quinta-feira, 16 de outubro de 2014


Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII; já no século 17, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas. Entre essas idéias estavam : o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado. Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico. Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: coerência de propósitos educacionais entre família e escola, desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.
Jan Amos Komenský, nome original de Comenius, nasceu em 28 de março de 1592, na cidade de Uherský Brod (ou Nivnitz), na Moravia, região da Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia (atual República Tcheca). Com a morte dos pais, vence muitas adversidades e estudou Teologia na Faculdade Calvinista de Herbon (Nassau) onde foi aluno de Alsted e se familiarizou com a obra de Ratke sobre o ensino das Línguas. Começou nessa época a elaboração de um Glossário Latino-Checo no qual trabalhou cerca de 40 anos e que perdeu quando Leszno, cidade em que então vivia (1656) foi invadida por um exército católico e incendiada. Com 26 anos de idade, regressa à Morávia. Foi professor na sua antiga escola e tornou-se pastor religioso em Fulnek. Assume então o encargo de dirigir as escolas do Norte da Morávia. Mas a insurreição da Boemia, que praticamente dá início à guerra dos 30 anos, vai marcar em definitivo a sua vida.
A guerra político-religiosa e que foi também uma guerra civil com brutal perseguição aos não católicos, obrigou Comenius a deixar a sua igreja e a entrar em clandestinidade.
As perseguições religiosas acentuam-se e Comenius trabalha para ajudar os seus irmãos na fé. Expulso da Boemia em 1628, refugiou-se em Leszno, na Polonia.
A partir daí, e durante 42 anos, percorre a Europa (não católica) trabalhando sem descanso pelo seu país e pelos projetos científicos e educacionais que o movem. Alimenta e divulga o seu sonho reformista de, por meio da Pansophia, promover a harmonia entre os indivíduos e as nações. Desenvolve então suas principais idéias sobre educação e aprofunda um dos grandes problemas epistemológicos do seu tempo – que era o do método.
Escreveu a Janua Linguarum Reserata e a Didactica Magna (1633-38), sempre buscando seus objetivos fundamentais de uma reforma radical do conhecimento humano e da educação – unidos e sistematizados numa ciência universal.
Alguns amigos tentaram fazê-lo sair de Leszno e fizeram chegar o seu trabalho ao conhecimento de Luis de Geer, filantropo sueco de origem alemã. Foram esses mesmos amigos que publicaram uma obra sua, com o título Prodomus Pansophiae, livro esse que mereceu a atenção do próprio Descartes. Em 1641, vai para Londres com a missão de estabelecer algum entendimento entre o Rei e o Parlamento, e fundar um círculo de colaboração pansófica. Aí permaneceu durante um ano.
Em 1642 recebe um convite de Luís de Geer e do governo de Estocolmo para promover a reforma do sistema escolar da Suécia, onde permaneceu por seis anos, porém, sua missão na Suécia não teve o êxito esperado, pois suas idéias, particularmente as religiosas, não foram bem aceites pelos luteranos suecos.
Em 1648 estabelece-se em Elbing, na Prússia oriental, (então território sueco) e escreve o Novissima Linguarum Methodus, publicado em Leszno. Começou nova obra com vistas à reforma universal da sociedade, trabalho este que o autor não chegou a concluir e que era o De rerum humanorum emendatione Consultatio catholica ; sendo que segundo muitos autores esta obra inacabada é a que mostra de modo mais claro a grande consistência entre o seu pensamento filosófico, educacional e social.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Ele ouve as crianças e acredita que toda igreja saudável deveria ouvi-las também. O teólogo canadense Dan Brewster está há mais de 30 anos envolvido com a Compassion Internacional – uma organização cristã que atende e ajuda crianças em vulnerabilidade social em todo o mundo. Muito mais do que um tipo de “apêndice” da igreja ou um ministério menor, para Dan, ouvir e cuidar integralmente das crianças é base para a sustentabilidade da igreja como manifestação do reino de Deus hoje.
Dan Brewster faz parte de um grupo de executivos cristãos envolvidos em organizações sociais como Tearfund, Visão Mundial, Cristo para la Ciudad, Movimento Teologia da Criança, entre outros, que têm investido esforços no sentido de influenciar a igreja para que ela cumpra um papel relevante e essencial no resgate e restauração de crianças, famílias e comunidades afetadas pela injustiça social e violência ao redor do mundo. Ele insiste em dizer que no trabalho de defesa da criança há um espaço que apenas a igreja é capaz de ocupar.

Leia a seguir algumas das reflexões de Dan sobre Deus, a criança e como ela precisa ser vista em nossas igrejas.

Ouvir a criança é responsabilidade da igreja se ela quiser ser obediente a Jesus
Dan Brewster afirma que temos lido o texto bíblico sem dar a devida importância ao que ele tem a dizer sobre a criança. Por isto, temos sido desobedientes a Jesus no que diz respeito a elas.
“Alguns acreditam que a Bíblia tem muito pouco a dizer sobre as crianças. Mas, um exame mais minucioso das Escrituras — um com a criança em mente — revela que as crianças são muito importantes no texto bíblico. Crianças desempenham um papel significativo à medida em que a mensagem da Bíblia é revelada. Deus ama e protege as crianças. A Bíblia demonstra que as crianças são extremamente perspicazes em compreender as coisas de Deus. Ele as usou, várias vezes, como mensageiras ou modelos — especialmente quando os adultos pareciam ter se corrompido demais e se tornado surdos para ouvir ou responder.
Os discípulos discutiam entre si sobre quem seria o maior no reino por vir. Jesus, conhecedor desta discussão, pegou uma criança em seus braços e declarou: ‘Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.’ Mt 18.3
Se encaramos Jesus com seriedade, devemos então prestar atenção nisto. Raramente presta-se a devida atenção à criança que Jesus insere no meio desta discussão. Para muitas igrejas hoje as crianças são a "grande omissão”! Falhamos em ver como a teologia e a prática cristãs estão intimamente ligadas à criança, são ilustradas por ela, e só podem ser compreendidas se a inserirmos no centro de nossas reflexões. Nossas prioridades estão atrapalhadas na igreja. Subvalorizamos o potencial das crianças tanto como objetos e também como agentes da missão.
A Bíblia ensina claramente que é preciso levar as crianças a sério, porque com certeza Deus o faz! Talvez nada entristecesse mais à Jesus do que o fazer uma criança “tropeçar”. Em Mateus 18:5-6, Jesus diz que aquele que fizesse com que um dos pequeninos pecasse, deveria ter uma pedra de moinho atada ao seu pescoço e que deveria ser afogado nas profundezas do mar. Jesus não tinha nenhuma paciência ou consideração por qualquer um que agisse de forma perversa com as crianças. Qualquer que seja a realidade encontrada na vida de uma criança, Deus a considera preciosa. As Escrituras são ricas em princípios que ilustram este fato.”
Para Dan Brewster, uma igreja cristocêntrica é também uma igreja que sabe acolher e valorizar a presença das crianças em seu meio (e aqui ele inclui, na medida do possível, todas as crianças de uma comunidade, ricas ou pobres, saudáveis ou não, socialmente vulneráveis ou bem amparadas). E isto tem consequências práticas como o uso do espaço, dos recursos e do tempo em cada igreja local.

Ouvir a criança é responsabilidade da igreja se esta quiser desfrutar de comunhão em comunidade
Dan Brewster crê que as crianças são elementos essenciais e indispensáveis para qualquer comunidade de fé.
“Antes de mais nada, as crianças são um sinal da bênção de Deus. Elas são uma parte essencial da comunidade da aliança. Na verdade, as atitudes e a abertura para o aprendizado típicas das crianças ilustram a relação que Deus quer ter com os adultos. Jesus usa as crianças como exemplos da dependência humilde que o reino de Deus exige dos adultos. Assim também, suas famílias e comunidades devem valorizá-las e ensiná-las sobre os caminhos e sobre a palavra de Deus.”
O missiólogo afirma que apesar de serem grandes presentes, são também vulneráveis e precisam do nosso amparo. Ele cita o trabalho do Dr. Vinay Samuel, do Oxford Centre for Mission Studies. Para este, a criança exibe ao nascer duas características básicas: vulnerabilidade e transcendência.
“Deus se coloca do lado dos vulneráveis e considera as crianças dignas de proteção. Quando crianças são negligenciadas, abusadas ou vitimadas, Deus se entristece. Jesus defende fortemente a necessidade de protegê-las.
Mas porque são transcendentes, as crianças parecem ter uma percepção inata da melhor forma de servir a Deus. As crianças são adoradoras. Elas foram projetadas para louvar a Deus. O louvor não é algo aprendido à medida que crescem — ele faz parte de sua natureza e finalidade, hoje. As crianças louvam a Jesus mesmo quando os adultos o rejeitam. Além disso, na Bíblia as crianças provam que podem ser agentes escolhidos para a missão de Deus. As crianças são não só aqueles que seguem, mas também aqueles que Deus envia para exercer liderança. O próprio Deus escolheu entrar neste mundo como um bebê, numa família e comunidade, não como rei, sumo sacerdote ou rabino.
O fato que teólogos e a Igreja ignoraram estas realidades bíblicas pode ter implicado em graves consequências na nossa compreensão geral das Escrituras e no entendimento relativo às crianças. Concordo com meu amigo, Dr. Keith White quando ele pergunta, ‘E se tivermos ouvido errado ou negligenciado a revelação de Deus sobre crianças e a infância? E quanto aos possíveis efeitos de tal processo na história e na vida atual e nas formas de ser da igreja? E se afinal, nosso padrão não for sal e luz neste mundo? E se a nossa visão do reino dos céus tiver se tornado um reflexo pálido do que Jesus revelou?’ Será possível desfrutar de comunhão em comunidade sem levar em conta a visão de Deus em relação à criança? Que mudanças práticas precisamos implementar em nossas igrejas para que elas espelhem a visão bíblica das crianças vivendo em comunidade? São perguntas muitíssimo importantes para Brewster.

Ouvir a criança é responsabilidade da igreja se esta quiser ser relevante para a sociedade
Brewster acredita que Deus tem em grande conta a capacidade das crianças de compreender a fé e de participar nas atividades relativas à redenção e que isto as torna grandemente relevantes para qualquer comunidade e para a sociedade em geral.
“Pense em como a história de Israel seria diferente, se, por exemplo, a irmã de Moisés, Miriam — ela mesma ainda uma criança – não tivesse resgatado Moisés do Rio Nilo!
Ou então pense na mensagem dura que Deus tinha para Eli, o líder espiritual de Israel. O capítulo 3 de I Samuel nos informa que Deus deu esta mensagem para Samuel ainda menino. O versículo 7 nos diz que Samuel ainda não conhecia ao Senhor: ‘A palavra do Senhor ainda não lhe havia sido revelada.’ Sendo assim, Eli era a única voz espiritual que Samuel conhecia. No entanto, Deus confiou ao menino uma mensagem de julgamento muito difícil de se entregar. Eu lhe pergunto, você confiaria tal mensagem a uma criança? Claro que não — mas Deus o fez. Fica claro então que ele tem uma atitude diferente da nossa para com as crianças.
Ou considere ainda o relato de uma jovem levada cativa para o trabalho servil, e que sabendo como Deus usava a Eliseu, insiste com o poderoso general sírio Naamã que vá ter com o profeta e peça a cura. Conforme o relato de II Reis 5, a jovem que poderia ter se tornado amarga e ressentida, age com carinho e boa vontade: 'Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra.' O coração dela estava cheio de compaixão.
O conhecimento e fé da menina, associados à sua familiaridade com o trabalho de Deus realizado por Eliseu permitiram-lhe exercer um impacto importante sobre sua nação naquela geração. Era ainda era muito jovem. Vivia em uma terra estrangeira com pouquíssima posição social ou liberdade. No entanto, a fé e a confiança desta menina causaram um impacto que levou Naamã e sua família a experimentarem uma transformação integral. Fica claro a partir do texto que ela pode ter até ajudado a promover uma reconciliação e a paz entre as duas nações adversárias.”
De acordo com Brewster, Jesus, já no Novo Testamento, também manifesta uma grande consideração em relação à capacidade das crianças de entender a fé. Não é fato novo, considerando-se que Moisés, Josué e Neemias incluíram as crianças em momentos históricos importantes do povo de Israel, é um fato reafirmado.
“Ele próprio é visto "maravilhando" os anciãos religiosos quando ainda era um menino de 12 anos de idade. Jesus repreendeu os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei quando estes o questionaram sobre o louvor vindo da parte das crianças e a consideração delas para com Jesus. Uma vez no meio de palavras duras sobre arrependimento e juízo, Jesus parou, aparentemente impressionado com o fato de que de alguma forma no esquema divino, de alguma forma, estas verdades estavam ocultas do “sábio” e “entendido” mas eram reconhecidas pelas crianças, ‘Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos.’ Você já parou para pensar sobre o que é que as criancinhas compreendem e que nós adultos não conseguimos entender? Será algo inerente ao espírito delas que não dá para ser articulado? Ou será simplesmente uma capacidade de confiar e interagir, algo que talvez seja muito mais difícil para nós adultos?
E isto tem uma repercussão muito prática para a igreja que quer ser relevante na sociedade que a cerca. Para ele, não há forma mais eficaz de ter impacto sobre uma comunidade do que olhar para as crianças, especialmente as que estão sofrendo, e enxergar nelas tudo o que Deus vê, tanto a sua transcendência como a sua vulnerabilidade, e agir em favor delas.
*Holistic Child Development é um programa de mestrado e doutorado implementado com a ajuda da Compassion em seminários e instituições de ensino teológico em vários países. Este programa está disponível para o Brasil. Interessados devem fazer contato com a Compassion Brasil.

Sobre Dan Brewster
Dan Brewster é diretor do Holistic Child Develelopment Ministries (Ministério de Desenvolvimento Integral da Criança*) da Compassion Internacional, caminha com a Compassion International há 31 anos, é doutor em missiologia pelo Fuller Seminary e mora com sua esposa Alice, em Penang, Malásia. Trabalhou muitos anos na África e América do Sul. Sua principal contribuição para o movimento evangélico global tem sido na área de defesa da criança (“advocacy”).

Participe!
Participe da Primeira Escuta Nacional Igreja Amiga da Criança, promovida pela Rede Mãos Dadas, com o apoio da Editora Ultimato. Sabia mais aqui!

Ultimato

quarta-feira, 10 de setembro de 2014


Cursos Online com CertificadoJá estamos nos encaminhando para o fim de 2014.
Pare suas atividades por um minuto e tenha um momento de reflexão: Pense no que ocorreu durante o ano que passou. Você alcançou seus objetivos? Evoluiu nos campos Pessoal e Profissional?
Independente da sua resposta, chegou a hora de colocar em prática os planos para 2015 e 2016.  Anos de oportunidades.
No campo Profissional, talvez receber um aumento ou promoção em seu emprego atual. Já no campo Pessoal, talvez administrar melhor seu tempo, organizar-se um pouco mais.
Não importa quais são seus planos, é preciso traçar estratégias para alcançá-los. Uma delas pode ser investir no seu desenvolvimento pessoal, estudando. Que tal fazer AGORA um curso online?


E também o excelente curso para auxiliar professores de Escola Dominical:

Curso de Contadores de Histórias



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

domingo, 4 de março de 2012



O conceito que torna o professor leigo, aquele que carece de formação profissional, uma pessoa autorizada para ensinar pelo “dom” que possui; e o que dispensa a formação bíblica e a vocação ministerial em troca da experiência e capacitação profissional são reducionistas e um perigo para a educação cristã dominical
Porém, o ideal é que o professor carismático exerça a docência cristã sem excluir a formação técnica, e que o educador profissional desempenhe o munus docendi no magistério eclesiástico sem dispensar a capacitação teológica e pneumatológica.
A vocação e a capacitação técnica são necessárias e indispensáveis para o completo desempenho da docência cristã dominical.
Outro grave problema em torno da hipervalorização da “vocação” ou do “dom” para o ensino em detrimento à formação técnica é a completa ausência de comprometimento da liderança: (1) na formação e capacitação de professores; (2) em preparar as condições materiais para o exercício do magistério cristão; e (3) no acompanhamento sobre o que se ensina, como se ensina e por que se ensina. Certa vez, percebi que havia muitas conversões em nossa igreja local, entretanto, esses novos convertidos não recebiam qualquer instrução a respeito de sua nova vida em Cristo.
Solicitei, então, ao pastor para que fizéssemos uma classe de discipulado, antes mesmo de a CPAD organizar as lições para o discipulado (projeto que tive a honra de participar escrevendo duas lições: “O céu verdadeiramente existe?”, e, “O inferno verdadeiramente existe?”).
Contudo, o estimado líder disse-me: – Irmão Esdras, não há espaço na igreja para organizar mais uma classe, mas como o irmão é “vocacionado”, dará um jeito. E de fato, a solução surgiu, mas com algumas contestações. Havia nas dependências da igreja uma sala com instrumentos velhos e aparelhos eletrônicos defeituosos. Solicitei o espaço, mas o pedido foi rejeitado.
Depois de muito insistir, o espaço foi liberado, mas com uma condição: às 7hr30m eu e minha esposa deveríamos tirar os objetos do lugar, transformar o espaço numa sala de aula e, depois de concluído a aula, recolocar as tralhas no lugar.
Isto fizemos durante seis meses ininterruptos, até que fui chamado para trabalhar na sede. Eu era diácono na ocasião. Bom, essa história não é diferente daquelas que ouço toda vez que viajo pelas igrejas do Brasil dando cursos e palestras para professores da ED.
Talvez você tenha se identificado com ela.Mas o que de fato aprendemos com essa experiência? Aprendemos que, com a argumentação de que os vocacionados já estão preparados por Deus para a tarefa, certos líderes jogam toda responsabilidade e fardo “nas costas” do professor, crendo que o fato de serem “chamados” é suficiente para o completo desempenho do ministério de ensino. Todavia, é responsabilidade da liderança, seja da igreja, seja do superintendente da ED, dispor aos professores os aparatos e recursos necessários para o pleno desenvolvimento de suas tarefas educacionais.
Como o educador pode se preocupar em atender adequadamente o alunato se está preocupado com o local, com o giz, com o quadro, enfim, com os recursos didáticos? Muitos professores paladinos, no entanto, tiram de seu próprio provento para prover as urgências e demandas da Escola Dominical.
Outrossim, perpassa também pelo conceito de “professor vocacionado” a ideia de que ele não necessita de uma formação técnica, pois o “dom espiritual” é suficiente para o exercício docente. Mais uma vez o problema hermenêutico serve de esteio para fundamentar essa distorção.
Citam-se os textos de Sl 81.10: “abre bem a tua boca, e ta encherei”;Jo 14.26: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”; ou ainda 1Jo 3.27, entre outras passagens. Todavia, se esquecem de que o dom de ensino é encarnacional.
O pastor e professor de Teologia da Assembleia de Deus em Cingapura, David Lim, afirma que entre as várias teorias concernentes à natureza dos carismas, três se destacam:
(1) a que afirma que os dons são capacidades naturais; a que
(2) os descrevem como totalmente sobrenaturais, e a
(3)  bíblica, chamada encarnacional [1].
Uma entende que os dons espirituais são capacidades ou talentos naturais santificados.
Outra erradica qualquer responsabilidade humana nos exercícios dos carismas. A última, entretanto, pressupõe uma ação cooperativa tanto do Espírito quanto do homem.

De acordo com David Lim
Os dons são encarnacionais. Isto é, Deus opera através dos seres humanos. Os crentes submetem a Deus sua mente, coração, alma e forças. Consciente e deliberadamente, entregam tudo a Ele. O Espírito, então, os capacita de modo sobrenatural a ministrar acima de suas próprias capacidades humanas e, ao mesmo tempo, expressar cada dom através de sua experiência de vida, caráter, personalidade e vocabulário. [2] 
De modo geral, Lim quer dizer que todo dom pode e deve ser exercido na igreja, levando-se em consideração as idiossincrasias individuais dos crentes e, pelo fato de ser encarnacional, com amor, todo e qualquer dom deve ser avaliado pela comunidade cristã.
Admitindo-se o posicionamento teológico de que os dons são encarnacionais, podemos compreender o que Paulo afirmou em Romanos 12.7 a respeito do carisma do ensino: εἲτε ὁ διδάσκων ἑν τή διδασκαλία (lit. “o que ensina, no ensino”).
A maioria dos tradutores entende que se trata de uma forma intensificada e subentendida de se referir à diligência no exercício do carisma de ensino, acrescentando os termos “dedicação” (ARC,TB); e “esmero” (ARA). Traduções mais literais preferem manter “ensino, ensinando” (BJ); “ensinar, que ensine” (ECP); “ensinamento, para ensinar” (BP); “ensinar, ensine” (NVI).[3]

Russel Champlin, ao interpretar essa perícope, afirma

Aquele cujo ofício consiste em ensinar, deveria esforçar-se por aprimorar os seus conhecimentos, por melhorar a eficácia dos seus métodos de ensino, aumentando o seu interesse pessoal por aqueles que são os seus alunos. Um dos mais graves escândalos das modernas igrejas evangélicas é que a grande maioria dos seus mestres em nada melhora com a passagem dos anos, incluindo nisso tanto o conhecimento como os métodos empregados [...].[4]
Conforme Lim e Champlin, o dom de ensino não é apenas uma capacidade sobrenatural que o Espírito Santo concede ao cristão para o desempenho do magistério eclesiástico, mas também um carisma que deve ser exercido por meio do aprendizado pedagógico constante, da aquisição de técnicas didáticas, e de seu emprego eficiente por parte do professor. É um dom espiritual, no entanto, seu pleno exercício depende da cooperação, esforço e diligência do crente.
O cristão coopera com o Espírito Santo para que o dom, espiritual e potencializado pelo Espírito, desenvolva-se eficientemente e sem nenhum embaraço ou impedimento. O professor é o canal inteligente e discernente pelo qual o Espírito de Cristo ministra aos crentes o conhecimento dos mistérios do Evangelho.
Pelo fato de o dom de ensino ser encarnacional, a igreja deve insistir e investir no desenvolvimento pessoal e profissional de seus professores, a maioria carente de formação adequada. Chama-se a esse processo de educação ou formação continuada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não haverá uma nova safra de crentes se não houver uma nova classe de professores da Escola Dominical! Não se pode imaginar um futuro para a igreja sem educadores. Muitos acreditam que o professor da Escola Dominical é dispensável. E de fato o é, mas de qual docente estamos falando?
Certos professores são dispensáveis, assim como certos pregadores também o são. É claro que assim como não posso generalizar o último também não devo fazê-lo em relação ao primeiro. A falácia de que os professores dominicais são desnecessários à igreja é uma tentativa malsã de, parafraseando Paulo Freire, “retirar a boniteza do sonho de ser professor de tantos jovens cristãos nesse Brasil”.
Em um país que ideologicamente aprendeu a escamotear e a desvalorizar o professor, não ignoro que muitos líderes cristãos também desprezem esse importante e insubstituível ofício na igreja. Nalgumas vezes, eles parecem ter razão. Alguns docentes há muito deveriam ter pendurado a batuta:

- Ainda continuam lendo integralmente a revista da Escola Dominical;
- Não usam qualquer tipo de método;
- São incapazes de comentar com profundidade teológica o tema da lição;
- Reclamam que o assunto é repetido;
- Além de se colocarem nos holofotes de seus cargos eclesiásticos.

Sim, esse é o perfil do professor desnecessário, substituível, que não quero para a igreja deste novo milênio. Tal ensinante é inútil à renovação da igreja.
Ele é:

- Monocultural, como afirma Luiza Cortesão [1], incapaz de abrir-se ao novo, à renovação;
- Taciturno, perdeu a alegria de ensinar e, por pouco, não perde a satisfação de viver.
- Dogmático, protege os erros teológicos do sistema para preservar sua própria posição na denominação.
- Iludido, pensa estar cumprindo os propósitos do Reino de Deus. Na verdade, ele se colocou na porta da EBD e não permite que ninguém mais a atravesse.
- Resistente, não admite qualquer mudança de paradigma na educação cristã, embora ele mesmo não saiba explicar suas práticas de ensino-aprendizagem.

Não resta dúvida, essa classe de professor perdeu o rumo, o telos, o sentido daquilo que faz e não consegue uma resposta às perguntas: por que ensino? por que sou professor?
Entendo que professores renovados produzirão uma igreja viva e saudável. Livre das enfermidades da religião, que nada mais são do que fábricas de parasitas e cruzados, esses educadores resgatariam toda riqueza que o carisma e o ofício de mestre possuem.
Mas para que isso ocorra, urge uma profunda mudança (metanóia) nos paradigmas educacionais que sustentam, à quase cem anos, a educação dominical. A Formação dos professores dominicais nas Assembleias de Deus no Brasil pouco mudou desde as cruzadas incansáveis de nosso paladino e mestre, Pr. Antonio Gilberto. O árduo trabalho desenvolvido por ele e sua equipe em todo Brasil melhoraram quantitativa e qualitativamente o perfil do professor das Assembleias de Deus.
A nossa denominação pode e deve se orgulhar de sua marcha incansável, e dos heróis e heroínas que se ofereceram como libação a favor de uma igreja madura e comprometida com o Reino de Deus.
Todavia, não podemos viver relembrando as glórias do passado se nos esquecemos dos desafios do presente e inquietações do futuro. O mundo mudou! Não é mais o monobloco de antigamente. E, isto, companheiros (as) exige uma nova classe de professores, um novo paradigma educacional, e uma nova forma de lidar com os desafios da modernidade líquida.

Notas:
[1] CORTESÃO.L. Ser professor: um ofício em risco de extinção. São Paulo: Cortez, 2002.
[2] FREIRE, P. Educação e mudança. 31.ed., São Paulo: Paz e Terra, 2008.

Do Blog Teologia e Graça de Esdras Costa Bentho

terça-feira, 22 de novembro de 2011

“E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes”. Tiago 1.22b

Lecionar no ensino bíblico é um verdadeiro desafio para qualquer professor que deseja ver em seus alunos transformações significante, geradas pelo poder da palavra de Deus, entretanto para que isso ocorra e propicie resultados espirituais, o professor deve preparar bem a sua aula, do começo ao fim.
Analisaremos 10 itens relevantes para que o professor possa se basear durante á preparação de sua aula, tais como:

1. Preparo espiritual: É de sua importância o professor separar um tempo no decorrer da semana para oração e consagração, no intuído de Deus lhe conduzir com sabedoria e discernimento bíblico durante o preparo da aula.

2. Interseção: É fundamental o professor interceder pelo pastor, o Gestor da EB, e principalmente pelos seus alunos e seus familiares, para que todo impedimentos e ciladas satânicas sejam aniquilados pelo poder de Deus.

3. Leia o material: O professor deve ler toda revista todos os dias, em sintonia com as passagens bíblicas, em prol de obter uma dimensão da temática da aula, e possíveis formas para ministra - lá.

4. Material de apoio: Durante o processo de elaboração da aula, o professor se depara com muitos termos bíblicos e passagens geográficas desconhecidas, por isso é de grande valia o professor consultar um bom dicionário bíblico e secular, mapas geográficos e bíblias com outras traduções, para sanar possíveis objeções.

5. Objetivos: O professor após estudar a matéria deve determinar quais os objetivos e resultados que pretende transmitir e alcançar na vida do aluno, e a partir dessa meta, conduzir toda sua aula para o atingimento desse propósito.

6. Recursos: O professor deve separar todo recurso didático e pedagógico que pretende utilizar em aula como: jornais, mapas, dicionários, dinâmicas, flip chart, projetor de imagem, vídeo, livros, entre outros.

7. Durabilidade: O professor deve separar no mínimo 2 horas por dia dedicadas exclusivamente ao estudo sistemático da palavra, para consagração e escolha dos recursos didáticos e pedagógicos que serão utilizados em sua aula.

8. Aplicabilidade: o professor deve escolher o método de aula que mais se encaixe no contexto da lição, e, por conseguinte, determinar o momento adequado que  os recursos didático-pedagógico serão aplicados na aula.

9. Revisão: o professor deve revisar toda sua lição, verificando possíveis informações não vistas, adequando métodos ou alterando recursos.

10. Direcionamento: a sintonia com Deus deve ser meta constante do professor, ele deve depender exclusivamente da sabedoria e discernimento de Deus, para que por intermédio da sua grandeza conduzir a sua aula com eficácia.

Estas são algumas dicas dentre centenas que existe, entretanto destacamos aquelas cuja importância é fundamental, portanto professor se você deseja ter crescimento e maturidade espiritual na vida de seus alunos, deve seguir com disciplinas estas recomendações, e acima de tudo ter a direção de Deus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

1 – DEFININDO A PEDAGOGIA

Pedagogia é a arte e ciência de ensinar e educar. A palavra PEDAGOGIA tem origem em 03 vocábulos gregos;

  • PAIDOS : CRIANÇA
  • AGEIN : CONDUZIR
  • LOGIA : TRATADO
São processos e técnicas de ensino que fazem uso das leis psicológicas que regem o crescimento e o comportamento do ser humano.

2 – DEFININDO A ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período da vida que se estende entre a fase da infância e a fase adulta. Ela é um processo dinâmico e não um estado. É um estágio onde acontece um período radical de transição que deve ser vivido com naturalidade e intensidade pelo adolescente e um tempo especial onde os adultos precisam compreendê-los em suas inquietações.
A adolescência é considerada um fenômeno de caráter psicológico e social com diferentes particularidades que variam de acordo com o contexto no qual o adolescente está inserido.
A palavra adolescência deriva do latim ad (a, para) e olescer (crescer), caracterizando, portanto, o processo dinâmico que o indivíduo apresenta na sua aptidão de crescer. A adolescência também tem raízes na palavra adolescer, de onde origina a palavra adoecer. Temos, pois, uma dupla etimológica: crescer no sentido físico e psíquico e adoecer com as transformações biológicas e mentais que se sucedem nesta fase da vida.

3 – CONHECENDO AS NECESSIDADES DO ADOLESCENTE NO PROCESSO PEDAGÓGICO

Ensinar é mais do que transmissão de conhecimentos. È despertar a mente do aluno, promovendo a aprendizagem por parte do mesmo, fazendo-o pensar e agir por si próprio. O ensino bíblico deve visar o homem em todo o seu aspecto, ou seja, espírito, alma e corpo, promovendo a formação de um caráter verdadeiramente cristão.
O educador de Adolescentes, para que alcance os objetivos do processo pedagógico, precisa conhecer as diversas necessidades e inúmeros conflitos que cercam suas vidas. Vejamos alguns aspectos dessas necessidades;
  • Aspectos Físicos : Estão se desenvolvendo rapidamente e tanto podem estar bem dispostos quanto não querendo fazer absolutamente nada. Tornam-se desajustados por causa das transformações físicas que estão ocorrendo em seu corpo.
  • Aspectos Mentais : A capacidade de raciocínio do adolescente está em pleno desenvolvimento. Ele busca novidades, novas descobertas, especula, obstrui, analisa, e critica. “é uma verdadeira transformação na inteligência que afeta todos os aspectos da sua vida”.
  • Aspectos Sociais : O adolescente quer ser adulto e independente. Ele gosta de grupos fechados, fica encabulado facilmente e tem consciência de seus problemas. Cultua heróis, é leal ao seu grupo e tem interesse pelo sexo oposto.
  • Aspectos Psicológicos : A adolescência é a época das emoções profundas, intensas e duradouras, os acordes do sentimento respondem ao maior número de estímulos, gerando sentimentos inconstantes, deixando o adolescente vulnerável aos apelos que lhe são feitos através da mídia. Durante a adolescência a vida emocional não encontra equilíbrio. O desenvolvimento físico transtorna o controle nervoso. O alargamento do horizonte intelectual e a nova consciência social apresenta um vasto campo para conflitos emocionais. O adolescente geralmente flutua entre a alegria e a tristeza. A histeria é uma das fraquezas típicas do período.
  • Aspectos Espirituais : O adolescente está pronto para a salvação. Estudos mostram que a maioria das conversões que ocorrem antes dos 17 anos é permanente. Com a ampliação da vida mental e social do adolescente, a atração pela personalidade eleva-se ao máximo. Conhecendo Cristo, o adolescente encontra Nele a mais alta expressão de personalidade. Com uma direção compreensiva ele pode ser levado a fazer uma entrega pessoal como Salvador e Senhor. Contra a opinião de muitos adultos, o adolescente quer uma fé que seja prática. Suas emoções em desenvolvimento o conduzem àquelas atitudes fundamentais na verdadeira fé em Cristo.
4 – AS BASES MENTAIS DO EDUCADOR NO PROCESSO PEDAGÓGICO PARA ADOLESCENTES

Existem quatro coisas básicas que devem nortear a mente do dirigente/orientador a fim de que haja um aproveitamento necessário quanto à aprendizagem do adolescente:

  • Por que ensino? É de fundamental importância que o dirigente/orientador tenha convicção de que é vocacionado para esse honroso trabalho, bem como pela consciência de ensino por amor e gratidão a Deus e também em obediência.
  • Para que ensino? O maior propósito do dirigente /orientador quanto ao ensino deve ser alcançar a mente e o coração do adolescente através da Palavra de Deus, e contribuir para a criação de bons hábitos cristãos, proporcionando a formação de um caráter ideal ( Hb 10.6 ).
  • O que ensino? O dirigente/orientador deve ter em mente que é o ensino da Palavra, sob a unção do Espírito Santo que proporcionará o desenvolvimento de um caráter cristão.
  • A quem ensino? É importante o dirigente/orientador ter consciência de que o adolescente não é mais uma criança, também não é um adulto, mas um ser que sofre as consequências de um processo de transformação em relação ao corpo, idéias, emoções e comportamento.
5 – A DIDÁTICA APLICADA AO ADOLESCENTE

Normalmente somos bem informados e preparados teoricamente sobre o tópico anterior, mas muito limitados sobre como fazer, ou seja, a maneira prática de transmitir o ensino. Vejamos alguns procedimentos que farão diferença na nossa maneira de transmitir a Palavra de Deus para os adolescentes:
  1. Ensinar a partir das necessidades do adolescente (espirituais, emocionais, sociais e físicas).
  2. Ensinar de maneira informal, deixando-os assim à vontade para formular perguntas.
  3. Ensinar vida e não apenas conteúdo.
  4. Dar atenção personalizada, sem jamais discriminar.
  5. Procurar conhecer, aceitar e valorizar cada adolescente.
  6. Ensinar preparando vidas para o presente, para o futuro e para eternidade.
  7. Aplicar as várias metodologias de ensino.
6 – REQUISITOS BÁSICOS PARA O EDUCADOR DE ADOLESCENTES

  • Preparo Intelectual : Conhecimento técnico (pedagógico/psicológico) e teológico.
  • Preparo Emocional : Equilíbrio, autocontrole, motivação. Não trazer para a sala problemas pessoais, nem deixar transparecê-los.
  • Preparo Espiritual : Oração, jejum, dependência do Espírito Santo.
  • Preparo Interpessoal : Bom relacionamento e trato com o adolescente.



BIBLIOGRAFIA
  • Cláudio Rogério, Congresso Nacional de E.B.D., CPAD.
  • Eliezer Moraes, Congresso Nacional de E.B.D., CPAD
  • Antonio Gilberto, Manual da Escola Bíblica Dominical, CPAD.
  • Jamiel de Oliveira Lopes, Aprendendo a Lidar com o Adolescente, CANDEIA.




Elaborado pelo Pastor Altair Germano

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Jan Amos Komenský

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Comenius
  1. Jan Amos Komenský, foi um bispo protestante da Igreja Moraviana, educador, cientista e escritor checo. Como pedagogo, é considerado o fundador da didática moderna. Wikipédia