terça-feira, 22 de novembro de 2011

“E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes”. Tiago 1.22b

Lecionar no ensino bíblico é um verdadeiro desafio para qualquer professor que deseja ver em seus alunos transformações significante, geradas pelo poder da palavra de Deus, entretanto para que isso ocorra e propicie resultados espirituais, o professor deve preparar bem a sua aula, do começo ao fim.
Analisaremos 10 itens relevantes para que o professor possa se basear durante á preparação de sua aula, tais como:

1. Preparo espiritual: É de sua importância o professor separar um tempo no decorrer da semana para oração e consagração, no intuído de Deus lhe conduzir com sabedoria e discernimento bíblico durante o preparo da aula.

2. Interseção: É fundamental o professor interceder pelo pastor, o Gestor da EB, e principalmente pelos seus alunos e seus familiares, para que todo impedimentos e ciladas satânicas sejam aniquilados pelo poder de Deus.

3. Leia o material: O professor deve ler toda revista todos os dias, em sintonia com as passagens bíblicas, em prol de obter uma dimensão da temática da aula, e possíveis formas para ministra - lá.

4. Material de apoio: Durante o processo de elaboração da aula, o professor se depara com muitos termos bíblicos e passagens geográficas desconhecidas, por isso é de grande valia o professor consultar um bom dicionário bíblico e secular, mapas geográficos e bíblias com outras traduções, para sanar possíveis objeções.

5. Objetivos: O professor após estudar a matéria deve determinar quais os objetivos e resultados que pretende transmitir e alcançar na vida do aluno, e a partir dessa meta, conduzir toda sua aula para o atingimento desse propósito.

6. Recursos: O professor deve separar todo recurso didático e pedagógico que pretende utilizar em aula como: jornais, mapas, dicionários, dinâmicas, flip chart, projetor de imagem, vídeo, livros, entre outros.

7. Durabilidade: O professor deve separar no mínimo 2 horas por dia dedicadas exclusivamente ao estudo sistemático da palavra, para consagração e escolha dos recursos didáticos e pedagógicos que serão utilizados em sua aula.

8. Aplicabilidade: o professor deve escolher o método de aula que mais se encaixe no contexto da lição, e, por conseguinte, determinar o momento adequado que  os recursos didático-pedagógico serão aplicados na aula.

9. Revisão: o professor deve revisar toda sua lição, verificando possíveis informações não vistas, adequando métodos ou alterando recursos.

10. Direcionamento: a sintonia com Deus deve ser meta constante do professor, ele deve depender exclusivamente da sabedoria e discernimento de Deus, para que por intermédio da sua grandeza conduzir a sua aula com eficácia.

Estas são algumas dicas dentre centenas que existe, entretanto destacamos aquelas cuja importância é fundamental, portanto professor se você deseja ter crescimento e maturidade espiritual na vida de seus alunos, deve seguir com disciplinas estas recomendações, e acima de tudo ter a direção de Deus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

1 – DEFININDO A PEDAGOGIA

Pedagogia é a arte e ciência de ensinar e educar. A palavra PEDAGOGIA tem origem em 03 vocábulos gregos;

  • PAIDOS : CRIANÇA
  • AGEIN : CONDUZIR
  • LOGIA : TRATADO
São processos e técnicas de ensino que fazem uso das leis psicológicas que regem o crescimento e o comportamento do ser humano.

2 – DEFININDO A ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período da vida que se estende entre a fase da infância e a fase adulta. Ela é um processo dinâmico e não um estado. É um estágio onde acontece um período radical de transição que deve ser vivido com naturalidade e intensidade pelo adolescente e um tempo especial onde os adultos precisam compreendê-los em suas inquietações.
A adolescência é considerada um fenômeno de caráter psicológico e social com diferentes particularidades que variam de acordo com o contexto no qual o adolescente está inserido.
A palavra adolescência deriva do latim ad (a, para) e olescer (crescer), caracterizando, portanto, o processo dinâmico que o indivíduo apresenta na sua aptidão de crescer. A adolescência também tem raízes na palavra adolescer, de onde origina a palavra adoecer. Temos, pois, uma dupla etimológica: crescer no sentido físico e psíquico e adoecer com as transformações biológicas e mentais que se sucedem nesta fase da vida.

3 – CONHECENDO AS NECESSIDADES DO ADOLESCENTE NO PROCESSO PEDAGÓGICO

Ensinar é mais do que transmissão de conhecimentos. È despertar a mente do aluno, promovendo a aprendizagem por parte do mesmo, fazendo-o pensar e agir por si próprio. O ensino bíblico deve visar o homem em todo o seu aspecto, ou seja, espírito, alma e corpo, promovendo a formação de um caráter verdadeiramente cristão.
O educador de Adolescentes, para que alcance os objetivos do processo pedagógico, precisa conhecer as diversas necessidades e inúmeros conflitos que cercam suas vidas. Vejamos alguns aspectos dessas necessidades;
  • Aspectos Físicos : Estão se desenvolvendo rapidamente e tanto podem estar bem dispostos quanto não querendo fazer absolutamente nada. Tornam-se desajustados por causa das transformações físicas que estão ocorrendo em seu corpo.
  • Aspectos Mentais : A capacidade de raciocínio do adolescente está em pleno desenvolvimento. Ele busca novidades, novas descobertas, especula, obstrui, analisa, e critica. “é uma verdadeira transformação na inteligência que afeta todos os aspectos da sua vida”.
  • Aspectos Sociais : O adolescente quer ser adulto e independente. Ele gosta de grupos fechados, fica encabulado facilmente e tem consciência de seus problemas. Cultua heróis, é leal ao seu grupo e tem interesse pelo sexo oposto.
  • Aspectos Psicológicos : A adolescência é a época das emoções profundas, intensas e duradouras, os acordes do sentimento respondem ao maior número de estímulos, gerando sentimentos inconstantes, deixando o adolescente vulnerável aos apelos que lhe são feitos através da mídia. Durante a adolescência a vida emocional não encontra equilíbrio. O desenvolvimento físico transtorna o controle nervoso. O alargamento do horizonte intelectual e a nova consciência social apresenta um vasto campo para conflitos emocionais. O adolescente geralmente flutua entre a alegria e a tristeza. A histeria é uma das fraquezas típicas do período.
  • Aspectos Espirituais : O adolescente está pronto para a salvação. Estudos mostram que a maioria das conversões que ocorrem antes dos 17 anos é permanente. Com a ampliação da vida mental e social do adolescente, a atração pela personalidade eleva-se ao máximo. Conhecendo Cristo, o adolescente encontra Nele a mais alta expressão de personalidade. Com uma direção compreensiva ele pode ser levado a fazer uma entrega pessoal como Salvador e Senhor. Contra a opinião de muitos adultos, o adolescente quer uma fé que seja prática. Suas emoções em desenvolvimento o conduzem àquelas atitudes fundamentais na verdadeira fé em Cristo.
4 – AS BASES MENTAIS DO EDUCADOR NO PROCESSO PEDAGÓGICO PARA ADOLESCENTES

Existem quatro coisas básicas que devem nortear a mente do dirigente/orientador a fim de que haja um aproveitamento necessário quanto à aprendizagem do adolescente:

  • Por que ensino? É de fundamental importância que o dirigente/orientador tenha convicção de que é vocacionado para esse honroso trabalho, bem como pela consciência de ensino por amor e gratidão a Deus e também em obediência.
  • Para que ensino? O maior propósito do dirigente /orientador quanto ao ensino deve ser alcançar a mente e o coração do adolescente através da Palavra de Deus, e contribuir para a criação de bons hábitos cristãos, proporcionando a formação de um caráter ideal ( Hb 10.6 ).
  • O que ensino? O dirigente/orientador deve ter em mente que é o ensino da Palavra, sob a unção do Espírito Santo que proporcionará o desenvolvimento de um caráter cristão.
  • A quem ensino? É importante o dirigente/orientador ter consciência de que o adolescente não é mais uma criança, também não é um adulto, mas um ser que sofre as consequências de um processo de transformação em relação ao corpo, idéias, emoções e comportamento.
5 – A DIDÁTICA APLICADA AO ADOLESCENTE

Normalmente somos bem informados e preparados teoricamente sobre o tópico anterior, mas muito limitados sobre como fazer, ou seja, a maneira prática de transmitir o ensino. Vejamos alguns procedimentos que farão diferença na nossa maneira de transmitir a Palavra de Deus para os adolescentes:
  1. Ensinar a partir das necessidades do adolescente (espirituais, emocionais, sociais e físicas).
  2. Ensinar de maneira informal, deixando-os assim à vontade para formular perguntas.
  3. Ensinar vida e não apenas conteúdo.
  4. Dar atenção personalizada, sem jamais discriminar.
  5. Procurar conhecer, aceitar e valorizar cada adolescente.
  6. Ensinar preparando vidas para o presente, para o futuro e para eternidade.
  7. Aplicar as várias metodologias de ensino.
6 – REQUISITOS BÁSICOS PARA O EDUCADOR DE ADOLESCENTES

  • Preparo Intelectual : Conhecimento técnico (pedagógico/psicológico) e teológico.
  • Preparo Emocional : Equilíbrio, autocontrole, motivação. Não trazer para a sala problemas pessoais, nem deixar transparecê-los.
  • Preparo Espiritual : Oração, jejum, dependência do Espírito Santo.
  • Preparo Interpessoal : Bom relacionamento e trato com o adolescente.



BIBLIOGRAFIA
  • Cláudio Rogério, Congresso Nacional de E.B.D., CPAD.
  • Eliezer Moraes, Congresso Nacional de E.B.D., CPAD
  • Antonio Gilberto, Manual da Escola Bíblica Dominical, CPAD.
  • Jamiel de Oliveira Lopes, Aprendendo a Lidar com o Adolescente, CANDEIA.




Elaborado pelo Pastor Altair Germano

sábado, 19 de março de 2011


1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não
haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve "abandoná-lo".

13. A mãe é incompetente para "abandonar" o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem "vidas", e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. "Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador." Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro "a rodo" para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: "A mãe (ou o pai) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia."

(UOL Mais)

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Jan Amos Komenský

Jan Amos Komenský
Comenius
  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia