quinta-feira, 26 de novembro de 2015

“Quem examina cada questão com cuidado, prospera, e feliz é aquele que confia no Senhor” (Pv 16.20).

O avivamento não é uma coisa que a igreja possa agendar e realizar. Mas ela pode, sim, desejar que aconteça. Ela pode orar, suplicar, estudar o assunto, checar as Escrituras, conhecer a sua natureza, os seus resultados e quais transformações foram produzidas de modo duradouro.
Também é possível constatar os enganos do inimigo se misturando à obra realizada e os exageros cometidos por lideranças quando o zelo cego deseja as experiências pelas experiências e não a apropriação de seus benefícios para a vida em permanente santificação.
No processo de desejo e preparo para que um avivamento aconteça, a Escola Dominical ocupa uma função importantíssima, eu diria chave. Um dos grandes desafios da Igreja no século 21 é exatamente a falta de informação bíblica com solidez e qualidade. É irônico que num tempo de tantas facilidades e de tantos recursos tecnológicos exista uma crescente ignorância bíblica no seio do povo de Deus.
As Escrituras e tantos outros recursos como dicionários, comentários, sermões e ferramentas para exegese e hermenêutica estão disponíveis em todas as plataformas. Você pode ir para o culto hoje com dezenas de versões e traduções bíblicas, com uma volumosa biblioteca altamente especializada e com as obras dos autores mais badalados no momento no ‘tablet’ e no smartphone. Mesmo assim, a ignorância parece não ceder; antes, piora a cada dia. Muita informação e pouca profundidade. Muita informação e nem sempre acontece a formação. Por quê?
Porque a mente precisa ser treinada para poder usufruir com proveito tais recursos. Os textos em linguagem digital geralmente são curtos, sintéticos, sem grande desafio para o raciocínio, sem grandes dificuldades para a mente formar suas próprias conclusões. As respostas podem vir mesmo antes de a questão ser posta. A Escola Dominical pode ser um lugar da inteligência da fé, munida destes e outros recursos, pode ser o espaço ideal para o aprofundamento das questões mais relevantes e que mais desafiam a veracidade e a racionalidade da fé cristã.
“Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1 Pe 3.15). Fica claro por esta citação que o preparo, o treinamento da mente, a capacidade de argumentar com coerência fazem parte do amadurecimento, do discipulado e de uma vida operosa no Evangelho.
Portanto, é um dever da liderança da igreja local investir na Escola Dominical e na formação dos professores. É um dever moral dos cristãos valorizarem esta escola para a edificação de suas almas e também para o equipamento espiritual e intelectual de corações e mentes capazes de testemunhar e de compartilhar o Evangelho. Quando as Escrituras são disseminadas, ensinadas e explicadas, quando as sublimes doutrinas da Graça e o estudo diligente de todas as doutrinas sobre a Trindade e as últimas coisas fazem parte do currículo básico da Escola Dominical será inevitável que haja um despertamento para uma adoração mais grata, mais vibrante, mais emocionante em face do encantamento que a verdade de Deus provoca na alma. Sem dúvidas numa atmosfera espiritual regida pela verdade e com uma adoração sustentada pela razão o caminho para o avivamento pode estar sendo aberto.
A Escola Dominical tem um papel importante também na evangelização. Ela deve ser um centro de discipulado e envio. Como os apóstolos sentados aos pés do Mestre e, depois de ouvi-lo atentamente, foram enviados em missão. O mesmo deve acontecer na Escola Dominical. Assentamo-nos para ouvir sobre o Reino, o amor do Pai, as Bem-aventuranças, a prática da justiça e etc.; somos enviados a oferecer e dar de graça o que de graça e pela graça recebemos. Na Escola Dominical aprendemos a viver e a agir como discípulos, como quem apreende a consciência de ser enviado ao mundo como o seu Mestre.
Sem uma Igreja bem treinada, com uma fé inteligente e articulada; sem um povo com bases bíblicas e doutrinárias sólidas e bem identificadas; sem uma adoração racional, vibrante e sem uma profunda identificação como discípulos de Jesus nem o avivamento e nem a evangelização serão possíveis. Graças sejam dadas a Deus pela Escola Dominical. Valorizemos, pois, esta maravilhosa “escola de vida”.

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

1) Tomar 2 litros de água diariamente para evitar a desidratação e comer maçã para “limpar” o trato vocal;
2) Não gritar ou cochichar; manter a intensidade normal da voz e articular bem;
3) Evitar bebidas alcoólicas. Não fumar ou usar drogas ilícitas;
4) Evitar receitas caseiras, balas fortes, gengibre para a voz. Essas soluções dão uma sensação de conforto apenas momentaneamente, pois mascaram a real problemática da voz;
5) Manter uma postura correta;
6) Evitar a competição com o ruído ambiental. Feche as janelas ou abaixe o volume do som e do televisor, se for conversar;
7) Ao invés de tossir (tosse seca) e pigarrear, produza saliva e engula como se fosse engolir algum alimento. Tossir e pigarrear constantemente machuca as pregas vocais;
8) Aquecer a voz antes de usa-la por muito tempo profissionalmente (atenção, professores!). Cinco minutos de aquecimento vocal enquanto você se dirige para a sua escola, pode fazer uma grande diferença!!;
9) Após uma aula, palestra, apresentação, onde se usou muito a voz, é necessário fazer um desaquecimento vocal, que pode ser apenas permanecer cinco minutos sem falar;
10) Não hesite em procurar um profissional quando tiver rouquidão, dor, ardor, sensação de corpo estranho, pigarro, tosse improdutiva por mais de 14 dias, ou perda de voz sem quadro gripal associado. A sua voz pode estar em jogo. E mesmo você não sentindo nenhum desses sintomas e sendo um profissional da voz, também é recomendável procurar um fonoaudiólogo, que irá lhe orientar sobre esses cuidados e avaliar o seu caso para um atendimento especifico e eficaz.

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A internet e os dispositivos móveis trouxeram grandes ideias e oportunidades para a área da educação. Hoje em dia é possível aprender de qualquer lugar, ministrar aulas e lições de forma mais eficiente e otimizar o tempo dentro da sala de aula.
No entanto, muitos professores e educadores ainda têm receio em utilizar a tecnologia como uma aliada. Não há nada de errado com os métodos tradicionais, porém, o uso da tecnologia pode fazer com que seus alunos tirem mais proveito do que você está ensinando. Aliás, os jovens certamente sentem-se mais atraídos quando aprendem com o auxílio da tecnologia, tão presente em suas vidas.
Antes de adotar alguns serviços, aplicativos ou ferramentas para ministrar as suas aulas e os trabalhos dos alunos, você deve conhecê-las muito bem. Sem esse conhecimento, a probabilidade da tecnologia se tornar um problema ao invés de uma solução será muito maior. Além disso, é necessário que todos os alunos se sintam à vontade com suas ideias.
Hoje pensei em 3 maneiras simples, para aqueles professores que ainda estão iniciando com essa coisa de novas tecnologias, de usar a tecnologia a favor de suas aulas, sem riscos e sem receios.

1. TIRE DÚVIDAS DOS ALUNOS
Você pode utilizar ferramentas de chat ou grupos nas redes sociais para compartilhar conteúdo com seus alunos e tirar as dúvidas deles.
Isso poderá ajudá-los a ficar mais envolvidos com a matéria e também a aumentar a produtividade de suas aulas, já que você não precisará gastar tempo tirando as dúvidas da última aula.

2. COMPARTILHE CONTEÚDO EM TEMPO REAL
Com a ajuda da tecnologia e da internet você pode compartilhar conteúdos, ebooks e artigos com seus alunos em tempo real durante a aula.
Enquanto explica sobre um determinado tema, você pode fornecer fontes mais detalhadas para seus alunos, oferecendo assim a possibilidade para que eles façam suas próprias pesquisas e tenham um conhecimento muito mais amplo da matéria.

3. ACOMPANHE AS TAREFAS E TRABALHOS
Utilizando um serviço de compartilhamento de documentos como o Google Docs ou o Office, você poderá acompanhar os trabalhos e tarefas de seus alunos de onde você estiver.
Em trabalhos colaborativos onde vários alunos participam de um único projeto, o uso da tecnologia pode ser imprescindível para otimizar o tempo e melhorar o envolvimento de todos. Por acompanhar passo a passo o andamento dos trabalhos, você pode ajudá-los a entender mais a fundo sobre um assunto e incentivá-los a ir mais longe.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Saiba quais são as principais lições que os educadores podem adquirir ao longo da carreira

Ser professor é um trabalho que envolve diversas habilidades, como boa comunicação, didática e capacidade para lidar com as diferenças. Em muitos momentos, o educador poderá se deparar com uma série de obstáculos ao longo da carreira, sendo muitas vezes necessário um grande esforço para conquistar a atenção e a interação com a turma.
Apesar das dificuldades, a carreira de educador pode trazer muitas recompensas. Permite aprender várias lições de vida a partir do convívio com os alunos dentro e fora da sala de aula.
Pensando nisso, a Universia Brasil separou 5 motivos para seguir a carreira de professor. Confira e inspire-se:

1 - Deixar um legado
Muitas pessoas afirmam que ser professor não é apenas uma profissão e sim uma missão. Afinal, a sua função não é somente transmitir os conteúdos aos alunos, mas ensiná-los a serem pessoas melhores, além de orientá-los, dando todo o apoio que eles precisarem.

2 - Desenvolver as habilidades comunicativas
Ao interagir cada vez mais com alunos e seus pais, você consequentemente desenvolverá as suas principais habilidades de comunicação.

3 - Tornar-se mais paciente
Ensinar também requer paciência, principalmente no caso das suas aulas serem voltadas ao público infantil. Ao trabalhar com diferentes perfis de estudantes, o professor deve procurar formas para adaptar o método de ensino conforme as dificuldades pessoais de cada aluno.

4 - Nunca parar de aprender
Ao mesmo tempo em que se ensina, há sempre algo novo a aprender, seja com algum colega de trabalho ou coma própria turma. O processo de aprendizagem de um educador é contínuo.

5 - Notar a sua própria influência
Certamente, um dos momentos mais gratificantes na sua carreira será ao notar a diferença do próprio ensino na vida dos alunos. Seja quando um estudante lhe agradecer por um conselho ou quando um antigo aluno lembrar-se de você como uma inspiração, por exemplo.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

A criança tímida pode ser tudo, menos um problema de indisciplina. Na verdade, ela é exatamente o oposto.

Enquanto muitos de seus colegas trabalham duro para conseguir atenção, às vezes de forma turbulenta, a criança tímida batalha igualmente, no sentido de evitar o tumulto ou a bagunça.

Temerosos de chamar a atenção para si mesmas, elas preferem se misturar com o grupo.

Mais espectador que participante, ela tende a sair de cena ao invés de encarar um confronto. Uma criança tímida pode ser mal interpretada pelos colegas, que geralmente a vê como hostil e conclui que ela não quer brincar ou relacionar-se com eles.

Na realidade, a criança tímida geralmente quer se envolver com seus colegas, mas não sabe como começar ou manter uma conversação.

Os professores também podem interpretar mal a criança tímida, confundindo sua relutância em interagir com o grupo como uma escolha. Os professores podem concluir que uma criança tímida é academicamente lenta, ou ainda que, por serem bem comportadas, precisam de pouca atenção.

Embora seja verdade que uma criança tímida muitas vezes seja um aluno aplicado, esta criança ou jovem frequentemente precisa de atenção do professor para estimulá-la e dar-lhe a confiança para amadurecer em seus relacionamentos.

O fato é que muitas vezes apenas nos concentramos naqueles que nos dão trabalho e trazem problemas, e negligenciamos os demais que estão quietinhos, sem darmos conta de que esses alunos estão enfrentando sérios problemas ligados a relacionamento e autoestima.

O que a Professora pode fazer:

1. Coloque o aluno tímido perto da sua mesa, pois isso permitirá que o aluno possa falar com mais facilidade sem preocupar-se com os demais colegas que estão atrás dele.
2. Coloque o aluno tímido ao lado de outro colega tímido, pois facilitará a ambos iniciar uma amizade e a interação.
3. Estabeleça constante contato com o aluno tímido. Quanto mais você for bem sucedida no desenvolvimento de uma relação de confiança com o aluno, mais provável será que ele desenvolva a confiança necessária para relacionar-se com os seus pares. Tente encontrar tempo para fazer algumas atividades que a criança goste.
4. Fale reservadamente com o aluno tímido. Crianças tímidas precisam de prática em conversar com as pessoas. Mesmo pequenas conversas semanais acerca dos seus interesses os auxiliam a desenvolver habilidades sociais em uma zona de conforto segura.
5. Ensine sobre interação social. O ponto fraco das crianças tímidas é justamente a péssima interação social. Eles não sabem o que dizer, como se aproximar, como devem se portar, sobre o que e como devem falar sem parecerem ridículos . Assim, é preciso que eles sejam ensinados a praticarem pequenos gestos que os ajudem a desinibir e fazê-los sentirem-se seguros na presença de outras pessoas tais como: olhe sempre para o rosto da pessoa que estiver conversando, sempre sorria, ofereça ajuda, agradeça, faça elogios, não tema aproximar-se.
6. Fazendo Amigos. A falta de traquejo social faz com que os alunos tímidos tenham poucos ou nenhum amigo. Por essa razão estão sempre isolados e são sempre vistos sozinhos. Esses alunos querem se envolver com os demais colegas, mas preferem isolar-se e preservarem-se de serem ridicularizadas, pois assim é menos doloroso.

Se você tem alunos nesta condição está na hora de começar a dar uma mãozinha e promover a interação entre os alunos para que as famosas "panelinhas" sejam quebradas e todos tenham chances iguais de se conhecerem e se relacionarem.

Organize os grupos de forma que esses alunos possam interagir com outros colegas que tenham os mesmos interesses.

Agrupe pares com um aluno tímido e um mais descolado para desenvolver atividades mais divertidas, assim o tímido tem a chance de ser auxiliado pelo parceiro e vice versa. Atividades assim reforçam a cumplicidade e companheirismo.

Dando um empurrão extra
É fato que crescemos quando somos desafiados a sair da nossa zona de conforto.
Assim, será necessário, uma vez ou outra, submeter esses alunos a situações com certo limite de desconforto e ansiedade. Alunos tímidos não gostam de realizar apresentações em público porque não se sentem confortáveis em falar para uma plateia. No entanto, depois que você tiver desenvolvido todas as dicas acima, é o momento de começar a propor desafios desse tipo. Afinal, o propósito é ajudar essas crianças a superarem a barreira do medo e da insegurança.

Quando os Amigos isolam o colega que é tímido
Todas as crianças precisam de uma conexão com seus pares. Para aqueles que estão à margem da sociedade, a escola traz amargas lembranças de um período em que foram rejeitados e sofreram isolamento social .
Você já teve dificuldade em encontrar um parceiro para um trabalho em grupo? Nunca era escolhida para uma brincadeira ou um jogo? Tinha apenas alguns poucos colegas para brincar no intervalo? Costumava tomar o lanche sozinha?
Além do efeito que tal isolamento tem sobre a autoestima da criança, ele também pode ter um impacto significativo sobre a sua adaptação escolar.
A criança que fica isolada tem negadas não apenas as oportunidades de aprender as habilidades necessárias para desenvolver e manter amizades, mas também tem o seu desempenho escolar afetado, já que sua saúde emocional fica comprometida.
Não é de surpreender que as crianças que se sentem isoladas de seus pares tendem a ter cada vez mais problemas sociais e acadêmicos à medida que envelhecem.

O que o(a) Professor(a) pode fazer:

1. Procure saber porque a criança está isolada.
Encontre tempo para observar o aluno em diferentes contextos, como no horário do lanche, na entrada, na saída, na quadra, no pátio, corredores, etc. Converse com os pais e professores do ano anterior. A informação que você recebe pode ajudá-la a determinar se as dificuldades do aluno estão relacionadas a questões de timidez, prepotência, agressividade, aparência, higiene.

Você não faz ideia de como as crianças e jovens podem ser cruéis e isolar um colega por motivos banais e até mesmo inexplicáveis.

2. Crie intervenções junto aos Colegas.

  • Ofereça atividades para integração de todos os alunos
  • Crie projetos onde seja trabalhada a cooperação
  • Levante os pontos fortes, talentos e habilidades de todos os alunos e faça-os compartilhar. Assim todos verão uns aos outros sob outra perspectiva


3. Crie intervenções junto ao Aluno.

  • Converse com o aluno e ofereça ajuda
  • Peça para o aluno listar os pontos fortes e
  • Listar as situações em que utilizou os pontos fortes
  • Peça para o aluno listar os pontos fracos e
  • os problemas que está enfrentando devido a isso
  • Peça para o aluno listar que tipo de ajuda gostaria de receber
  • Dê orientações, dicas, sugestões


4. Crie intervenções junto aos Pais.
Encoraje os pais dos alunos tímidos para estimular e ajudar a nutrir os relacionamentos do filho com os colegas.
Você pode sugerir aos pais que abram o lar para receber os colegas do filho. Dê-lhes ideias de como estruturar essas visitas, inclusive convidando apenas uma criança de cada vez e proporcionando uma atividade atraente para a primeira visita. Exemplo: Passar um final de semana, ir assistir a um vídeo (sessão Pipoca), Fazer uma Noite do Pijama (para as meninas). Depois essas visitas podem ser transformadas em Passeios, Festas, Viagens.

Alunos quietinhos não dão problemas, então porque ater-se tanto a eles? Por não causarem transtornos, ou nunca estarem envolvidos em questões de indisciplina, esses alunos são comumente invisíveis aos nossos olhos, mas são esses que se tornam desajustados socialmente.

Alerto que essas situações de isolamento levam várias crianças e jovens a desgostarem de si mesmas ou da vida, encaminhando-as a praticarem a auto mutilação e até mesmo a cometerem o suicídio. Por isso fique atenta aos sinais de ferimentos nos braços, pulsos e pescoço.

Por isso, na próxima vez que você ver um aluno quietinho em um canto, sozinho, afastado dos demais, lembre-se de que ele não dá trabalho na sala de aula, mas precisa que alguém se dê ao trabalho de importar-se com ele.

Recebido por E-Mail

quarta-feira, 10 de junho de 2015


video


O vídeo acima, Técnicas Didáticas, foi publicado na comunidade Face Escola, do Facebook e trata-se de, como indica o subtítulo, de "Ferramentas para apoiar o professor na sala de aula", com sugestões de procedimentos a serem utilizados com alunos, para uma melhor interação. Aproveite!

sexta-feira, 8 de maio de 2015


Professor na frente da sala e alunos apenas escutando soa chato? Não é o único problema: esse tipo de aula também pode ser menos efetivo.
Quantas vezes durante uma aula entediante tudo o que você mais quis era estar na sua cama dormindo? Talvez o problema estivesse na metodologia de ensino. Pelo menos é o que defende um novo estudo de pesquisadores norte-americanos.
A análise revela que universitários submetidos a aulas tradicionais, em formato de palestras, são mais propensos à reprovação do que alunos em contato com métodos de aprendizado mais ativos e estimulantes.
"As universidades foram fundadas na Europa Ocidental em 1050 e aulas tradicionais tem sido a forma predominante de ensino desde então", diz o biólogo Scott Freeman, da Universidade de Washington. Ele e um grupo de colegas analisaram 225 estudos sobre métodos de ensino.
Abordagens de ensino que transformam os alunos em participantes ativos reduzem taxas de reprovação Os resultados foram publicados nesta quarta-feira, 12, na Proceedings of the National Academy of Sciences, e mostram que abordagens de ensino que transformam os alunos em participantes ativos, em vez de apenas ouvintes, reduzem taxas de reprovação e impulsionam notas em cerca de 6%.
"A mudança nas taxas de insucesso é enorme", diz Freeman. Para Eric Mazur, físico da Universidade de Harvard, que fez campanha contra aulas tradicionais por 27 anos, esse é "realmente um artigo importante". "A impressão que tenho é que é quase antiético dar palestras, se você tem esses dados", avalia.
Freeman diz que ele começou a usar as novas técnicas, mesmo com turmas grandes. Segundo a Science, embora ainda utilize slides do Power Point, apresenta apenas perguntas e interage com os alunos, inclusive chamando de forma aleatória. "Meu curso de biologia introdutório ganhou 700 alunos", afirma.

Publicado na Galileu/Sociedade

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Educar e dar educação são tarefas opostas: educar é ensinar como encontrar a verdade; dar educação, como escondê-la. Mas como lidamos com essa contraditória tarefa diariamente imposta de educar e dar educação?

Daniel Martins de Barros(*)

Dar educação é algo muito diferente de educar. Na verdade, é o oposto. Educar é ensinar como encontrar a verdade; dar educação é ensinar como escondê-la. Educar é promover o desenvolvimento do raciocínio, estimular a capacidade crítica, encorajar o aprofundamento nas questões. Dar educação é ensinar a não falar o que se está pensando, não apontar o que se está vendo, não se alongar em assuntos impertinentes. Educar cria gente incômoda. Dar educação cria gente acomodada. Mas ambos são necessários.
Não seria possível – ou de meu ponto de vista, desejável – criarmos uma sociedade de gente “sem educação”. Não gosto que soltem pum na minha frente, mas se acontecer de eu soltar, não quero que comentem. Nem todas as verdades podem ser ditas para o bem da harmonia entre as pessoas. Não é prudente andarmos desafiando as leis de trânsito. Mas paradoxalmente, um bando de gente absolutamente educada teria dificuldade de promover avanços na sociedade. A lei, a ordem, as regras, são essencialmente conservadoras: por definição, elas existem para manter as coisas como estão. A obediência total seria paralisante. E perigosa: é famoso o exemplo dos carrascos nazistas levados a julgamento que se defendiam dizendo que estavam apenas cumprindo ordens, sendo obedientes. Mesmo os juízes alemães que condenaram judeus baseados em leis que hoje nos parecem absurdas alegavam, posteriormente, que só estavam cumprindo a lei – não para isso que serve um juiz? – perguntavam. Veja como também é preciso saber desobedecer.
Os pais e professores sabemos muito bem disso tudo. Mas como lidamos com a contraditória tarefa diariamente imposta de educar e dar educação ao mesmo tempo? Tentamos desesperadamente desviar o olhar dos nossos filhos e alunos do ponto essencial – a possibilidade de questionamento – para a questão colateral de qual é a fonte das regras. Mais ou menos assim: se sou “eu” ou alguma “autoridade” que está falando, obedeça; se são as “suas companhias”, questione. Claro que isso se sustenta por pouco tempo. Uma vez que a objeção se torna uma ferramenta, seu alcance deixa de ser controlável.
Existe uma solução, mas ela é trabalhosa. Em primeiro lugar poderíamos aceitar a realidade desse paradoxo, ensinando aos jovens desde logo que tudo pode ser questionado. O medo que nos assola nesse momento é o da perda de poder: e se eles resolverem questionar tudo? Seremos capazes de justificar todas as regras? Será a anarquia? Não necessariamente, se também transmitirmos os fundamentos da vida em sociedade: a dignidade absoluta da vida humana, o exercício da empatia, o consequente respeito ao próximo. Esses aspectos, contudo, não são simplesmente “ensináveis”; antes, são assimilados pela observação. Então, só mesmo construindo esse “ethos educado” é que podemos “dar educação”. O escritor americano Alfie Kohn chama essa postura de “rebeldia reflexiva” – quer se rebelar? Tudo bem, mas justifique racionalmente o porquê.
Difícil, não é? Tão mais fácil dizer “Porque eu estou mandando”, ou “Porque senão a polícia prende”. Tão mais complicado buscar o discernimento do certo e do errado, para além das normas, mantendo o foco no outro. Mas não vejo outra saída. Pois como disse Jean Jaurès: “Ninguém ensina o que sabe. Ninguém ensina o que quer. Só se ensina o que se é”.

(*) é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor). Doutor em Ciências e bacharel em Filosofia, ambos pela Universidade de São Paulo (USP).

Publicado em Estadão

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Algumas técnicas podem aumentar a sua compreensão de texto, tornando os estudos mais produtivos e eficientes; confira quais são elas.

A leitura é um hábito indispensável na rotina de qualquer pessoa, sobretudo na dos estudantes. Seja na escola ou na universidade, os livros estão sempre presentes, e uma boa interpretação de textos é essencial para compreender o conteúdo estudado. Quando o aluno entende o que lê, ele torna a assimilação da matéria muito mais fácil, e, consequentemente, ele irá garantir um bom desempenho nas provas.

Confira a seguir 4 atitudes fundamentais para facilitar a sua leitura:

1 - Mantenha o foco nas partes mais importantes do texto
Ao ler um texto, priorize as partes mais relevantes e, em seguida, destaque-as.

2 - Faça um resumo
Durante a leitura, procure escrever um breve resumo para que você possa identificar quais são os principais argumentos do autor, o contexto e a descrição do texto (nomes e datas importantes, por exemplo).

3 - Reserve um tempo suficiente para a leitura
Não leia com pressa. Procure reservar pelo menos uma hora para a leitura, de modo que você possa tirar um bom aproveitamento da leitura, compreendendo os principais assuntos abordados ao longo do texto.

4 - Pesquise informações complementares relacionadas ao texto
Procure realizar pesquisas paralelas que estejam relacionadas com a sua leitura. Busque informações relevantes, identificando as principais características do autor: quais são as suas principais ideias, qual é o contexto abordado por ele, seus argumentos, entre outras.

Aplique essas dicas em 2015 e torne a sua leitura muito mais eficiente!

Publicado no Universia Brasil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

É também necessário reconhecer que os estudantes podem estar com problemas e, por isso, fazer ajustes podem ser necessários para que eles continuem acompanhando as aulas
Quem assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos” sabe que o personagem de Robin Williams é tido pelos seus alunos como um bom professor. Se você deseja ser visto assim pelos estudantes da sua classe, conheça algumas atitudes que todo bom professor tem e reflita sobre seus métodos.

1 – Dar exemplo
Imagine a seguinte situação: os alunos começaram a usar muito as redes sociais na sala de aula e, por isso, o desempenho da turma caiu. Diante disso, o professor decidiu que a melhor maneira de lidar com isso seria proibir o uso de aparelhos durante a aula. Contudo, ele mesmo continua usando o celular na escola, inclusive durante suas exposições, ainda que seus objetivos não tenham relação com a aula. Num cenário como esse, as chances dos alunos respeitarem esta regra são mínimas. O professor deve ser o exemplo para os alunos, mostrando o caminho para que eles desenvolvam as competências necessárias. Portanto, se ele decidiu colocar em vigor uma medida como essa, ele também deve segui-la.

2 – Adaptar-se
Muitas vezes, a linha de raciocínio tradicional transmitida nos livros não é compreendida pelos estudantes imediatamente. Por isso, o professor deve saber aproximar o conteúdo didático do universo dos estudantes. Aulas práticas, músicas, filmes, atividades em grupo. São muitas as possibilidades para fazê-lo de modo eficiente, basta que o docente saiba como se adaptar e relacionar o tema a cada situação. É também necessário reconhecer que os estudantes podem estar com problemas e, por isso, fazer ajustes podem ser necessários para que eles continuem acompanhando as aulas. Pense "fora da caixa" para que ele consiga na escola encontrar motivação para seguir em frente.

3 – Dedicar-se
Educar crianças e jovens é um trabalho que exige dedicação. Preparar-se para as aulas, buscar materiais de apoio de fácil acesso aos estudantes, disponibilizar tempo para que eles tirem suas dúvidas. Embora seja cansativo em alguns momentos, o resultado compensa. Além disso, ao demonstrar dedicação com seu trabalho, seus alunos se sentirão motivados a fazer o mesmo, já que você está dando o exemplo.

4 – Continuar aprendendo
Embora seu ofício seja ensinar, os professores estão continuamente aprendendo, seja com seus alunos, seja se inscrevendo em cursos e palestras. É importante ter esta atitude diante da sua profissão, afinal a cada dia tecnologias são desenvolvidas e descobertas são feitas, de modo que o que você sabe também sofre alterações. Somado a isto, investir no seu crescimento intelectual e profissional apenas contribui para a sua carreira e para o aprendizado dos seus alunos. Então, continue a aprender.

Publicado em Universia Brasil

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Jan Amos Komenský

Jan Amos Komenský
Comenius
  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia