Rei e o Parlamento, e fundar um círculo de colaboração pansófica. Aí permaneceu durante um ano.
Em 1642 recebe um convite de Luís de Geer e do governo de Estocolmo para promover a reforma do sistema escolar da Suécia, onde permaneceu por seis anos, porém, sua missão na Suécia não teve o êxito esperado, pois suas idéias, particularmente as religiosas, não foram bem aceites pelos luteranos suecos.
Em 1648 estabelece-se em Elbing, na Prússia oriental, (então território sueco) e escreve o Novissima Linguarum Methodus, publicado em Leszno. Começou nova obra com vistas à reforma universal da sociedade, trabalho este que o autor não chegou a concluir e que era o De rerum humanorum emendatione Consultatio catholica ; sendo que segundo muitos autores esta obra inacabada é a que mostra de modo mais claro a grande consistência entre o seu pensamento filosófico, educacional e social.

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Jan Amos Komenský

Jan Amos Komenský
Comenius
  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia